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23.12.22

RESERVA


Experimente andar pelas ruas das grandes cidades ou ir ao cinema, bares e baladas e provavelmente irá se deparar com produtos, especialmente camisetas, pólos e bermudas com um pica-pau estampado. O pássaro é referência da Reserva, cuja personalidade forte com estilo despojado típico do carioca, o cuidado com o cliente, o design apurado e o investimento em inovação a transformaram em uma das marcas de moda casual mais desejada entre os brasileiros. 

A história 
Tudo começou no Rio de Janeiro em 2004 quando dois amigos de infância, o engenheiro de produção Rony Meisler e o publicitário Fernando Sigal, estavam em uma academia de ginástica e notaram cinco homens usando exatamente o mesmo modelo de bermuda, com a mesma cor e a mesma estampa. Indignados com a mesmice e mesmo não tendo nenhuma relação ou interesse específico em moda, o tino empreendedor levou ambos a testarem a demanda do mercado de moda masculina. Eles então acharam um fornecedor em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e criaram seu primeiro modelo de bermuda, que estampava o slogan “Be yourself but not always the same” (algo como “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”). Os dois começaram vendendo suas bermudas na praia para amigos. Veio Natal, Réveillon e o Carnaval. Eles então chegaram à praia e notaram que todo mundo estava usando a mesma bermuda, só que era a deles. O feitiço havia virado contra o feiticeiro.
  

Ainda sem muitas pretensões, fizeram uma coleção com mais itens, incluindo camisetas casuais, que seriam o grande chamariz, e resolveram realizar uma festa de lançamento da marca que ainda não tinha nome. Com o estoque liquidado na mesma noite, os jovens sócios decidiram seguir com o projeto paralelo aos seus empregos. Logo, o nome Reserva surgiria: uma homenagem à praia preferida do pessoal, localizada na região da Barra da Tijuca. No ano seguinte, ambos largaram seus empregos para se dedicarem exclusivamente ao novo negócio e instalaram-se em um pequeno e acanhado ateliê na Gávea, onde iniciaram a venda para o atacado. E os dois faziam de tudo: do estilo à nota fiscal. Começaram então a rodar o interior do estado oferecendo seus produtos para as lojas multimarcas, o que ajudou a estabelecer o nome da Reserva no mercado de moda masculina.
   

De início, a Reserva se posicionou em um segmento premium de mercado. As camisetas e bermudas eram feitas buscando oferecer um bom produto, com um preço próximo ao praticado pelas marcas nacionais que dominavam um novo conceito de moda masculina no Brasil. A ideia da Reserva era oferecer conforto, qualidade, aliado a um estilo leve e que pudesse também ser usado em qualquer ocasião. Somados estes esforços, a Reserva se estabelecia como uma marca de moda que começava a ser percebida pelos jovens como um sinônimo de qualidade e estilo.
  

Em 2006, a Reserva foi aceita no line up da semana de moda carioca. E a marca deu passos importantes que ditariam o ritmo acelerado com que se posicionou no mercado: desfilou as coleção Street Cowboys e Tropical Rockers no Fashion Rio, e adicionou o iconográfico pica-pau vermelho ao seu logotipo. Em pouco tempo, a Reserva ficaria conhecida como a marca do pica-pau. Assim como a Lacoste (conheça essa outra história aqui) é a marca do jacaré e a Polo Ralph Lauren (saiba mais aqui) do cavalinho. Além disso, em setembro de 2006 abriu sua primeira loja, no coração de Ipanema, na Rua Maria Quitéria. Nascia ali o formato de atendimento da marca, hoje conhecido amplamente como a Experiência Reserva. Isto porque, o estabelecimento de apenas 30 m² e cinco funcionários - além dos dois sócios - tinha como objetivo entregar uma experiência de varejo de moda muito diferente do que o mercado estava acostumado. Além disso, a loja, que apresentava um mostruário completo com camisetas e bermudas, foi decorada como se fosse à casa dos fundadores, com direito a cerveja na geladeira - da marca Devassa (conheça essa história aqui), fundada por amigos de Meisler.
    

Na loja, o conceito era oferecer um ambiente totalmente descomplicado, que deixasse o consumidor totalmente a vontade para olhar, tocar e experimentar todas as peças do mostruário. Esse ambiente era criado primeiro com um treinamento específico para os vendedores, que também eram escolhidos criteriosamente para trazer essa atmosfera à loja. O intuito era que os vendedores fossem descolados, e capazes de manter uma conversa despretensiosa com os clientes, para criar uma relação de confiança, antes da venda das peças de roupa. A loja literalmente bombou. No primeiro Natal, três meses após a inauguração, eles tiveram que fechar a porta algumas vezes porque o espaço estava lotado de clientes.
   

Além da venda em lojas multimarcas, a marca passou a contar com mais lojas físicas, ganhando as ruas do Rio de Janeiro, e posteriormente também alguns shopping centers. A mudança para o SPFW (São Paulo Fashion Week) aconteceu em 2008 atrelada aos planos de expansão em São Paulo, onde a marca inaugurou suas primeiras lojas nos shoppings Iguatemi e Market Place. No ano de 2010, a marca resolveu diversificar sua linha de produtos com o lançamento da Reserva Mini, que oferecia roupas para crianças. Vale ressaltar que todas as coleções da Reserva Mini são desenvolvidas com foco no universo das crianças e tem três frentes predominantes: esportes, games e música, além de ter como principal pilar o conforto das peças. Focada em inovações, a marca também possui uma coleção chamada Tal Pai Tal Filho e Tal Mãe Tal Filho, com camisetas, bermudas e tênis iguais ou complementares nas artes.
   

Em 2011, a família aumentou com a chegada de novos sócios - Jayme Nigri, José Alberto Silva, Luis Roberto Pinto e Luciano Huck - e com o aumento do portfólio de produtos. Com isso, o Grupo lançou as marcas Huck e Eva, esta última feminina e que chegou ao atacado na temporada inverno 2012. A Reserva também lançou seu e-commerce, proporcionando assim mais um canal de vendas para seus clientes. No final de 2013, a Use Huck, até então uma label de venda online (oferecia camisetas com frases do momento, quase um meme para vestir) ganhou seu primeiro quiosque no Norte Shopping, enquanto a Eva inaugurou duas lojas (em Ipanema e no Rio Design Barra) e a Reserva Mini passou a ser vendida também nas lojas Reserva, ampliando sua grade com o lançamento da linha “Pra Bebê”. Todo esse crescimento pode ser visto em 2014, quando a Reserva fechou o ano com faturamento de R$ 231 milhões, 600 funcionários, 36 lojas próprias e cinco franqueadas.
  

Em 2016, nasceu a Oficina Reserva, uma fashiontech que utiliza matérias-primas sofisticadas e tecnologia para o desenvolvimento de roupas masculinas básicas e camisas sob medida, voltada para executivos e empreendedores. Nos anos seguintes, além de inaugurar várias lojas nas principais capitais do país, a Reserva passou a ser mania entre os jovens descolados de todas as classes sociais, e ao mesmo tempo ganhou a adesão de celebridades e artistas, o que ampliou ainda mais sua exposição no mundo da moda.
  

Com o objetivo de aumentar a atuação da marca no segmento de calçados nasceu, em 2019, a Reserva Go, que incluía o primeiro tênis feminino da grife e o tênis NEO, que já era sucesso entre o público masculino e ideal para quem busca por conforto sem abrir mão do estilo em momentos casuais. Ainda em 2019, a marca criou a Reserva Ink, que surgiu a partir da fusão da antiga plataforma FAÇA.VC (usada pela primeira vez no Use Huck, grife criada em 2011 pelo apresentador Luciano Huck) e da Touts (maior marketplace de design de camisetas do Brasil, que havia sido adquirido pela empresa). A Reserva Ink é, atualmente, o braço da empresa que tem o objetivo de ser um auxílio para aqueles que têm interesse em criar um negócio na área da moda pela internet e funciona no sistema de full commerce, em que qualquer pessoa ou marca (com experiência ou não no ramo da moda) pode criar uma loja e vender estampas para camisetas sem se preocupar com as operações burocráticas comuns ao início de um empreendimento.
  

Em plena pandemia, com mais de 100 lojas fechadas, em julho de 2020, a Reserva crescia dois dígitos. E muito disso se devia ao seu comércio digital (antes da pandemia, quase 20% do faturamento da marca era digital e hoje são 56%). Ao assumir o slogan “O foguete não dá ré” e pensar na abertura de capital para continuar a expansão, surgiu a possibilidade de se juntar a Arezzo (conheça essa outra história aqui). E isto aconteceu em outubro de 2020, quando a varejista de calçados e acessórios Arezzo&Co - que reúne as marcas Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans (esta última somente no Brasil) - anunciou a aquisição do Grupo Reserva, que movimentou R$ 715 milhões e que ganhou o nome de AR&Co. A parceria com a Arezzo preservaria os valores do que era a marca Reserva, mantendo independência para consolidar o negócio da moda e do lyfestyle por meio da plataforma logística e tecnológica. A partir de então, a Reserva iniciou a padronização de todas as suas lojas.
  

Em 2021, atenta à tendência de compras por assinatura e aos novos modelos de consumo consciente, a marca lançou sua camiseta Simples, que podia ser adquirida no formato de assinatura e estava disponível em 12 cores, para o público masculino, feminino e infantil. Ainda este ano, depois de quatro anos de desenvolvimento, inovou ao lançar sua primeira coleção voltada para o público PcD (pessoas com deficiência), batizada de Adapt& e com peças inteiramente adaptada para essas pessoas, incluindo ajustes ergonômicos e funcionais. Já a Reserva Go, linha de calçados e acessórios, teve um crescimento exponencial com o lançamento de uma linha feminina, ancorada por uma campanha que enaltecia o empreendedorismo feminino.
  

Em 2022, a Reserva anunciou o lançamento de uma marca de roupas básicas, um movimento que coloca a varejista controlada pela Arezzo&Co em competição próxima com a Hering (conheça essa outra história aqui). A nova marca - batizada de Simples - oferece uma linha de produtos focada em malha e moletom, incluindo camisetas, casacos, calças, bermudas e vestidos. Outra novidade, em parceria com a Vicunha, maior têxtil jeans da América Latina, foi o lançamento da coleção Hemp Denim, uma linha de produtos com jeans de cânhamo.
   

E tinha mais. A Reserva lançou uma linha criada para mulheres e feita por uma mulher, reforçando os valores de marca e com padrão à altura do que sempre foi feito para homens. A nova linha feminina, batizada de Reversa, foca em ícones atemporais do guarda-roupa feminino, especialmente no jeans, que aparece em múltiplas peças e modelagens. Outro ponto de destaque são as peças confortáveis e com cortes básicos como camisetas e calças com modelagens mais soltas. O moletom e a malha também ganham espaço, porque a sensação de liberdade é a palavra de ordem da Reversa.
   

E não parou por aí. Ainda em 2022, a Reserva apresentou uma linha de acessórios variados chamada Life Basics, cuja ideia é estender a identidade das peças de vestuário para outros momentos e situações. A Life Basics já lançou no mercado uma linha de óculos escuros (5 modelos e 24 variações de lentes e armações) e a Reserva Fruits (snacks de frutas liofilizadas). Nos próximos meses devem chegar ao mercado artigos como produtos para pets (guia, roupas, capa de chuva, potes de comida, tapete, brinquedos de borracha), cervejas, vinhos, gadgets eletrônicos (de capa de celular a caixas de som), mesa e banho, mobiliário, papelaria e cosméticos, todos com o logotipo do pica-pau. Os lançamentos são feitos com empresas parceiras, algumas em joint-venture e outras com licenciamento de marca.
  

Moda criativa 
Nos últimos anos a Reserva vem investindo na criação e lançamento de coleções colaborativas, limitadas e especiais. A marca tem até uma divisão para cuidar disso, a RSV+, célula criativa de colaboração que desenvolve parcerias com outras marcas. Todo esse investimento criativo já rendeu collabs interessantes com a Estação Primeira de Mangueira; com o Flamengo; com os personagens Wally e Pica-Pau (esse aquele do famoso desenho animado e que se chama Woody Woodpecker); com a Netflix (conheça essa história aqui), cuja coleção trazia roupas e acessórios para que fosse possível relaxar em qualquer lugar; com a marca de sucos Do Bem (conheça essa outra história aqui), uma união colorida e leve que apresentou um mood jovem e refrescante; com o Rock In Rio (saiba mais aqui), tênis e chinelos com o logotipo do famoso festival; com a marca Halls (conheça essa história aqui), o que resultou em um tênis com vários detalhes da bala, como o cheiro do forro interno; e com a NBA, coleção-cápsula com peças inspiradas no universo colegial americano e nas equipes do Chicago Bulls, Los Angeles Lakers e New York Knicks.
  

Já para o Natal de 2022, a Reserva inovou ao lançar uma coleção exclusiva em colaboração com a tradicional marca de brinquedos Estrela (conheça essa história aqui), que resgata a nostalgia da infância. Com peças masculinas, femininas e infantis, a coleção tem texturas vintages, logotipos e cores emblemáticas de ambas as marcas, cujo objetivo é vestir, presentear e participar ativamente desse momento entre família e amigos, criando momentos, lembranças e revivendo a saudade da infância. Indo além do vestuário, o lançamento conta com acessórios, calçados e uma linha exclusiva e limitada de brinquedos, amplificando as possibilidades de presente.
   

A Reserva reforça a ideia de que no Natal somos todos crianças, e para unir e entreter as festividades de final de ano, entre os brinquedos da coleção (batizada Reserva Play) a marca reviveu clássicos como Pogobol, Cara a Cara, Tapa Certo, Divertirama e um Pica-Pau de pelúcia, mascote e símbolo da Reserva. Além disso, a Reserva doou no período de Natal, junto com a Estrela, 2.500 brinquedos para as ONGs Rio Inclui, Gerando Falcões e a ONG Novo Mundo.
    

A campanha de lançamento, que apresentava o slogan “Para crianças de até 120 anos”, contava com um filme (assista abaixo) que reinterpretava e modernizava o tradicional jingle “Toda criança tem uma Estrela dentro do coração”, criado em 1987 por Luiz Orchestra para uma campanha do Dia das Crianças da tradicional marca de brinquedos.
  

Uma marca com propósito 
Hoje em dia a Reserva conquistou os brasileiros e se tornou uma referência nacional não só pelo estilo, mas pelos pilares que defende. De olho na importância de se posicionar dentro de um dos segmentos mais poluentes do planeta - a indústria da moda só perde para o petróleo -, a Reserva encampa bandeiras não só de cuidados com o meio-ambiente, mas em defesa da liberdade de expressão, contra o preconceito e a fome. Sustentabilidade, para Reserva, é uma constante análise de como seu negócio pode gerar impactos positivos para a sociedade e planeta e, também, mitigar impactos negativos. Seja nas campanhas de comunicação, no cuidado com a fabricação e entrega das peças ou nos projetos sociais, a marca defende, na prática, valores que só agora começam a ganhar o mundo corporativo.
   

Entre as medidas sustentáveis, estão a aposta em uma linha de produtos feitos de algodão reciclado, usando sobras de roupa que são desfibradas e tecidas novamente, entregas de pedidos feitos pelo site na cidade do Rio realizadas de bicicleta - o que evita a emissão de 350 kg de CO2 por mês - e a doação de 250 árvores para plantio em 2015. Ou o programa Reserva Circular, cujo objetivo é reciclar e reinserir as peças de roupas antigas recolhidas (nas lojas da marca) no ciclo produtivo em diversas finalidades, oferecendo para isso descontos para a compra de novos produtos. A marca foi a primeira da moda brasileira a assinar a Fashion Industry Charter, compromisso com a ONU para a neutralização das emissões de gases de efeito estufa. Em 2020, se tornou a maior marca de moda da América Latina a ser certificada pelo Sistema B, movimento global que reconhece empresas preocupadas com o bem-estar da sociedade e do planeta.
  

No campo social, a Reserva possui política de contratação de combate à discriminação de gênero, raça, religião, orientação sexual, deficiência intelectual ou física, realiza auditorias com fornecedores para coibir o trabalho infantil e escravo e exigir o respeito às leis trabalhistas e ambientais e oferece 30 dias de licença paternidade para funcionários que se tornam pais. O projeto que ocupa mais espaço dentro da empresa é aquele considerado mais urgente. O 1P=5P tem como objetivo a diminuição do impacto da fome no Brasil. A cada peça de roupa vendida nas marcas Reserva, Reserva Mini e Reserva Go, a empresa viabiliza cinco pratos de comida a quem tem fome. Desde 2016, quando o projeto foi criado, já foram mais de 55 milhões de pratos distribuídos através da ONG Banco de Alimentos e do Projeto Mesa Brasil.
  

O marketing 
Além de ter um marketing sempre atuante e oportuno, a Reserva não tem receio de ousar em sua comunicação. Por isso, ao longo do tempo, a Reserva se especializou em fazer de um limão, uma limonada, como diz o ditado popular. E isto pode ser comprovado em uma das campanhas da marca. Em uma madrugada de dezembro de 2012, uma das lojas da Reserva no Rio de Janeiro foi assaltada por bandidos, que quebraram a vitrine com uma pedra, entraram e levaram dezenas de peças de roupa. A ação trouxe enorme prejuízo para a marca e foi totalmente filmada pelo sistema de segurança. Após a ideia de um estagiário, a Reserva decidiu inovar, e usar as filmagens do assalto em um comercial informal para anunciar a temporada de descontos após o Natal, em janeiro de 2013. Dessa forma, usando a filmagem e com uma trilha sonora agressiva, a Reserva lançou um comercial em que mostrava a ação dos bandidos e contava com frases do início ao fim. Ao final a marca ainda anunciava “E Corra! Porque tem gente fazendo Loucuras pela Reserva”. A campanha foi um enorme sucesso. Não apenas pela ousadia, mas também por transformar uma situação de dificuldade, em uma oportunidade. Além do comercial não ter custado praticamente nada, a ação viralizou em todo o Brasil e foi reportada por vários dos grandes portais da internet, gerando uma repercussão nacional que fez com que as vendas explodissem.


Partindo do princípio que todos nós somos um pouco preconceituosos, a Reserva resolveu fazer da sua campanha de inverno 2015 um manifesto. O fotógrafo Felipe Morozini foi convidado para assinar as imagens sob o tema “Faça como os animais, não julgue”, questionando nossa mania de usar os animais como adjetivos pejorativos como veado, baleia, vaca, macaco, galinha. Um costume corriqueiro e que denota o preconceito e a intolerância tão presentes na nossa sociedade. O objetivo da campanha era provocar uma reflexão para o caminho da conscientização.
  

Uma campanha polêmica foi lançada em 2018. A crise começou quando a Reserva fez um primeiro post no Instagram com o tema de Dia dos Namorados. Com uma legenda que dizia que postar corações e mensagens românticas não era a cara da marca, a Reserva convidava as pessoas a clicarem em uma mensagem que continha o áudio do “gemidão do zap”, popular brincadeira que ganhou fama nas redes sociais. Nos comentários das postagens, usuários acusaram a marca de exaltar a pornografia e de machismo. No dia seguinte, a marca ainda tentou dar continuidade a campanha com uma mensagem que usava a expressão de cunho sexual “molhar o biscoito”. Após novas críticas, a Reserva fez uma nova postagem informando que estava repensando as críticas recebidas e o tom da campanha.
   

“Desculpem-nos pelo indesculpável”. Foi com essa frase que a Reserva tentou encerrar a polêmica na qual se inseriu por conta desses posts que iniciavam sua campanha de Dia dos Namorados. Após ter recebido muitas críticas sobre o tom das mensagens escolhida para a data, a grife decidiu mudar a estratégia e comunicou às pessoas que não daria continuidade à campanha.
     

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Apesar de manter o popular pica-pau vermelho, as remodelações apresentaram novas tipografias de letra. A última ocorreu por volta de 2018, quando a tipografia de letra adotada deu mais robustez e força ao nome Reserva.
  

Já para os ambientes digitais, a Reserva utiliza logotipos secundários, como mostrado na imagem abaixo.
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 2006 
● Criador: Rony Meisler e Fernando Sigal 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: AR&Co 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Arezzo&Co.) 
● CEO: Rony Meisler 
● Faturamento: R$ 731 milhões (2021) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 138 
● Presença global: Não (presença somente no Brasil) 
● Funcionários: 1.600 
● Segmento: Moda Casual 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Osklen, Richards, John John, Sergio K, Colcci, Ellus e Lacoste 
● Ícones: O pica-pau vermelho 
● Slogan: Que seja Reserva, sempre. 
● Website: www.usereserva.com 

A marca no Brasil 
A Reserva oferece uma completa moda casual (masculina, feminina e infantil) através de 138 lojas próprias e franqueadas espalhadas pelas principais capitais brasileiras, além de vender seus produtos pelo e-commerce e em mais de 1.500 lojas multimarcas. Os produtos da marca são fabricados em 13 fábricas espalhadas pelos estados de SC, PR, RN, RJ e RS. Com faturamento anual de R$ 731 milhões, a marca faz parte do braço de vestuário e lifestyle da Arezzo&Co, nomeado de AR&Co, que também contém as marcas Reversa (moda feminina), Reserva Go (calçados), Reserva Mini (infantil), Oficina Reserva (linha casual chique), Simples (moda básica), Reserva Ink (customização de peças) e Unbrand (produtos de luxo). 

Você sabia? 
A marca, uma das mais inovadoras de segmento da moda, oferece o Reservado, uma caixa de produtos, escolhidos por inteligência artificial, com entrega em domicílio. O cliente experimenta com calma e escolhe o que quer. O vendedor cobra as compras no cartão de crédito e recolhe o que não foi escolhido. 
A história do empreendedor Rony Meisler também virou livro (“Rebeldes Têm Asas”), escrito em parceria com o jornalista Sérgio Pugliese. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Forbes, Veja, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Meio Mensagem O Globo e Estadão), plataformas de conteúdo (Mercado&Consumo), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 23/12/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

27.3.17

CAMISARIA COLOMBO


Foco em atender as necessidades do homem moderno de forma conveniente, prática e com qualidade. Foi assim que a CAMISARIA COLOMBO se tornou uma das mais tradicionais marcas de moda masculina do país, com 100 anos de atuação no mercado. Em qualquer uma de suas lojas é possível encontrar tudo em moda masculina para quem deseja se vestir bem pagando pouco por isso. 

A história 
Tudo começou com um libanês de origem humilde que chegou ao Brasil com sua família. Seu sonho era construir uma vida nova e digna, no país desconhecido. Foi assim que, no mês de outubro de 1917, Aziz Jabur Maluf abriu as portas de um pequeno comércio de moda masculina. Na modesta loja localizada na esquina das ruas Direita e Líbero Badaró, no centro de São Paulo, o comerciante vendia gravatas italianas, camisas finas e ternos confeccionados com tecidos importados da Inglaterra. A clientela era composta principalmente pela elite paulista, que podia pagar os altos preços dos produtos importados.


Por mais de sete décadas a CAMISARIA COLOMBO teve somente um ponto de venda, mas com seus produtos de alto padrão e qualidade conquistou um enorme público fiel, com clientes como o ex-presidente Jânio Quadros. Tudo começou a mudar quando Álvaro Jabur Maluf Júnior, neto do fundador, assumiu o comando da empresa. Juntamente com seu irmão, Paulo, elaborou todo projeto de expansão, que começou com a inauguração de uma loja no Shopping Ibirapuera, no bairro de Moema, em 1990. Com a abertura de mais dois pontos de venda na capital, os dois resolveram estender as atividades da rede para o interior paulista e, posteriormente, outros estados. Mas para transformar uma grife tradicional em uma das maiores redes de vestuário masculino do mercado brasileiro, os irmãos desenvolveram o conceito de “moda inteligente”, que consiste em oferecer produtos com a qualidade responsável pelo tradicionalismo da marca, a preços justos. Ou seja, até então sinônimo de moda masculina elegante, a COLOMBO fez uma opção preferencial pelos consumidores das classes emergentes. Essa foi a fórmula que popularizou a marca junto às classes B e C, garantindo sucesso ao plano de expansão da empresa. A política do “preço justo” acabou se transformando na plataforma de crescimento da empresa.


Sempre atenta às tendências do mercado, a COLOMBO também foi a primeira rede de vestuário masculino a oferecer kit com preços promocionais – camisa, calça e sapato, por exemplo. Iniciativa que, além de ser copiada pela concorrência, se tornou uma exigência dos consumidores. Também inovou ao, em 2005, se tornar a primeira empresa do Brasil a implantar um sistema de cotas para negros e afros descendentes em seu quadro de funcionários. A partir desse momento, a empresa implantou um agressivo plano de expansão. Até o final de 2007, mais 15 lojas foram inauguradas. A marca também passou a investir em marketing, como por exemplo, ao completar 90 anos, em 2007, com uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Pasquim. No final de 2009 a rede já contava com 198 lojas em 23 estados brasileiros.


A partir de 2010, a marca ingressou em outros segmentos da moda, como calçados masculinos, relógios, moda infantil e feminina (COLOMBO WOMAN). E para continuar crescendo, a empresa vendeu 49% de suas ações para a Gávea Investimentos. Com novo aporte financeiro, a COLOMBO continuou seu acelerado processo de expansão, com média de 50 lojas inauguradas por ano. Em 2015 já eram 428 unidades. Além disso, contratou garotos-propaganda de peso como o ator Caio Castro e o apresentador Rodrigo Faro. Mas toda essa expansão e investimento tiveram um alto custo. Após a recompra de 49.9% das ações pelos irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, e depois de uma fracassada e conturbada negociação com o empresário paulista Mario Garnero, a COLOMBO se viu em apuros, com dívidas gigantescas. Com isso, a empresa passou por uma enorme reestruturação, pediu recuperação extrajudicial e, somente em 2016, fechou 90 lojas. Tudo para voltar a ser lucrativa.


Sempre preocupada com o bem-estar e em proporcionar melhorias aos seus clientes, a marca inova também com tecnologia têxtil, tecidos novos, cortes mais finos e estruturados, para facilitar o caimento e movimento. Peças básicas, que não saem de moda e que o consumidor vai utilizar no dia-a-dia do trabalho ou do lazer, são encontradas o ano todo nas lojas da rede. Além do básico, a marca também conta com uma linha Premium que traz novidades a cada estação. Um dos pontos fortes da COLOMBO é sua identidade. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida como a marca ideal para o homem inteligente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. A principal foi a modernização da tipografia de letra, mas sempre mantendo a coroa como símbolo visual.


Os slogans 
O Brasil veste esta marca. 
O estilo que conquista. 
A moda inteligente. 
O espaço da moda.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: Outubro de 1917 
● Fundador: Aziz Jabur Maluf 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Q1 Comercial de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Warley Pimentel 
● Faturamento: R$ 370 milhões (2016) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 320 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.000 (incluindo franqueados) 
● Segmento: Moda (varejo) 
● Principais produtos: Ternos, camisas, calças, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Aramis, Dudalina, Brooksfield, Vila Romana, Harry’s, Luigi Bertolli e Cia. do Terno 
● Ícones: A coroa 
● Slogan: O Brasil veste esta marca. 

A marca no Brasil 
Atualmente a COLOMBO, uma das maiores redes de moda masculina do país, conta com 320 lojas espalhadas por 26 estados brasileiros, que oferecem roupas e acessórios para homens, mulheres e crianças. A COLOMBO vende mais de 300.000 ternos por ano. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais de notícias (Portal Fator), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 27/3/2017

12.2.16

RICARDO ALMEIDA


Ternos com cortes impecáveis, mais justos, e caimento perfeito. Tecidos de alta qualidade e total atenção aos detalhes e acabamento. Foi assim que a grife de luxo RICARDO ALMEIDA conquistou clientes estrelados como o jogador Neymar Jr., Alexandre Borges, Luigi Baricelli, Roberto Justus e políticos como Aécio Neves e o ex-presidente Lula. Por isso, a RICARDO ALMEIDA é, indiscutivelmente, a preferida de dez entre dez homens bem vestidos que prezam por elegância, conforto e qualidade. 

A história 
A história de um dos nomes mais importantes da moda brasileira, Ricardo Luiz Pereira de Almeida, um paulistano nascido em 1955, começou cedo. Aos 11 anos ele já trabalhava na loja do pai - a Casa Almeida e Irmãos - de cama, mesa, banho. Até seus 14 anos, ajudava na época do Natal, depois, passou a trabalhar em tempo integral, ajudando o pai em tudo, como controlar o estoque em fichas manuais, mas principalmente na área de vendas. Em 1974, precisando de patrocínio para suas corridas de motocicleta, Ricardo (foto abaixo) começou a trabalhar no ramo de confecção como representante de vendas. Ao invés de um patrocínio conseguiu um emprego. Pouco depois, em 1977, ele começou a trabalhar em uma camisaria e, foi nessa época, que passou a se interessar por tecidos e modelagem. Praticamente autodidata, com a ajuda de livros, dicas de profissionais e uma intuição aguçada, além da obsessão pela perfeição, ele nunca pararia de inovar no segmento de moda masculina.


De 1978 a 1982, Ricardo foi sócio de uma confecção de destaque no mercado nacional. Para complementar seu conhecimento, viajava constantemente ao exterior, observava tendências da moda e estilos de vida. Ele chegou a desmontar muitas roupas importadas para investigar moldes e sistemas de montagem, e tinha como referência, o Seu Raimundo, modelista que o ensinou muito sobre modelagem. Em 1983, ele decidiu começar seu próprio negócio. Mudou então com uma pequena equipe formada por 4 pessoas para dentro de sua casa (onde permaneceu por quatro meses) e começou a esboçar o que seria a marca que levaria seu próprio nome. Pouco depois, montou uma pequena e modesta fábrica em junho daquele ano e fundou a Ricardo Almeida Indústria. Inicialmente Ricardo fabricava roupas somente para outras marcas.


Em 1985, mudou-se para um espaço muito maior, investiu em novos maquinários, montou uma linha de produção e chegou a ter 100 funcionários. Nesta época ele atendia diversas marcas, de Brooksfield a C&A, e fazia coleções femininas e masculinas. Além disso, vendia sua grife própria apenas para lojas multimarcas. Com a abertura das importações no início da década de 1990, e com o Plano Collor, Ricardo, sempre buscando trabalhar com as melhores matérias-primas disponíveis, optou por trazer os melhores tecidos, aviamentos e acessórios da Europa. Isso fez com que o custo do seu produto aumentasse significativamente. Alguns lojistas não aceitaram os novos valores e insistiram para que Ricardo voltasse a fabricar com insumos nacionais. Nesta época, o estilista resolveu tomar uma posição radical, parou de vender para todos os lojistas, diminuiu seu quadro de funcionários e decidiu abrir sua primeira loja própria, onde poderia escolher as melhores matérias-primas sem ter que se preocupar com preço de revenda por parte de lojistas.


Essa primeira loja própria foi inaugurada no mês de julho de 1991, no Morumbi Shopping, em São Paulo. Era uma loja totalmente à frente do seu tempo, toda com detalhes em inox, inclusive com mini turbinas de avião instaladas na parede, provador com porta automática, chão em mármore rosa e manequins suspensos como se estivessem em cápsulas verticais e cabeça em malha de metal. Na coleção, roupas femininas e masculinas. Aperfeiçoou-se em alfaiataria e propôs um novo shape, uma forma mais moderna de usar. Sua primeira peça de sucesso foi uma calça feminina, chamada A1. Já o homem RICARDO ALMEIDA era forte e imponente, ombros largos, ombreira cheia e cores com muita personalidade. Laranja, limão, roxo e azul, esse era o homem da marca. Com essa proposta e posicionamento, o sucesso entre publicitários e artistas era inevitável. A mulher, por sua vez, era sexy e extravagante, blazer cinturado com as costas todas abertas, trançadas por um fino cordão, bodies em cóton e muitas fivelas. Ricardo acreditava que o homem e a mulher não podiam estar vestindo o mesmo terno clássico, pois um mataria a roupa do outro. Ele apostava em um homem poderoso ao lado de uma mulher sensual e feminina. Ainda neste ano Ricardo desenvolveu seu primeiro figurino para Rede Globo, na Minissérie “O Sorriso do Lagarto”, para o ator Raul Cortez, que se tornou seu grande amigo e incentivador. Com isso a grife RICARDO ALMEIDA começava a ganhar destaque no universo da moda brasileira.


Já em março de 1992 foi inaugurada a que seria a principal loja da marca por muito tempo, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Até 1994 a grife vendia para homens e mulheres, até que decidiu trabalhar exclusivamente com alfaiataria masculina. Em 1995, um novo sucesso. Vestindo o ator Edson Celulari na novela “Explode Coração”, da Rede Globo, ele apresentou ao público o inovador terno de três botões. Com isso, Ricardo ditou moda e difundiu o novo estilo em todo país. Com a novela no ar, o paletó de três botões virou um enorme sucesso. Nessa época Ricardo se consolidou como o estilista preferido entre executivos, publicitários e artistas. No ano seguinte, o estilista inaugurou um espaço para atender clientes e amigos. Localizado em uma charmosa vila, no bairro da Vila Nova Conceição, ele passou a receber, com mais privacidade, clientes, para um atendimento mais personalizado. Ainda este ano produziu seu primeiro desfile a convite de Paulo Borges. No mês de janeiro de 1997, em seu segundo desfile, já com mais experiência, o estilista trouxe da Itália tecidos em lã metalizados, pratas, dourados e esverdeados. Nas camisas muita transparência e sensualidade, desabotoadas até a cintura. No ano seguinte conquistou o prêmio Agulhas de Ouro – Melhor do Ano em Moda Masculina.


Nos anos seguintes, o estilista continuou inovando e ousando em seus desfiles, como por exemplo, modelos de smoking calçando Havaianas. Além disso, colocou a primeira mulher na passarela da marca: a modelo Mariana Weikert. Em 1999, lançou sua primeira linha de camisetas estampadas “2K” em referência à chegada do ano 2000 e o possível “bug do milênio”. E a confirmação do sucesso do estilista e de sua marca, veio em 2000 quando Ricardo foi convidado pela Longines, tradicional marca suíça de relógios, para representar o Brasil, junto com Walter Rodrigues, em um desfile comemorativo na cidade alemã de Munique. Pouco depois, em 2001, ele foi convidado, junto com Glória Coelho, para desenvolver o uniforme da tripulação da GOL. Este uniforme foi usado por muito tempo pela companhia aérea. Ainda este ano, em resposta às críticas da imprensa no desfile anterior, Ricardo fez um desfile com todos os modelos encapuzados. Não se via a cara, nem as mãos, apenas a roupa. Eram como manequins de vitrine em movimento. O único foco era a roupa. Em 2002, ocorreu o lançamento da linha esporte RA SPORT, com peças mais informais como camisetas, calças com recortes diferenciados e jaquetas com zíperes e bolsos. Além disso, foi a primeira vez que Ricardo lançou peças em jeans.


Nesta época, o estilista voltou a figurar nos holofotes quando a convite do marqueteiro Duda Mendonça, foi chamado para reformular a imagem do então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O estilista propôs um costume mais certo ao corpo, que o deixaria visualmente mais magro e elegante. A grife RICARDO ALMEIDA vestiria Lula por muitos anos. A partir daí, a marca passou a ser vista não somente como uma roupa voltada para artistas e modelos e sim para um homem real. Com isso a grife passou a ter uma enorme procura de seus ternos slim para clientes clássicos, buscando uma silhueta longilínea. Advogados, banqueiros, executivos de todas as áreas passaram a ver na marca uma possibilidade para uso no dia a dia e não só para ocasiões especiais. A partir deste momento, a RICARDO ALMEIDA focou sua coleção na alfaiataria tradicional com toques de ousadia, trazendo novos padrões e ampliando os leques de opções do consumidor da marca. Em 2005, a Hering convidou Ricardo Almeida para desenvolver camisetas do projeto Câncer de Mama – Masculino e Feminino. Neste ano a grife apresentou sua primeira coleção infantil.


Nos anos seguintes o estilista continuou desenvolvendo sua grife com a abertura de novas lojas (incluindo uma unidade na capital Brasília), a ampliação do leque de lojas multimarcas de 12 para 50 pontos de venda, o lançamento da linha OFFICE (mais acessível, que chegou para complementar o guarda roupa masculino com costumes, camisas e gravatas, para atender as necessidades do dia a dia do executivo) e assinando novos projetos, como por exemplo, em 2008 quando desenvolveu todo figurino da equipe de jornalistas da TV Globo para os Jogos Olímpicos desse ano. Em 2010, a empresa mudou toda sua produção para o bairro do Bom Retiro, devido a sua localização mais próxima à mão de obra, fornecedores de insumos e equipamentos. Depois de um longo período de adaptação, sua produção praticamente triplicou e deu um salto de qualidade com a chegada de equipamentos importados da Alemanha. O ano de 2011 foi marcado pelo crescimento da linha casual dentro da RICARDO ALMEIDA. Tênis, camisas polo, camisetas e jeans se tornam itens de desejo e começaram a complementar a linha de alfaiataria. Em 2012, com o objetivo de suprir uma necessidade do mercado feminino, a marca cria a linha For Special Ladies, que capta a personalidade da mulher que preza estar confortável e bem vestida, e desenvolve uma coleção que realça, modela e valoriza as curvas femininas, deixando-as ainda mais belas. O estilista reitera a clássica alfaiataria da sua marca: minimalista e funcional, com corte e modelagem impecável. Além de inaugurar a primeira loja da marca do nordeste, a marca desenvolveu também uma coleção de tênis batizada de Extreme Comfort. Todo o processo de criação e desenvolvimento, que se iniciou com meses de pesquisa e preocupação extrema com o conforto do cliente, resultou em um tênis que de tão macio e flexível, consegue ser enrolado na mão igual a uma meia.


Outro fato importante ocorrido em 2012 foi a abertura, no dia 21 de novembro, da loja de 600 m² localizada na Rua Bela Cintra, no badalado bairro dos Jardins em São Paulo. Essa loja substituiu o atelier na Vila Nova Conceição. A loja se transformou em um espaço onde o estilista poderia expor tanto a coleção masculina quanto a feminina. O projeto foi desenhado pelo próprio estilista, que projetou móvel por móvel e inclui no layout uma parede de fotos que contam a trajetória de sua marca. No ano seguinte a grife inaugurou sua primeira loja exclusivamente para moda feminina. Já em 2014, com objetivo de reforçar sua presença no universo online, Ricardo Almeida lançou seu blog, um espaço simples e interativo onde pode compartilhar com seus clientes e admiradores um pouco do seu know-how e de suas preferências. Pouco depois a grife lançou seu comércio eletrônico. Em 2015 a marca continuou sua expansão com a inauguração de novas lojas nas cidades de Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas alterações ao longo dos anos. O logotipo original tinha um botão entre os nomes Ricardo e Almeida. No decorrer dos tempos o logotipo foi remodelado, ganhando uma tipografia de letra mais sofisticada.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1983 
● Fundador: Ricardo Luiz Pereira de Almeida 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Scarface Indústria e Comércio de Confecções Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente e estilista: Ricardo Almeida 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 15 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 523 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Ternos, camisas, gravatas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Brooksfield, Camargo Alfaiataria, Hugo Boss, Giorgio Armani e Ermenegildo Zegna 
● Ícones: Os ternos com cortes justos 

A marca no Brasil 
Atualmente a grife de luxo RICARDO ALMEIDA possui 15 lojas próprias (sendo a da Rua Bela Cintra voltada para a moda feminina e masculina) localizadas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, entre outras. A marca também comercializa seus produtos em mais de 100 lojas multimarcas exclusivamente selecionadas e através de seu comércio eletrônico. A RICARDO ALMEIDA tem um setor especial exclusivo para atender noivos em algumas de suas lojas. A fábrica da empresa em São Paulo tem capacidade de produção superior a 1.500 ternos e mais de 8.000 camisas por mês. Além disso, as camisetas da marca são produzidas no Peru e as gravatas na Itália. 

Você sabia? 
Em abril de 2008 o estilista inaugurou o Instituto Ricardo Almeida, em parceria com a Microlins, voltado à formação de costureiras. 
Em 2014 a RICARDO ALMEIDA foi responsável pelo desenvolvimento do uniforme dos apresentadores de diversos canais que transmitiram a Copa do Mundo de Futebol: Fox Sports, SporTV e Globo. 
Embora tenha produção industrial, o estilista não abre mão do trabalho personalizado de alfaiate – hoje chamado “personal stylist”, para seus clientes mais fiéis. Desde o atendimento, até a escolha do tecido para o traje, ele faz questão de acompanhar tudo de perto. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/3/2016

19.1.16

LA MARTINA


Suas roupas e equipamentos podem ser vistos em boa parte das realezas europeias. Os príncipes William e Harry já foram clicados vestindo suas roupas. A LA MARTINA, marca argentina de roupas esportivas focada no aristocrático polo a cavalo é um verdadeiro fenômeno e case de marketing mundial. Em três décadas, a LA MARTINA se tornou uma marca super premium nascida e crescida junto ao polo e ao seu típico estilo de vida. O conceito da marca agrega ao seu ar europeu a elegância e o charme intrínsecos ao polo, mesclados à naturalidade do homem do campo, que valoriza a família, a amizade e a autenticidade de sentir a natureza e seus espaços abertos como parte de sua essência. 

A história 
Unir estilo e paixão foi o que propôs o empresário italiano Lando Simonetti quando, inspirado pelo polo a cavalo, um dos esportes mais elitistas do mundo, resolveu criar a marca LA MARTINA, batizada assim em homenagem a um famoso clube de polo argentino. Apesar de ter nascido na Itália, Lando viveu boa parte de sua vida na Argentina, país que reinventou o polo a cavalo, apesar do esporte na era moderna ter sido desenvolvido pelos ingleses (muitos pesquisadores alegam que surgiu na Ásia). No início da década de 1980 ele vivia na cidade americana de Boston e era diretor internacional de uma marca de jeans. Nessa época ele queria criar sua própria marca. Apesar de não ser jogador de polo e muito menos ter haras para criar cavalos, ele se deu conta que o exclusivo esporte iria influenciar a maneira de se vestir dos ricos e famosos. E foi justamente na cidade de Boston que ele iniciou o projeto para sua nova marca.


Em 1985, voltou para a Argentina, se casou com uma famosa apresentadora de televisão, Gachi Ferrari, e criou oficialmente a LA MARTINA na cidade de Buenos Aires, considerada desde 1936 a capital mundial do polo a cavalo. Com isso, surgia também a La Casona, loja conceito da marca, instalada em uma magnífica propriedade com grandes lareiras, vitrais e mobiliário exclusivo. Inicialmente a marca produzia equipamentos técnicos para a prática do polo a cavalo, como botas, capacetes, tacos, protetores e até selas. E antes que a LA MARTINA fosse conhecida na Argentina, ele partiu rumo a Europa para implantar e desenvolver sua marca. Primeiro convenceu algumas lojas especializadas a venderem seus produtos. Depois investiu sobre os tradicionais clubes de polo ingleses, como Eton College (lugar onde estuda a realeza inglesa e os mais ricos e influentes do mundo), Oxford e Cambridge, dando de presente as tradicionais camisas pólos, uma forma de promover sua marca entre os praticantes do esporte. Depois, teve êxito em ingressar nos principais eventos de polo da Europa. E isto, não somente deu exposição a LA MARTINA como colocou-a lado a lado com marca luxuosas como Cartier, Land Rover e Pommery, tradicionais patrocinadoras de eventos de polo a cavalo.


Desde o início a marca se preocupou com a qualidade de seus produtos, não somente em relação ao design, mas também pelo conforto e segurança para os jogadores de polo. Nos anos seguintes continuou investindo na divulgação da LA MARTINA em tradicionais universidades americanas que possuíam praticantes e times de polo, como por exemplo, Yale e Harvard. Em 1987, a realização do primeiro campeonato mundial de polo em Buenos Aires, foi de extrema importância para a exposição internacional da LA MARTINA.


A partir da década de 1990, a LA MARTINA, até então uma marca de equipamentos técnicos para polo a cavalo, começou a ingressar no segmento da moda, oferecendo a sofisticação e o luxo do estilo de vida do polo através de roupas e acessórios. Rapidamente as camisas pólos da marca, que hoje custam a partir de US$ 150, se tornaram um enorme sucesso. Em 1992 inaugurou um corner dentro da loja de departamento Harrods em Londres. Pouco depois, em 1994, a empresa criou a divisão POLO MANAGEMENT GROUP, responsável por organizar eventos e torneios de polo no mundo inteiro. Em 1998, a LA MARTINA inaugurou sua primeira loja própria na cidade de Saint-Tropez na França. Nos anos seguintes a marca inaugurou inúmeras lojas em cidades como Madri, Milão, Londres, Zurique, Capri, Sylt, Paris e Roma. Em 2003 a LA MARTINA inaugurou sua primeira loja no Oriente Médio, em Dubai, no Emirados Árabes Unidos, um país com forte vínculos nos esportes a cavalo. Durante esse período de expansão, a LA MARTINA também ampliou sua linha de produtos com o lançamentos de coleções de roupas e acessórios para mulheres e crianças. Nesta época a LA MARTINA já tinha se transformado em uma marca de luxo.


E o desenvolvimento internacional da marca continuou em 2007, quando a marca argentina passou a ser patrocinadora oficial da Federação Internacional de Polo. Dois anos mais tarde, contando com a presença da Rainha Elizabeth II, a LA MARTINA inaugurou uma sofisticada loja dentro do Guards Polo Club, o mais tradicional clube de polo do mundo, extremamente ligado a realiza inglesa, que está localizado em Windsor. Em 2011, a LA MARTINA assinou um contrato de parceria com a montadora italiana Maserati para a criação de diversas linhas de produtos. Dando continuidade ao seu plano de expansão internacional, a partir de 2013 a marca iniciou a inauguração de lojas pela Ásia, em países como Malásia, Cingapura e Tailândia.


Após inaugurar sua primeira loja no Brasil, no luxuoso shopping Cidade Jardim, em São Paulo, no ano de 2013 a marca argentina abriu uma loja na cidade de Campinas, que foi estrategicamente escolhida pois fica próxima aos principais campos brasileiros de polo a cavalo, como o Helvetia e o Fazenda Boa Vista. Em 2014, a marca, conhecida mundialmente pela beleza, elegância e qualidade de peças inspiradas no universo do aristocrático esporte, lançou no mercado europeu a Cortos, um modelo de botas nascidas nos campos de polo. É uma reinterpretação, reduzida à altura do tornozelo e mais leve, da bota técnica de polo, muito dura e pesada para caminhar ou dirigir. A empresa também desenvolveu um novo conceito de loja: LA MARTINA CUEROS, que vende apenas acessórios feitos em couro de alta qualidade, nada de roupas. E em 2015, a marca inaugurou uma nova loja na cidade de Londres, a poucos passos do Palácio de Buckingham. Recentemente a LA MARTINA se tornou objeto de estudo, devido ao seu enorme sucesso, pela Universidade de Harvard.


A LA MARTINA está constantemente na vanguarda da pesquisa, desenvolvimento de materiais e produtos técnicos para os melhores jogadores de polo do mundo. A marca argentina entende que polo é uma paixão, um modo de vida, um esporte com uma história única e uma cultura que precisa ser preservada. Hoje em dia o posicionamento da LA MARTINA como marca de luxo é norteado pela manufatura caracterizada pelo uso de técnicas artesanais – facilmente identificadas pela quantidade de detalhes, como por exemplo, os aplicados em suas tradicionais camisas pólos mais elaboradas, como as cores diversas, golas duplas, patch e botões com as cores de bandeiras – e a preocupação constante com a qualidade e maciez do algodão e do couro (um dos carros chefe da marca). A marca oferece coleções masculinas, femininas e infantis em linhas de camisas e camisas pólos (das diferentes seleções nacionais e de clubes internacionais), calças (sarja e jeans), bermudas, perfumes, bolsas e as famosas jaquetas produzidas com couro nobre da Argentina. A marca também vende equipamentos técnicos para o esporte como selas, botas, capacetes, luvas, tacos, protetores, óculos e roupas.


A LA MARTINA não utiliza o jogo de polo para promover seus produtos. Como diz a marca, “nós somos o polo”. Seu eficiente marketing é feito em torno do universo do polo a cavalo. Anualmente organiza ou patrocina mundialmente mais de 100 eventos relacionados ao polo a cavalo. A marca tem como embaixadores globais grandes jogadores de polo, como o argentino Miguel Novillo Astrada. Também patrocina grandes eventos e instituições ligadas a esse esporte. A LA MARTINA é patrocinadora oficial da Federação Internacional de Polo (o que significa que todas as equipes que disputam o campeonato mundial utilizam equipamentos da marca argentina), da Federação Argentina de Polo e de grandes equipes mundiais. Além disso é parceira de renomeadas universidades que praticam o esporte como Harvard, Yale, Oxford, Cambridge, Westminster e Eton; e sofisticados clubes de polo como Guards Polo Club, La Aguada e Milano Polo Club.


As lojas 
Entrar em qualquer uma das lojas da LA MARTINA é uma experiência única e sensorial. O projeto arquitetônico permite ao cliente ter total percepção do posicionamento e DNA da marca no mercado a partir dos elementos dispostos no ambiente, como obras de arte, fotografias, equipamentos, acessórios e itens de decoração que remetem ao polo a cavalo. Vivenciar a marca LA MARTINA é mergulhar no universo do polo e, consequentemente, ter contato com um mundo que exala glamour e sofisticação. Suas lojas são um espetáculo à parte. Aconchegantes e sofisticadas, a ambientação das lojas utiliza muita madeira, móveis com estofamento de couro e dispõe objetos de decoração e produtos de uma forma mesclada, passando a impressão que tudo está a venda em uma sofisticada casa.


Dados corporativos 
● Origem: Argentina 
● Fundação: 16 de junho de 1985 
● Fundador: Lando Simonetti e Gachi Ferrari 
● Sede mundial: Buenos Aires, Argentina 
● Proprietário da marca: La Martina S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Lando Simonetti 
● CEO: Adrian Simonetti 
● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 95 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Ralph Lauren, Gant, Lacoste, Paul & Shark, Cardón e Garçón García 
● Ícones: As camisas pólos 
● Slogan: Tradición del polo argentino. 
● Website: www.lamartina.com 

A marca no mundo 
Atualmente a LA MARTINA está presente em mais de 60 países ao redor do mundo, comercializando seus produtos através de aproximadamente 100 lojas próprias e 3.500 pontos de venda selecionados, como por exemplo, luxuosas redes de lojas de departamento. Os produtos da marca são produzidos em países como Peru, Turquia e Argentina. A linha masculina representa aproximadamente 60% das vendas da marca. Apesar de não divulgar dados financeiros, analistas estimam que a marca argentina fature mais de US$ 500 milhões anualmente. 


Você sabia? 
As camisas pólos da LA MARTINA se tornaram verdadeiros objetos de desejo. Isto porque, uma pólo fabricada pela marca para um campeonato possui diversos símbolos que deixam claro em qual jogo e em qual país ela foi usada. Depois o mesmo modelo de pode ser comprado pelo consumidor em uma de suas lojas. O diferencial da marca é justamente este. Ter em suas roupas emblemas originais de campeonatos que realmente aconteceram. 
50% dos produtos da LA MARTINA vendidos em Buenos Aires são para consumidores do Brasil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 19/1/2016