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15.10.13

SPERRY TOP-SIDER


Há 80 anos várias gerações estão intimamente ligadas à marca SPERRY, partilhando a paixão pelo mar e vestindo calçados com propostas elegantes que combinam classe e conforto. Na verdade, nenhuma outra marca vem à mente quando se trata de confiáveis sapatos originais náuticos. Apesar disso, hoje em dia a SPERRY é uma marca de estilo de vida náutico, comercializando inúmeros acessórios, muito além do universo dos calçados. 

A história 
Tudo começou quando Paul Alling Sperry, um ex-oficial da marinha americana e que quase havia perdido sua vida em um escorregão no deque do barco, ao observar seu cocker spaniel, chamado Prince, correr sobre o gelo em um típico dia de inverno, em Connecticut, na região da Nova Inglaterra, reparou na capacidade fantástica que o cão possuía em manter a tração mesmo em um piso tão escorregadio. Ao analisar minuciosamente a pata de seu cão, ele reparou nas centenas de pequenas ranhuras e cortes que ziguezagueavam em todas as direções, fazendo com que ele não escorregasse. Estas estrias onduladas foram a principal inspiração para que o Sr. Sperry requeresse a patente da sola Razor-Siping™, fundamental em maximizar a tração e desempenho do Authentic Original Sperry Top-Sider, primeiro calçado para a prática de esportes á vela, introduzido no mercado americano em 1935.


Paul Sperry provavelmente nunca imaginou que seus sapatos se tornariam um ícone americano nas décadas seguintes. Afinal, tudo o que ele desejava, sendo um ávido velejador, era encontrar um sapato que iria ajudá-lo a atingir a estabilidade perfeita no convés escorregadio de seu veleiro enquanto navegava. A partir deste momento a marca SPERRY iria compartilhar a paixão com aqueles que apreciam uma boa vida no, sobre ou nas proximidades do mar.


O sapato rapidamente se tornou popular entre os velejadores pela característica antiderrapante do solado e por sua cor branca, que o impedia de sujar os convés dos barcos. Até 1939 o calçado era um produto de nicho, restrito a um público pequeno. Foi então que a Marinha dos Estados Unidos negociou com a empresa o direito de fabricar o modelo para os marinheiros, com a finalidade de caminhar com firmeza e evitar tombos e acidentes no piso escorregadio de barcos e deques, enquanto defendiam o país. Depois disso o sapato passou a ser comercializado em todo o país com enorme sucesso, ganhando também o mundo. SPERRY se tornou sinônimo de boat shoe e acompanhou o sucesso da empresa que viu seu calçado ser usado por pessoas de todas as idades, em diversas ocasiões casuais, migrando das marinas para o ambiente urbano.


Por muito tempo o principal modelo da marca se tornou uma das peças chaves no guarda roupa dos homens de todas as idades, mas passou por uma fase onde parou de calçar os pés dos jovens. A SPERRY então soube agir na hora certa para prevenir os efeitos do envelhecimento de sua clientela. Na última década o clássico modelo voltou com tudo ao mercado e rapidamente se tornou uma peça indispensável para quem quer estar sempre na moda. Neste caso, as cores e variedades (com diversas opções de modelos, indo do couro marrom até listras, dourado e estampa xadrez) atraíram novos consumidores, e o formato já conhecido do modelo facilitou que os antigos redescobrissem um velho conhecido. A marca também criou um estilo de bota (batizada de Chukka Sperry) inspirado no Top-Sider, reservada para o uso urbano. O desenho da base é o mesmo, porém o cano fica na altura do tornozelo. É um modelo casual que pode ser usado com calça jeans, sarja ou veludo, expandindo assim o universo de opções dos calçados da SPERRY.


Além disso, neste período, a SPERRY expandiu sua linha de produtos muito além do segmento de calçados, tornando-se assim uma marca de estilo de vida para quem curte atividades ao ar livre ou uma vida a beira mar. Com isso foram lançados no mercado um infinidade de acessórios, como por exemplo, mochilas, bolsas, carteiras, cintos, cachecóis, luvas, meias, relógios, óculos, sandálias, uma pequena linha de roupas (camisetas, bermudas e moletons) entre outros itens. Outra estratégia adotada pela marca neste período foi a inauguração, em 2009, de cinco lojas próprias, localizadas nas cidades de Tampa, Orlando, Boca Raton, Kansas City e Dallas. O sucesso de sua empreitada no varejo levou a marca a inaugurar outras lojas próprias em importantes cidades americanas nos anos seguintes.


A SPERRY tem realizado um trabalho de posicionamento bem interessante, cujo objetivo é manter a marca relevante sem alienar o público alvo ao longo dos anos. A marca tem constantemente lançado pequenas coleções em colaboração com a Band of Outsiders e participando de feiras como a Project e Capsule. Essas coleções geralmente consistem em pegar o Top-Sider (seu modelo mais famoso) e trocar o couro do cabedal por outro tipo de material, fazendo com que o clássico fique sempre atualizado.


Mais recentemente a SPERRY introduziu no mercado uma linha de sapatos náuticos mais técnicos, fabricados recorrendo a materiais e tecnologias do segmento de calçados esportivos modernos. Estes calçados (botas náuticas para competições) oferecem um apoio e leveza espetaculares e são fabricados de forma a expulsarem a água do seu interior e secarem rapidamente. Essa linha, equipada com a inovadora tecnologia GripX3 (que garante maior adesão da sola ao convés dos barcos), foi utilizada por velejadores patrocinados pela marca nos Jogos Olímpicos de 2012. Para o evento a SPERRY criou também uma cor exclusiva para estes calçados, o Podium Blue.


Há pelo menos 60 anos a SPERRY e outra fabricante de calçados náuticos, a Sebago, fundada em 1946 e que hoje pertencem à mesma empresa, duelam para saber quem produz o melhor modelo. As marcas são registradas, tanto que ninguém pode usar os termos Top-Sider (da SPERRY) e Dockside (da Sebago), que se refere aos mocassins impermeáveis como “boat shoes” (sapato para barco) ou “deck shoes” (sapato para o deque, ou seja, piso do barco).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas modificações, algumas delas radicais, ao longo de sua história. A primeira delas, apesar de manter o tradicional veleiro, principal ícone de identificação da marca, foi totalmente redesenhado, com o logotipo apresentando uma tipografia de letra mais moderna e refinada. Mais recentemente a identidade visual passou por uma profunda reformulação, que adotou uma nova tipografia de letra, reestilizou completamente o tradicional veleiro, excluiu a palavra TOP-SIDER e acrescentou a expressão “Since 1935”.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1935 
● Fundador: Paul Sperry 
● Sede mundial: Lexington, Massachusetts, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Sperry Top-Sider, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Wolverine World Wide, Inc.) 
● CEO: Blake Krueger 
● Presidente: Craig L. Reingold 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 40 
● Presença global: + 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Sebago, Rockport, Timberland, Toms e UGG Australia 
● Ícones: O modelo Top-Sider 
● Slogan: A passion for the sea. 
● Website: www.sperry.com 

A marca no mundo 
Atualmente a marca SPERRY, mais conhecida por seus tradicionais Top-Sider, oferece inúmeros produtos que contemplam um estilo de vida náutico, como por exemplo, calçados casuais, sandálias, mochilas, relógios, óculos e uma pequena linha de roupas. Os produtos da marca americana são comercializados em mais de 50 países ao redor do mundo, com forte presença na América do Norte e Europa. Os produtos da marca são vendidos em lojas de departamento e grandes varejistas, assim como através de aproximadamente 40 lojas próprias nos Estados Unidos. 

Você sabia? 
O SPERRY Top-Sider faz parte do uniforme da Academia Naval Norte-Americana. 
A SPERRY patrocina e apóia instituições, atletas e competições ligadas a esportes e atividades náuticas, como por exemplo, a U.S. Sailing Association (Associação Americana de Vela). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/5/2015

21.7.10

COTY


Na COTY tudo cheira muito bem. Afinal, a empresa francesa, orientada por um espírito empreendedor, paixão, inovação e criatividade, sempre desenvolveu um portfólio incomparável de perfumes para marcas consagradas, cujas fragrâncias se tornaram marcantes. 


A história 
Tudo começou em 1904 quando François Coty, nascido na ilha de Córsega e considerado o fundador da indústria moderna de perfumes, após trabalhar na Maison Chiris, uma das maiores produtoras de essências florais da época, estabeleceu um pequeno laboratório na cidade de Paris e criou seu primeiro perfume, batizado de La Rose Jacqueminot, cujo frasco foi desenvolvido por Baccarat e utilizava um delicado e equilibrado odor de florais, na época, rejeitado por outros fabricantes por não ser considerado sofisticado. Já no ano seguinte ele criou mais dois perfumes inovadores: L’Origan e Amber Antique, que foram os primeiros a combinarem ingredientes naturais e sintéticos. Rapidamente ele percebeu que a embalagem era muito importante e vital para vender perfumes. Foi então que ele firmou uma sociedade com René Lalique, proprietário da prestigiosa cristaleria e joalheria francesa, para produzir exuberantes frascos para suas cheirosas criações. O primeiro perfume fruto desta parceria foi o L’Effleurt, com seu belo frasco em Art Nouveau. A partir deste momento a COTY seria responsável por uma revolução, utilizando os frascos como objetos chamativos para determinar as vendas de seus perfumes.



O enorme sucesso de seus produtos permitiu que a Maison COTY inaugurasse, ainda em 1908, sua primeira loja em Paris e estabelecesse sua primeira fábrica, localizada nos arredores da cidade, no ano seguinte. Pouco depois, em 1910, a empresa estabeleceu subsidiárias nas cidades de Londres e Moscou, iniciando assim sua internacionalização. Em 1913, a empresa já estava presente em Nova York com uma luxuosa loja instalada em plena Quinta Avenida, cujos vidros da vitrine foram criados pela Lalique. A partir deste momento, Coty soube como ninguém explorar o potencial de mercado ao produzir perfumes em maior escala e menor custo para servir à classe média.



O sucesso fez com que a empresa inaugurasse outras subsidiárias em novos mercados para comercializar seus perfumes, como por exemplo, Buenos Aires, Johannesburg, Madri e Rio de Janeiro. Ao se tornar uma empresa de capital aberto em 1925, a COTY levantou dinheiro suficiente para adquirir o total controle de cinco de suas subsidiárias no continente europeu. Nesta década a COTY criou e lançou no mercado 15 novos perfumes. Após a morte de François Coty em 1934, a empresa foi assumida por Benjamin E. Levy, que deu continuidade ao legado do mestre dos perfumes. Neste período, devido a Grande Depressão Americana que assolava milhões de famílias, a empresa, como todas as demais que atuavam no mercado de produtos de luxo, enfrentou grandes dificuldades. As vendas despencaram e a empresa se viu obrigada a reduzir seus preços para sobreviver.



Após a Segunda Guerra Mundial a COTY sofreu uma revolução: a linha de produtos foi ampliada, incluindo produtos masculinos; as embalagens remodeladas; os preços adequados ao mercado; produtos foram expostos em displays em grandes e sofisticadas drogarias e perfumarias; e laboratórios de pesquisas foram estabelecidos em várias partes do mundo. A COTY se tornou subsidiária da americana Pfizer no ano de 1963, em uma transação avaliada em US$ 26 milhões na época. Pouco depois, em 1965, a empresa lançou no mercado Imprevu, seu novo perfume em 25 anos.



Em 1968 a empresa lançou COTY ORIGINALS, uma linha de maquiagens a preços populares. Com esses novos produtos, as vendas da empresa aumentaram no mundo inteiro. Além disso, a COTY introduziu em sua linha mais marcas de luxo, como por exemplo, a Dina Merrill. A década de 1970 foi marcada por muitos lançamentos como as fragrâncias Styx, Sweet Earth e Wild Musk, além da linha de tratamento de beleza Equatone. Em 1981, o sucesso do lançamento do perfume masculino Stetson, fez com que a empresa expandisse essa linha com a introdução da versão feminina no ano de 1986. Com mais de US$ 100 milhões de faturamento na categoria de perfumes femininos, a COTY, em 1988, era a segunda empresa nesse segmento no mundo, atrás apenas da americana Revlon.



Em 1992 a COTY foi comprada pela empresa alemã Joh. A. Benckiser GmbH. Pouco depois, em 1996, a Lancaster, tradicional marca de cosméticos fundada no ano de 1946 em Mônaco, passou a fazer parte do portfólio da empresa, agregando produtos de luxo e qualidade a sua linha, como por exemplo, os perfumes Davidoff, Jil Sander e Vivienne Westwood, além da linha de cosméticos Isabella Rossellini. Em maio de 2005 a COTY comprou a divisão de perfumes da Unilever e se tornou a maior empresa do mundo neste segmento. Com essa aquisição perfumes de marcas famosas como Calvin Klein, Cerruti, Vera Wang, Chloé e Lagerfeld, passaram a fazer parte do portfólio da COTY.


A partir de 2010 a COTY resolveu expandir significativamente sua presença no setor de cosméticos de coloração e produtos de cuidados para a pele e o corpo com aquisições de importantes marcas como Dr. Scheller Cosmetics (produtora alemã de tintura e maquiagem), Philosophy (cremes hidratantes contra o envelhecimento, esfoliantes de pele instantâneos, perfumes e batons), OPI (esmaltes) e TJoy (marca chinesa de cuidados para a pele). Depois de uma tentativa fracassada em adquirir a americana Avon, pela qual ofereceu mais de US$ 10 bilhões, a COTY resolveu abrir seu capital na Bolsa de Valores em junho de 2013.



Atualmente a COTY mantém uma capacitada equipe composta por mais de 100 profissionais que são responsáveis por pesquisar, desenvolver e criar produtos inovadores na área de cosméticos e perfumes. O resultado deste investimento em pesquisa e desenvolvimento são mais de 700 patentes ao redor do mundo e muitos novos e inovadores produtos lançados por ano.



A linha do tempo 
1912

Lançamento do perfume L’Or, que possuía uma essência floral combinada com tabaco louro. 
1914

Lançamento do primeiro cosmético da marca: pó para o rosto, comercializado em caixinhas redondas que vinham com uma esponja para aplicação. 
Lançamento de um pó para o corpo que vinha com a essência de seus perfumes.

1917

Lançamento do CHYPRE, um perfume que se tornaria, durante anos, um enorme sucesso da marca. 
1922

● Lançamento do PARIS, perfume que faria enorme sucesso nos mercados britânico e americano. 
1955

● Lançamento da linha de batons longos COTY 24, que durante anos se tornou um imenso sucesso. 
1969

● Lançamento da BACCHUS, uma completa linha de cosméticos masculinos que incluía loção pós-barba e colônias. 
1985

Lançamento do HELIOTAN, um exclusivo complexo que estimulava o bronzeamento e a proteção natural da pele. 
1986

● Lançamento da colônia DAVIDOFF COOL WATER
1993
Lançamento do perfume VANILLA FIELDS
1994

● Aquisição da empresa Quintessence, proprietária de perfumes populares e famosos como JOVAN e ASPEN
1996

● Aquisição da marca de cosméticos e maquiagens RIMMEL LONDON
1998

● Lançamento de uma nova linha de cosmético chamada MANIFESTO
1999

● Lançamento do perfume masculino ADIDAS MOVE
2002

● Assina contrato de licenciamento com a celebridade Jennifer Lopez e lança o perfume GLOW by JLO
2003

Aquisição das marcas (perfumes) KENETH COLE e MARC JACOBS
2005

● Aquisição das marcas (perfumes) CALVIN KLEIN, CERRUTI, CHLOÉ e VERA WANG
Lançamento do perfume masculino INSTINCT by DAVID BECKHAM
Lançamento do perfume LOVELY by SARAH JESSICA PARKER
2006

● Lançamento do perfume masculino INTIMATELY BECKHAM
2009

● Lançamento da linha de perfume SARAH JESSICA PARKER, composta por três fragrâncias (Dawn, Endless e Twilight). 
2010

● Lançamento do perfume feminino BEYONCÉ HEAT
2012

● Lançamento do perfume FAME em colaboração com a cantora Lady Gaga.


As marcas 
Atualmente a COTY possui mais de 40 licenças para produzir perfumes, além de ser proprietária de grandes marcas de cosméticos. Recentemente a empresa passou por uma enorme reestruturação, sendo criadas três divisões internas em segmentos distintos: 
FRAGRANCES 
Detém licenças para produzir perfumes com marcas de renome como Balenciaga, Bottega Veneta, Calvin Klein, Cerruti, Chloé, Chopard, Davidoff, Guess, Joop!, Jil Sander, Jōvan, Marc Jacobs, Miu Miu, Nautica, Playboy, Vera Wang, Stetson, Roberto Cavalli, Pierre Cardin e Vespa. Além disso, é responsável por criar e produzir perfumes com nomes de celebridades como Beyoncé, Henrique Iglesias, Halle Berry, David Beckham, Jennifer Lopez, Lady Gaga, Celine Dion e Katy Perry. 
COLOR COSMETICS 
Engloba batons, esmaltes e maquiagens para os olhos e face com as marcas OPI (líder mundial no segmento de esmaltes), Astor, Manhattan, Rimmel London, Miss Sporty, NYC Color e Sally Hansen. 
SKIN & BODY CARE 
Dividida em cuidados com a pele e cuidados com o corpo, engloba géis de banho, desodorantes e produtos para o tratamento da pele com as marcas Adidas, Lancaster, Philosophy e Playboy.


2015 foi um ano histórico para a COTY. Isto porque a empresa fez três importantes e gigantescas aquisições que a tornaram uma das maiores do mundo em seu segmento. Primeiro adquiriu a tradicional marca de cosméticos francesa Bourjois (criada em 1863) da Chanel por US$ 239 milhões. Depois comprou a unidade de beleza da Procter & Gamble por US$ 12.5 milhões, que incluiu 43 marcas de produtos profissionais para salões e de tinturas, cosméticos e fragrâncias para varejo. Entre elas Wella, Koleston, Clairol, Wellaton, Max Factor e Covergirl, e perfumes como Hugo Boss, Dolce & Gabbana, Gucci, Lacoste, Bruno Banani, Christina Aguilera, Escada, Gabriela Sabatini, James Bond 007, Mexx, Stella McCartney e Alexander McQueen. E por fim, adquiriu por R$ 3.8 bilhões a divisão de cosméticos da brasileira Hypermarcas, adicionando ao seu portfólio marcas consagradas como Risqué (esmaltes), Monange (produtos femininos de cuidados pessoais), Bozzano (produtos masculinos de cuidados pessoais), Biocolor (tinturas de cabelo) e Cenoura & Bronze (protetores solares e bronzeadores).


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1904 
● Fundador: François Coty 
● Sede mundial: New York City, Nova York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Coty, Inc. 
● Capital aberto: Sim (2013) 
● Chairman & CEO: Bart Becht 
● Faturamento: US$ 4.39 bilhões (2014-2015) 
● Lucro: US$ 359.5 milhões (2014-2015) 
● Valor de mercado: US$ 9.32 bilhões (março/2016) 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 12.000 
● Segmento: Produtos de beleza 
● Principais produtos: Perfumes, maquiagens, esmaltes e produtos para a pele 
● Slogan: A world of beauty. 
● Website: www.coty.com

A marca no mundo 
Atualmente a COTY, uma das maiores empresas produtoras de perfumes do mundo, comercializa seus produtos, que englobam desde fragrâncias, maquiagens, cosméticos até produtos para o cuidado da pele, em mais 130 países através de lojas especializadas, drogarias, perfumarias, lojas de departamento, grandes varejistas e aeroportos (lojas Duty Free). Os perfumes e fragrâncias respondem por aproximadamente 50% e a Europa por 51% dos US$ 4.39 bilhões de faturamento que a empresa atingiu em 2015. A COTY possui mais de oito fábricas no mundo, localizadas na Inglaterra (Ashford), Espanha (Granollers), França (Chartres), Principado de Mônaco, China (Jiangsu) e Estados Unidos (Sanford, Los Angeles e Phoenix). A empresa deve a maior parte de suas receitas aos perfumes de marcas como Calvin Klein, Davidoff, Adidas, Playboy e Joop!, assim como às fragrâncias que vende com o nome de celebridades, como Lady Gaga e Jennifer Lopez. 


Você sabia? 
A COTY é guiada pela cultura corporativa “Faster. Further. Freer.” (em tradução livre “Mais rápido. Além. Mais livre”). 
François Coty na verdade nasceu com o nome de Joseph Marie François Spoturno em 1874 na cidade de Ajjacio na Córsega. Batizou sua perfumaria de COTY em homenagem a sua mãe, uma vez que esse fora seu nome de solteira. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 31/3/2016

7.8.08

BUBBA GUMP SHRIMP Co.


Imagine saborear um delicioso coquetel de camarão. Agora imagine aproximadamente 20 maneiras diferentes de servi-lo contida em um único cardápio. Some a isto uma decoração temática baseada em um dos filmes de maior sucesso da história do cinema: Forrest Gump. Essa é a receita do sucesso da rede de restaurantes temáticos de frutos do mar BUBBA GUMP SHRIMP Co., um dos ícones do mercado americano em seu segmento. 

A história 
A vida imita a arte, e foi por este motivo que o grupo Viacom, através de sua divisão de produtos para consumidores, e também proprietário da Paramount Pictures (conheça essa outra história aqui), resolveu explorar o verdadeiro potencial de um dos mais formidáveis filmes de todos os tempos: Forest Gump, ganhador de seis estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Tom Hanks. Para quem não se lembra: 

O personagem Forrest (interpretado por Tom Hanks) vai à guerra do Vietnã e faz de Benjamin Buford “Bubba” (interpretado por Mykelti Williamson), um negro que conhecia tudo sobre camarões e só falava sobre os adoráveis crustáceos, seu melhor amigo. Bubba morre em uma emboscada e Forest volta como herói. Para homenagear seu melhor amigo, Forest cria, juntamente com o tenente Dan, a Bubba Gump Shrimp Co., uma empresa especializada em pesca de camarões. 

Embalada pelo sucesso do filme de 1994 entre uma legião de adoradores e fãs, surgiu a ideia de inaugurar um restaurante temático baseado na história de Forrest Gump. A Paramount Pictures, produtora do filme, então se aproximou da empresa Rusty Pelican Restaurants para apresentar à nova ideia. O presidente da empresa na época, Scott Barnett, e sua equipe de executivos, incluindo Tim Busald, desenvolveram o conceito do restaurante que capturava o charme e o espírito americano que fizeram do filme um verdadeiro sucesso de bilheteria, e fecharam um acordo com a Paramount para criar o primeiro restaurante temático baseado em um filme de cinema. A primeira unidade do BUBBA GUMP SHRIMP COMPANY RESTAURANT AND MARKET foi inaugurada no mês de março de 1996 no famoso endereço de Cannery Row em Monterey, cidade pesqueira famosa por suas fábricas de enlatados de sardinha, localizada no estado da Califórnia. O nome do restaurante surgiu através de uma junção do nome do personagem Benjamin Bufford (apelidado de Bubba) com o nome do protagonista Forrest Gump: BUBBA GUMP.
  

A decoração extremamente detalhista, repleta de madeira e objetos que remetiam ao filme, e o cardápio baseado em frutos do mar, onde a principal estrela era o camarão, fez enorme sucesso, não só entre os admiradores do filme, mas também para quem estava à procura de uma boa refeição em um ambiente aconchegante, divertido e com serviço diferenciado. Além disso, o restaurante servia outros pratos da culinária sulista e cajun (criada na Louisiana pelos descendentes colonos de origem francesa expulsos de Acadie, no leste do Canadá), já que os personagens de Forrest e Bubba eram do Alabama. No ano seguinte mais duas unidades foram inauguradas nas cidades de San Francisco e Lahaina no Havaí. O sucesso levou ao crescimento da rede, que nos três anos seguintes inaugurou mais sete restaurantes em cidades turísticas americanas. A primeira unidade internacional da marca foi inaugurada no mês de março de 2001 na cidade de Osaka no Japão sob o sistema de franquia. Dois anos depois foi a vez da famosa Times Square, em Nova York, ganhar uma unidade do restaurante temático.
   

Em 2006, unidades do BUBA GUMP SHRIMP Co. foram inauguradas dentro dos parques temáticos do Universal Studios (conheça essa história aqui) em Orlando e Hollywood, além de uma unidade em Hong Kong. Nos anos seguintes, além de inserir novos itens em seu cardápio, como por exemplo, carnes e deliciosos sanduíches, a rede inaugurou unidades em grandes cidades americanas e fortaleceu sua presença internacional com restaurantes no México, Malásia e Filipinas. Em novembro de 2010, a rede foi adquirida pela Landry’s Inc., uma das maiores empresas de restaurantes casuais do mundo. Pouco depois, em 2014, a rede inaugurou uma unidade na cidade de Londres. Mais recentemente, em 2021, a rede inaugurou uma unidade na cidade chinesa de Beijing, localizada no Universal Studios.
   

Apesar do BUBBA GUMP SHRIMP Co. ser uma rede de restaurantes especializados em frutos do mar, no cardápio muitas são as opções de saladas, carnes, sanduíches como hambúrgueres, massas, drinques e sobremesas irresistíveis. Mesmo o restaurante sendo caro para uma rede temática (média de US$ 50 por pessoa), o BUBBA GUMP SHRIMP Co. se tornou um verdadeiro sucesso e atração turística. Afinal, é um restaurante divertido e alto astral para se visitar, ótimo para quem procura um local espirituoso para tomar bons drinques e fazer deliciosas refeições.
   

O lúdico conceito 
Frequentar qualquer uma das unidades da rede BUBBA GUMP SHRIMP Co., é como mergulhar no set do famoso filme. Toda decoração dos restaurantes é composta por objetos que lembram cenas do filme. Obviamente, tudo gira em torno de camarões, que Bubba chamava insistentemente de “a fruta do mar”: fritos, salgados, assados, doces, à La Creole, sopas, coquetéis, pipocados, com limão, coco, pimenta, abacaxi, em saladas, em sanduíches - é difícil escolher entre tantas opções. Afinal, são aproximadamente 20 opções diferentes de servir o delicioso crustáceo. Entre os pratos mais populares estão o I’m Stuffed! Shrimp (a base de camarões com purê de caranguejo cozido em manteiga e alho, coberto com queijo e servido com arroz de jasmim), o camarão empanado com coco, o camarão cozido na cerveja e o popular coquetel de camarão. Outros pratos de sucesso da rede são o Forrest’s Seafood Feast (camarões fritos, bolinhos fritos de frutos do mar, peixe frito com batatas frita, salada de repolho e molhos) e o Bubba’s After the Storm (camarão frito, peixe com especiarias Cajun e caranguejo cozido no vapor, servidos com batatas fritas.
  

Outro fator de sucesso é a cuidadosa apresentação dos pratos, extremamente detalhada e temática. Muitos deles são servidos em barcos ou ainda na panela, e muita folha (na verdade uma espécie de papel-toalha absorvente) que imita jornal é usada para decorar os pratos. O filme é passado em televisões espalhadas pelo ambiente e, como em todos os grandes sucessos de bilheterias, não dá para tirar o olho enquanto se degusta os irresistíveis camarões, preferencialmente acompanhados de deliciosos drinques como margaritas e mojitos, a tradicional bebida cubana.
  

O cardápio de bebidas da rede é uma raquete de pingue-pongue (no filme Forest foi campeão mundial e, através dele, “responsável” pela reabertura do diálogo entre China e Estados Unidos na década de 1970). Antes de chegar às mesas, passa-se por uma pequena loja onde é possível comprar camisetas, bonés, copos e uma infinidade de lembranças do filme. Nas paredes dos restaurantes estão afixados os ditados maternos (cujo papel é representado pela excelente Sally Field) sempre repetidos por Gump, como por exemplo, “a vida é uma caixa de chocolates - você nunca sabe o que você vai pegar”, “coma mais camarões, milhões de peixes não podem estar errados“ ou ainda “não existem pessoas burras - apenas burrices”.
   

Um dos ícones do restaurante é seu sistema que utiliza placas para se comunicar com o garçom: se precisar de algum serviço, o cliente apenas levanta uma placa vermelha que diz “Pare Forrest, Pare”; e se a comida estiver boa basta levantar uma placa azul que diz “Corra, Gump” (frase que motivou o personagem do filme a se tornar “campeão” de futebol americano pela Universidade do Alabama e, já na década de 1970, “precursor” do jogging).
   

A decoração da rede é tão detalhada que todas as unidades possuem na entrada uma perfeita réplica do banco da famosa cena em que Forrest espera o ônibus, com sua maleta e chocolates, e com direito até aos tênis do personagem no chão. Os tênis são, na verdade, esculturas onde é possível encaixar os pés para tirar fotos. É nesse banco que ele conversa com muitas pessoas e conta a sua história durante o filme.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1996 
● Fundador: Viacom Consumer Products 
● Idealizador: Scott Barnett e Tim Busald 
● Sede mundial: Houston, Texas, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Bubba Gump Shrimp Co. Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Landry’s Inc.) 
● CEO: Tilman Fertitta 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Restaurantes: 37 
● Presença global: 11 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 3.000 
● Segmento: Restaurantes temáticos 
● Principais produtos: Frutos do mar, carnes, sanduíches, saladas e coquetéis 
● Concorrentes diretos: Red Lobster, Planet Hollywood, Hard Rock Café, Rainforest Café, Señor Frog’s, Joe’s Crab Shack, House of Blues e T-Rex Café 
● Ícones: A decoração baseada no filme e os camarões do cardápio 
● Website: www.bubbagump.com 

A marca no mundo 
Atualmente a rede BUBBA GUMP SHRIMP Co., que serve anualmente mais de 7 milhões de refeições, possui 23 restaurantes localizados em cidades turísticas americanas como Bloomigton, Daytona Beach, Denver, Orlando (dentro do CityWalk no Universal Studios), Ft. Lauderdale, Hollywood (dentro do CityWalk no Universal Studios), Las Vegas, Long Beach, Miami, Monterey, San Francisco, Santa Monica, Baltimore e Nova York; além de unidades em outros 10 países como México (Cancún e Puerto Vallarta), Japão (Tóquio e Osaka), Inglaterra (Londres), Canadá (Edmonton), China (Beijing), Catar (Doha), Hong Kong e Indonésia (Bali). 

Você sabia? 
A venda de suvenires nas lojas localizadas dentro dos restaurantes representa aproximadamente 10% do faturamento anual da rede. 
O ator Chris Pratt foi descoberto em 2000 enquanto trabalhava como garçom no BUBBA GUMP SHRIMP Co. em Maui, Havaí. Ele atendeu a mesa da atriz e diretora Rae Dawn Chong, que estrelou um dos filmes favoritos de Pratt, Commando. Chong ofereceu a Pratt um papel em um curta que ela estava dirigindo na época. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Time), sites de notícias (Business Insider), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 24/1/2022 

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30.5.08

ZIPCAR


Seus carros ficam estacionados e espalhados por grandes cidades como Washington, Nova York, Boston, Chicago, San Francisco, Toronto e até Londres, e podem ser alugados e utilizados por dia ou até mesmo por poucas horas, usando apenas um código e um cartão. Tudo feito online, sem burocracia e de forma rápida. Com novidades tecnológicas aqui (como destravar um carro apertando um simples botão do iPhone), uma pitada de marketing ali e uma dose enorme de inovação capaz de colocar um setor inteiro de pernas para o ar, a ZIPCAR está roubando a cena no setor de aluguel de automóveis nos Estados Unidos. Afinal, mostrou que criar uma comunidade de pessoas interessadas em compartilhar carros, com reserva pela internet e flexibilidade suficiente para usá-los apenas por algumas horas, pode ser um excelente negócio. 

A história 
Tudo começou em janeiro de 2000 quando as amigas e empreendedoras, Robin Chase e Antje Danielson, fundaram a empresa americana ZIPCAR em Cambridge, região da cidade de Boston, estado americano de Massachusetts, tendo como objetivo montar uma locadora de automóveis diferente da maioria que estavam estabelecidas no mercado. Elas se inspiraram em um conceito de compartilhamento de carros (“carsharing”, em inglês) que existia na cidade de Berlim depois de uma viagem a Alemanha. Lá, grupos de motoristas conhecidos utilizavam um único carro num dia, em vez de seus próprios automóveis, e este ficava em locais de fácil acesso. Em vez do esquema convencional, os veículos da ZIPCAR ficariam espalhados por diversos pontos da cidade, como em estacionamentos e postos de gasolina parceiros. Os clientes não precisariam enfrentar espera ou atendentes. Teriam apenas de agendar, por telefone ou pela internet, os horários de utilização do automóvel desejado. Depois, era só ir até o carro alugado e abri-lo com um cartão de associado para sair dirigindo.


Também seria possível alugá-lo por períodos mais flexíveis, não apenas por diárias, mas pelo intervalo de 1 hora, por exemplo. Os primeiros carros (modelo VW Beetle) foram colocados nas ruas centrais de Boston em abril de 2000. Depois de seis messes a frota já era de 27 veículos. Em setembro de 2001 o serviço foi disponibilizado para a capital Washington, e no início de 2002 a cidade de Nova York ganhou uma filial. Muita gente aderiu ao novo modelo de locação e, no início de 2003, a empresa tinha cerca de 5.000 clientes e incorporou a sua frota seus primeiros modelos híbridos. Boa parte deles era formada por pessoas entusiasmadas com a proposta das empreendedoras americanas. Alguns arcavam com despesas que nem faziam parte do contrato, como mandar lavar o carro antes de devolvê-lo.


O problema era que o aumento da legião de fãs não se refletia no crescimento econômico da ZIPCAR. Quatro anos depois de começar, a empresa ainda faturava US$ 2 milhões, atuando nas cidades de Boston, Nova York e Washington. Uma porção de pequenos problemas operacionais emperrava o desenvolvimento da empresa. Faltava uma solução, por exemplo, para a confusão logística que acontecia quando algum cliente atrasava para entregar o automóvel, o que não era tão raro. Era preciso pôr em prática uma série de reformulações. A empresa começou pelo caminho aparentemente mais drástico, o afastamento de Robin do comando.


Para o lugar da fundadora foi convidado Scott Griffith, um consultor que tinha sido executivo da Boeing e também passara por outras duas pequenas empresas. A partir de 2003, Griffith assumiu o controle operacional da ZIPCAR. Começava então uma verdadeira revolução na empresa. As mudanças começaram com um recuo tático. Uma pesquisa constatou que alguns potenciais consumidores não usavam o serviço porque nem sempre encontravam automóveis próximos a eles. A ZIPCAR tinha carros espalhados por vários pontos das cidades de Washington, Nova York e Boston, mas a distribuição parecia um tanto quanto arbitrária. Para corrigir esse problema foi realizado um mapeamento por zonas e começou a se investir em uma de cada vez, criando garagens e estacionamentos pequenos nos bairros onde os vizinhos podiam retirar e deixar também os carros contratados. Só depois de conquistar de verdade um bairro, a ZIPCAR partia para outro. Ao mesmo tempo, a empresa também foi sintonizando as características dos automóveis com o gosto dos clientes. Bairros com um público mais jovem, por exemplo, tendiam a ganhar carros mais esportivos como os modelos Mini. Bairros nobres e antigos ganharam automóveis clássicos como Volvo.


O próximo movimento foi mirar os clientes corporativos com o lançamento em 2004 do plano Z2B e inserir, aos poucos, mais veículos híbridos e até elétricos em sua frota. Outra estratégia foi incentivar os administradores de cada cidade a assumir os lucros e prejuízos de suas unidades. Ninguém queria perder dinheiro e começaram a pipocar boas ideias de divulgação. Um escritório de Boston, por exemplo, levou funcionários até o pátio da universidade de Harvard para fazer desafios de matemática envolvendo os carros da locadora. Em sua reestruturação, a ZIPCAR mirou, também, a partir de agosto de 2004, em jovens e universitários com o serviço ZIPCAR U. Foi uma inovação ousada. Como se trata de um público que as estatísticas revelam ser de maior risco, quase nenhuma locadora de automóveis americana que ria alugar carros para menores de 21 anos, e quem tem menos de 25, geralmente tinha que pagar uma tarifa mais alta (são cobradas taxas adicionais de risco). O raciocínio: jovens, nessa idade, não têm dinheiro para ter um bom carro, mas conseguem pagar para tê-los por um dia ou algumas horas eventuais – e impressionar uma garota com um modelo bacana. Para viabilizar a iniciativa, a empresa negociou tarifas menores de seguro para jovens. Foram feitas parcerias com 140 universidades para colocar carros nos estacionamentos dos cursos, por um aluguel mais barato. Hoje, cerca de dois terços dos usuários da ZIPCAR têm menos de 35 anos.


As mudanças colocaram a empresa no caminho do crescimento. Em 2005, a ZIPCAR conseguiu um aporte de US$ 10 milhões. Começou então uma fase de forte expansão inaugurando serviços em outras grandes cidades como San Francisco, Toronto e Londres (2006), Vancouver (2007) e Filadélfia. Em 31 de outubro de 2007, em uma atitude agressiva, a ZIPCAR comprou sua principal concorrente, a Flexcar. Em 2009 a ZIPCAR criou um aplicativo para iPhone que permitia ao cliente realizar diferentes tipos de busca de acordo com suas necessidades, como por exemplo, pesquisar pela locadora mais próxima (com auxilio de mapas), pelo dia e hora da retirada e devolução do carro, pela categoria e modelo do veículo, e até mesmo “destravar” o carro alugado pelo próprio aparelho.


Em 2011, ano em que abriu seu capital na Bolsa de Valores, a ZIPCAR tinha 500 mil clientes cadastrados. No ano seguinte a empresa iniciou uma forte expansão com o início de seus serviços nos três principais aeroportos da cidade de Nova York (Newark, JFK e La Guardia). No início de 2013 a empresa foi adquirida pela Avis Budget Group por US$ 500 milhões. Ainda nesse ano a marca lançou sua primeira campanha na televisão nos Estados Unidos. Além disso, a empresa se expandiu pelo continente europeu inaugurando operações na Espanha e Áustria. Mais recentemente, em 2014, a marca lançou o ZIPCAR ONE>WAY, um novo serviço que permite aos membros alugar carros para viagens curtas entre cidades e até mesmo devolvê-los em aeroportos. O novo serviço utiliza exclusivamente o modelo Honda Fit.


O funcionamento 
O processo ocorre da seguinte forma: pela internet o cliente se cadastra e recebe mediante o pagamento de uma taxa anual de US$ 60, o ZIPCARD, um cartão semelhante ao de crédito, com uma identificação via rádio frequência. Depois, quando quiser alugar um carro, o associado (chamado pela empresa de ZIPSTER) basta entrar no site, incluir o endereço onde se encontra, a data, a hora e a duração do aluguel e imediatamente uma lista de carros disponíveis naquela região surgirá na tela. Então, é só dirigir-se ao ponto indicado, localizar o carro (identificado com um adesivo com o logotipo da ZIPCAR), passar o cartão sobre o para-brisa e “clique” – a porta irá se abrir. Lá dentro estarão as chaves. O tanque estará cheio e o seguro incluso. A partir daí, é só dirigir e ainda se quiser pode deixar o veículo em outras zonas da cidade atendidas pela ZIPCAR. Os preços do aluguel variam entre US$ 8.33 (no plano Extra Value) e US$ 9.25 (no plano Occasional Driving) por hora, ou de US$ 75 à US$ 84 a diária em média.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por duas acentuadas modificações ao longo dos anos. A primeira ocorreu em 2003 quando o logotipo ganhou um novo símbolo: a silhueta de um automóvel em substituição ao original Z (que indicava um caminho). Pouco depois, em 2004, uma nova alteração: o símbolo passou a ser uma letra Z estilizada com uma roda.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2000 
● Fundador: Robin Chase e Antje Danielson 
● Sede mundial: Boston, Massachusetts 
● Proprietário da marca: Zipcar, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Avis Budget Group, Inc.) 
● Presidente: Kaye Ceille 
● Faturamento: US$ 390 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Frota: 10.000 automóveis 
● Associados: 870.000 
● Presença global: 6 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Locadoras de veículo 
● Principais produtos: Aluguel de carro compartilhado 
● Concorrentes diretos: I-GO, Getaround, Hertz on Demand, Enterprise’s WeCar e Car2Go 
● Ícones: Seu revolucionário sistema de aluguel de carro 
● Slogan: Wheels when you want them. 
● Website: www.zipcar.com 

A marca no mundo 
Atualmente, a ZIPCAR, que faturou estimados US$ 350 milhões por ano, possui filiais espalhadas pelo Reino Unido (atendendo a cidade de Londres, Bristol, Cambridge, Brighton, Edinburgh e Oxford), Canadá (Vancouver e Toronto), Espanha (Barcelona) e Áustria (em várias cidades). Nos Estados Unidos, a empresa está presente em mais de 2.500 locais (alguns com apenas um carro) em mais de 25 grandes cidades, e em 300 universidades e 30 aeroportos, contando com uma frota superior a 10 mil veículos (que abrange mais de 30 marcas e modelos diferentes, como por exemplo, BMW, Volvo, Mini Cooper, Toyota Prius, além de picapes). A empresa possui mais de 870 mil associados cadastrados, metade dos quais estão na faixa entre 18 e 44 anos. A média de aluguel na ZIPCAR costuma durar por apenas duas ou três horas. No ano de 2013 o usuário gastou em média US$ 390. 

Você sabia? 
Cerca de 10 milhões de pessoas vivem a dez minutos a pé de algum de seus carros, segundo a empresa, que escolhe os locais com base em dados sobre a densidade populacional, nível educacional e porcentagem de proprietários de carros. 
Segundo dados divulgados pela empresa, 40% dos clientes venderam seus carros ou chegaram a pensar nesta decisão depois que alugaram veículos na ZIPCAR. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 26/7/2014