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7.9.12

FINI


Não é nenhum exagero afirmar que a marca FINI deixa o mundo mais divertido, feliz, colorido, e acima de tudo, muito mais doce. Afinal, dos avós aos netos, dos nerds aos engravatados, dos comportados aos descolados, as guloseimas da marca espanhola, reconhecidas por sabores e visuais inconfundíveis, adoçam a boca de milhões de pessoas de todas as idades e gerações. 

A história 
As origens da marca datam do ano de 1953 quando D. Manuel Sánchez Cano fundou na pequena e pacata cidade de Molina de Segura, localizada na região de Murcia na Espanha, uma modesta fábrica para a produção de gomas de mascar. Nos anos seguintes a empresa cresceu rapidamente e começou a estender sua linha de produtos ao fabricar outras guloseimas doces. Isto ganhou força em 1971 quando D. Manuel, então com mais de 40 anos, realizou seu antigo sonho de iniciar a produção de balas de gelatinas e marshmallows artesanais. Nascia assim a deliciosa e despretensiosa marca FINI. Utilizando ingredientes de alta qualidade, uma dose de criatividade, traduzida através de cores e formatos diferenciados dos doces, e sabores únicos, as guloseimas rapidamente conquistaram os consumidores espanhóis, especialmente as crianças, e nove anos mais tarde, em 1980, a empresa já possuía cinco centros de distribuição, espalhados por Espanha e Portugal, para levar suas delícias a outros consumidores do continente.


A partir dos anos de 1980, balas de gelatinas em formatos de dentaduras e minhocas, que se tornariam ícones da FINI, começaram a serem vendidos em muitos países do continente europeu e da América do Norte. Além disso, a FINI seguiu investindo em inovação ao ampliar sua linha de produtos com itens como balas com licores e balas duras, os tradicionais regaliz (uma espécie de bala de goma mastigável, azedinha e recoberta com açúcar em formatos de pequenos tubos e tijolos), novos chicletes (em formatos de melancias e ovos de dinossauro), além dos formatos divertidos de suas balas de gelatinas, como por exemplo, ursinho, bananinha, amora, estrela, letras do alfabeto, hambúrgueres, tubarão, bocas açucaradas, beijo e aros de morango. A marca também inovou ao criar embalagens diferenciadas, muitas das quais traziam um mix de seus maiores e mais deliciosos sucessos.


Somente em 1998 a deliciosas guloseimas da marca desembarcaram no Brasil, que pouco depois, em 2001, fixaria raízes definitivas ao inaugurar uma moderna fábrica na cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, com mais de 20 mil m². Em 2005 os chicletes da FINI entraram na linha de produção desta fábrica para abastecer o mercado brasileiro, e cuja novidade atendia pelo nome de KLÉT’S, uma linha de gomas de mascar sem açúcar. Um dos produtos de maior sucesso da marca é o chiclete salada de frutas, cuja embalagem traz os sabores melão, melancia, laranja e limão. Uma delícia de chiclete, na cor, cheirinho e formato de cada uma dessas frutinhas maravilhosas. Em 2010, o Regaliz entrou na produção da fábrica brasileira, como um produto exclusivo.


Nos últimos anos uma poderosa ferramenta de marketing da FINI são as guloseimas licenciadas com personagens famosos, especialmente de filmes animados como Minions, Hello Kitty, Ben 10 e da Disney, que fazem um tremendo sucesso entre a criançada. Além disso, a marca apostou na parceria com grandes empresas para apresentar seus produtos ao maior número de consumidores possíveis, como por exemplo, em 2012, quando as balas de gelatina em edição customizadas (em formatos de “Aviõezinhos”) foram distribuídas para os passageiros da Companhia Aérea Azul.


Ainda em 2012 a FINI anunciou um ousado plano para o mercado brasileiro: o lançamento de franquias. Presente nos pontos de venda há mais de 10 anos, a marca ganhou lojas sob o conceito “Fábrica de Cor e Sabor”. As lojas foram projetadas de forma que o cliente sinta-se convidado a imergir em um universo paralelo. Os pontos de venda, além da exposição e comercialização da linha de produtos da marca, convidam o consumidor a ter uma experiência única e fazer parte da linha de produção da fábrica, com botões e engrenagens, repleta de sabores a serem descobertos, através do sistema self-service. O sistema de vendas à granel proporciona uma compra totalmente personalizada, possibilitando que o consumidor escolha os itens preferidos e faça um mix a seu gosto. Para ilustrar a experiência da marca, as lojas seguem um padrão de projeto cenográfico totalmente lúdico, com um ponto de venda convidativo, interativo e contemporâneo, com opções reduzidas como um quiosque ou até uma ampla loja de 40 m². Esta ação é a definição de Brand Entertainment, onde a marca de maneira irreverente e divertida se apresenta para o público em um ambiente absolutamente positivo de consumo. Além disso, para deixar a diversão ainda mais doce, a marca investiu na inauguração de suas lojas dentro de parques temáticos como Hopi Hari, Beach Park, Wet’n Wild e mais recentemente Beto Carrero World. Atualmente existem aproximadamente 65 lojas da marca, instaladas em shopping centers, parques de diversão, aeroportos e rodoviárias.


Mais recentemente a marca espanhola ingressou em um novo segmento de mercado com o lançamento de uma linha de produtos voltados ao bem-estar, para vendas em farmácias. Batizada de Fini Natural Sweets a linha é composta por balas diets (desenvolvidas especialmente para atender pessoas que possuem restrição ao açúcar em sua alimentação), balas com colágeno (uma das proteínas mais abundantes no organismo e importante para a saúde da pele), balas com fibras (ajuda no bom funcionamento do intestino), balas de menta (que refresca o hálito e a garganta), balas com vitamina C (a maneira mais prática e saborosa de consumir sua dose diária deste nutriente, além do divertido formato de gominhos), balas de mel e limão (em formato de favo de mel, com aromas naturais de mel, limão, própolis e gengibre) e balas com cálcio e vitamina D (a maneira mais prática e saborosa de consumir a dose diária destes nutrientes com sabores de iogurte sortidos).


O porta-voz 
Um confeiteiro inteligente, bem-humorado, culto e criativo que nasceu para aproximar o consumidor de uma forma leve e divertida, que não fosse um tradicional SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), mas que funcionasse como tal. Esse é Mr. Fini, o porta-voz oficial da marca espanhola que tem a cara de seu público: um jovem que estudou gastronomia e se especializou em patisserie e confeitaria nas melhores escolas da França. Como o host da FINI, ele também é o porta-voz do blog, onde sempre divide dicas de decoração para festas, receitas, novidades do MUNDO FINI e de todo o universo que interessa aos seus seguidores.


Os slogans 
It’s Fun, It’s Fini. 
Abriu, sorriu. (2017) 
Combina com você.


Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Lançamento: 1971 
● Criador: D. Manuel Sánchez Cano 
● Sede mundial: Molina de Segura, Murcia, Espanha 
● Proprietário da marca: Fini Golosinas España SLU 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Antonio Andrés Sánchez Bernal 
● Faturamento: €200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Doces 
● Principais produtos: Balas, chicletes, marshmallows e pirulitos 
● Concorrentes diretos: Arcor, Haribo, Chupa Chups, Perfetti van Melle, Wrigley e Jelly Belly 
● Ícones: O confeiteiro Mr. Fini 
● Slogan: Abriu, sorriu. 
● Website: www.finibr.com 

A marca no mundo 
Com sede na Espanha e presente em mais de 90 países ao redor do mundo a FINI é produtora de mais de 60.000 toneladas anuais de delícias açucaradas. Consolidada como uma das principais produtoras de guloseimas da Europa, sua origem artesanal de mais de quatro décadas transformou-se em um império adocicado com faturamento anual superior a €200 milhões e uma vasta linha composta por mais de mil itens. Aproximadamente 75% de sua produção é comercializada no mercado exterior. Já no mercado brasileiro a FINI é líder deste segmento. As balas de gelatina respondem por 60% de seu faturamento, seguido pelas linhas de marshmallows (20%), chicletes (5%) e o regaliz (15%), uma guloseima exclusiva da marca. A marca tem penetração de 90% no mercado espanhol, que representa pouco menos da metade de seu faturamento anual. 

Você sabia? 
As balas de gelatina e marshmallows da marca espanhola são feitas com gelatina natural, um complemento alimentar gostoso, nutritivo e saudável, que ajuda no crescimento, fortalece os ossos e não tem gordura. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 13/6/2018

13.6.06

JUQUINHA


Essas delícias deram gosto doce e divertido à infância de muitas gerações de brasileiros. Afinal, quem é que não gostava do Juquinha? Aquele loirinho sorridente que vinha estampado no papel amarelo da mais famosa marca de bala do mercado brasileiro, a Juquinha, que se transformou em um verdadeiro ícone do segmento no país. Afinal, pensou em infância, pensou em Bala Juquinha. Uma bala recheada de história e boas lembranças. 

A história 
Quem no Brasil não se lembra das tradicionais balas Juquinha? Mas antes delas se tornarem famosas, a empresa, fundada em 1945 por um português chamado Salvador Pestana, com a razão social de Salvador Pescuma Russo & Cia Ltda., produzia refresco em pó efervescente em uma pequena casa no bairro do Pari, em São Paulo. Pouco depois, a empresa se tornou atacadista que distribuía balas da então tradicional fabricante de confeitos Confiança. E foi apenas em 1950 que a empresa resolveu iniciar a fabricação das primeiras balas mastigáveis do mercado brasileiro. Nasciam então as famosas balas que encontraram logo uma grande aprovação em todo território nacional com o tradicional sabor tutti-frutti. Essa clássica guloseima era inicialmente produzida na cozinha da casa de Carlos Maia Picado, sócio da empresa e com a experiência adquirida por ele de um colega das Balas Chita. Mas o empresário não tinha um nome para sua criação. Pediu sugestões a um amigo, também português, que não titubeou: “Coloque o meu nome, ora pois!”, disse o compadre Juca. O confeiteiro achou que o nome não era lá muito apropriado e decidiu usar o seu diminutivo. Foram batizadas, assim, as Balas Juquinha. O primeiro rótulo das balas, com o desenho do rosto de um menino loiro sorrindo, foi criado ocasionalmente por uma gráfica.
  

Nos anos seguintes, as balas fizeram tanto sucesso, que a empresa mudou sua razão social para Balas Juquinha Indústria e Comércio Ltda., com sede em Santo André. Decidido a modernizar sua linha de produção, Carlos Maia comprou máquinas de última geração em 1979 e acabou se atolando em dívidas. Três anos depois acabou vendendo a fábrica para Giulio Sofio, um italiano nascido em Roma e formado em direito na Suíça, que ampliou a linha com novos sabores. Surgiram então as deliciosas balas de coco, limão, uva, framboesa e hortelã, só para citar alguns. Além disso, o novo proprietário lançou no mercado os tradicionais pirulitos, outra guloseima extremamente apreciada pelas crianças.
  

No começo dos anos de 1980, com o desejo de ampliar seu mercado, a Juquinha começou a exportar suas deliciosas balas para os Estados Unidos, através de um revendedor árabe que morava no país. Mais uma vez o sucesso foi imediato. E foram essas exportações, que começaram em 1985, responsáveis pela sobrevivência da empresa nos anos seguintes. A importância das exportações para a marca Juquinha foi tamanha que a empresa desenvolveu sabores exclusivos para alguns países, como por exemplo, “hot mix” (balas sortidas de café, leite e chocolate), exportadas para o Senegal; e “hot mint” (com pimenta), exportado para países africanos como África do Sul, Angola e Guiné.
  

Em meados da década de 1990, no início do Plano Real, programa de estabilização econômica que promoveu o fim da inflação elevada no Brasil, as Balas Juquinha viraram troco no país todo e a marca nem precisava de propaganda para se manter na mente do consumidor. Além disso, as Balas Juquinha se tornaram populares nas festas infantis, presença constante nos famosos “saquinhos de lembrança”. Nessa época, os números da empresa impressionavam: mais de 200 funcionários, que produziam 600 toneladas de balas por mês. Com a chegada do novo milênio, veio também uma novidade: as tradicionais balas na versão iogurte com morango. A partir de 2005, além de buscar novos mercados, uma das estratégias da Juquinha foi diversificar sua linha de produtos com o lançamento de balas duras (para chupar) e pirulitos de 20 gramas recheados com sabores de tutti-frutti, morango, cereja e abacaxi. A empresa também investiu em equipamentos de alta tecnologia e adequou todo processo de fabricação para desenvolver uma nova fórmula para as balas, que as tornou mais macias.
  

As balas e guloseimas faziam sucesso, mas em março 2015, devido à falta de interesse dos filhos do proprietário, o italiano Giulio Luigi Sofio, a fábrica foi fechada e a produção encerrada, o que causou comoção entre consumidores nas redes sociais ao perceberem o sumiço das balas nos pontos de venda. Mas pouco depois, a fórmula da bala, ultrassecreta, foi adquirida pelo empresário carioca Antônio Tanque, que iniciou uma nova fase de fabricação e distribuição das populares Balas Juquinha, que voltaram aos pontos de venda no mês de agosto, inicialmente no sabor de tutti-frutti, que retornou à fórmula original, mais “azedinha”. A partir de outubro, outros quatro sabores - uva, framboesa, morango e maçã-verde - voltaram a ser fabricados. Nessa nova fase da marca, o pirulito foi relançado com recheio de bala e a Jujuquinha (balas de goma) também ganhou as prateleiras dos pontos de vendas. Tudo isso fez a bala mais amada do Brasil voltar para o paladar do consumidor. Mais recentemente a marca lançou a tradicional Bala Juquinha no formato de tabletes mastigáveis.
   

Com mais de sete décadas de vida e presença quase onipresente em lembrancinhas de aniversário de criança pelo Brasil afora, a clássica Bala Juquinha resiste bravamente em um cenário em que grandes nomes praticamente sumiram (caso da Soft) ou foram incorporados por multinacionais (como por exemplo, a 7 Belo e a Kid’s que hoje pertencem à argentina Arcor).
  

A carismática mascote 
Durante mais de sete décadas, estampada nas propagandas, caixas, embalagens e papéis que envolvem as balas, a figura do menino Juquinha, mascote da marca, sofreu algumas mudanças, mas sem perder a essência da imagem do lourinho que o consagrou no Brasil e mundo afora. A última remodelação aconteceu em junho de 2015, quando Juquinha ganhou um visual mais jovem e despojado, com roupas mais justas e esportivas, que o remete à saúde e ao esporte. Juquinha então passou a aparecer batendo bola, usando quimono, ou andando de skate e bicicleta.
   

O famoso jingle 
Um dos jingles mais famosos da publicidade brasileira, que embalou gerações de pequenos brasileiros, foi criado para a marca Juquinha na década de 1980: 

Juquinha quando tá chupando bala, não fala; 
Não fala, não dá bola nem dá bala, Juquinha; 
Bala de coco e de frutas, Juquinha; 
De tamarindo, uva e limão; 
De hortelã, framboesa, Juquinha; 
Balas Juquinha, Balas Juquinha.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo de sua história, mas sempre manteve uma imagem descontraída e alegre, especialmente com sua carismática mascote.
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1950 
● Criador: Carlos Maia 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: Balas Juquinha Ind. e Com. Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Diretor geral: Antônio Tanque 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 50 
● Segmento: Doces 
● Principais produtos: Balas e pirulitos 
● Concorrentes diretos: 7 Belo, Kid’s, Balas Chita, Ice Kiss, Florestal, Dori, Santa Rita, Peccin, Fruittella e Chupa Chups 
● Ícones: A bala de tutti-frutti e sua embalagem amarela 
● Mascote: O menino Juquinha 
● Slogan: A bala da festa. 
● Website: www.juquinha.com.br 

A marca no mundo 
Velhas conhecidas do consumidor brasileiro, as guloseimas com a marca Juquinha conquistaram também o mundo. Aproximadamente 50% do faturamento da empresa vêm das exportações para 100 países como Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Bélgica, Israel, Rússia, Senegal e até Palestina, Egito e Líbano. Os Emirados Árabes Unidos estão entre os cinco principais mercados da marca no exterior. Com produção terceirizada para a Florestal Alimentos S/A, em Lajeado (RS), anualmente são produzidos 7 mil quilos de balas e 6 mil quilos de pirulitos (incluindo a versão com recheio). 

Você sabia? 
Durante os anos, vários funcionários foram demitidos porque tentavam descobrir a fórmula secreta das balas. 
Atualmente, as embalagens das balas são escritas em inglês, espanhol, francês, croata e até árabe. Os sabores mais vendidos para os países árabes são os de frutas como laranja, limão, cereja e abacaxi. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Época Negócios, Isto é Dinheiro, Veja e Embalagem Marca), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 10/2/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

29.5.06

CHUPA CHUPS


Eles foram consumidos, ou melhor, divertidamente saboreados, pela seleção francesa campeã do mundo em 1998; pela cantora Madonna, fã incondicional da guloseima; pela super modelo Kate Moss; pelo estilista Giorgio Armani, que faz questão de levá-los aos seus desfiles; e até mesmo pelos astronautas russos da estação espacial MIR. Os pirulitos CHUPA CHUPS, além de estarem dentro das bocas mais famosas do mundo, divertem e adoçam a vida de milhões de crianças pelo mundo afora com uma infinidade de sabores e formatos. 

A história 
As crianças espanholas conheceram o pirulito (“lollipop” em inglês) pelas mãos de Enric Bernat Fontlladosa, um catalão filho de confeiteiros, cujo avô, Josep Bernat, se tornou no primeiro “baleiro” a fabricar caramelos na Espanha em meados do século XIX. Tudo começou em 1957 quando Enric se tornou sócio de uma pequena e decadente empresa produtora de doces em compotas e geleias a base de maçã, chamada Granja Asturias, localizada em Villamayor na região das Astúrias, ao norte da Espanha, após convencer seus proprietários a se concentrarem na fabricação de em um só produto. Depois de meses de pesquisas e desenvolvimento, o primeiro pirulito, em palito de madeira, era lançado no mercado espanhol em 1958 ao preço de uma peseta. Seu invento era simples, colocar doces em palitos para as crianças não sujarem as mãos. Sobre sua brilhante ideia de colocar o caramelo redondo em um palito, Enric comentava: “Eu observei as balas e fiquei surpreso ao constatar que não havia nenhuma feita para crianças, seus principais consumidores. Elas não se encaixavam bem nas bocas das crianças, sujavam suas mãos e criavam problemas para as mães. Por isso, tive a ideia de colocá-las em um palito”.
   

Para assegurar rentabilidade ao produto, que na época era embalado a mão, ele adquiriu todas as patentes que pudessem competir com seu invento por 15 anos. As bolinhas doces e açucaradas, sustentadas por um palito, e que cabiam perfeitamente na boca da criançada, eram vendidas nos sabores morango laranja, limão, cola e menta. Inicialmente os pirulitos foram comercializados com a marca GOL®, devido ao formato redondo semelhante a uma bola de futebol. Mas o nome durou poucos meses. Isto porque, Enric não estava totalmente convencido que este seria o nome ideal e contratou uma agência de publicidade para criar um nome mais apelativo. Várias ideias surgiram: Pals, Rols e Chups. Ele gostou de CHUPS®, que passou a ser a nova marca dos pirulitos. Rapidamente transformaram-se em um enorme sucesso de vendas e, em dois anos, a marca da nova guloseima estava consagrada.
    

Porém, em 1961, um jingle para promover o produto (“Chupa um dolce caramelo, chupa chupa chupa um Chups, que és redondo y dura mucho, chupa chupa chupa um Chups”) acabou se tornando tão famoso que o nome da marca foi mudado para CHUPA CHUPS. Pouco depois, a empresa adotou o mesmo nome, devido ao enorme sucesso do produto. Nesta época os pirulitos eram vendidos em mais de 300 mil pontos de vendas espalhados por toda a Espanha e ganharam enorme reconhecimento através de seus displays coloridos e com formatos criativos, localizados sempre próximos às caixas registradoras, que permitiam uma exposição muito mais atraente do produto nos estabelecimentos. Em 1965, a marca ampliou suas opções de sabores com o lançamento dos pirulitos de Morango com Creme e Chocolate com Baunilha. Para tal, a empresa teve que desenvolver uma nova tecnologia que permitisse acrescentar leite durante o processo de fabricação dos pirulitos.
   

Ainda na década de 1960, foi montada uma enorme rede de distribuição composta por 600 automóveis, modelo Seat (conheça a história dessa marca aqui), pintados nas cores e com o logotipo da marca, facilmente reconhecido por seus consumidores. Em 1967, uma nova fábrica foi construída em Sant Esteve de Sesrovires, nos arredores de Barcelona, com a finalidade maior de produzir os tradicionais pirulitos para exportação. Dois anos mais tarde, o palito de madeira foi substituído por plástico, considerado mais higiênico e seguro. A expansão internacional começou pouco depois com a construção da fábrica de Sociéte Bernat et Cie., em Bayona na França. Não demorou muito para os coloridos pirulitos serem vistos em abundâncias em países asiáticos como Malásia e Cingapura. E, em 1977, os pirulitos da marca foram lançados no mercado japonês, que se tornaria um dos mais importantes para a CHUPA CHUPS.
   

Na década de 1980 o produto invadiu fortemente o mercado europeu e americano, e praticamente se tornou uma “epidemia”. Foi nesta época que a marca começou a investir nas celebridades, como a cantora Madonna, Michael Jackson e o técnico holandês Johan Cruyff para promover seus famosos pirulitos. Outro fator de sucesso da marca foi uma campanha contra o cigarro, que tinha como slogan “Smoke Chupa Chups” (“Fume Chupa Chups”), atraindo um grande número de consumidores adultos e fumantes, que chupavam o pirulito para substituir o terrível vício. Além disso, em alguns países várias máquinas automáticas foram espalhadas em bares, restaurantes e aeroportos. Tudo para incentivar a substituição do cigarro pelo pirulito. Em 1988, a marca lançou uma grande novidade: a versão do pirulito sem açúcar.
   

Na década de 1990, CHUPA CHUPS já estava presente em mais de 150 países ao redor do mundo. E foi justamente neste momento que a marca começou a diversificar sua linha de produtos, como por exemplo, em 1994 quando lançou novos sabores e introduziu as balinhas de menta Smint®. E pouco depois, em 1995, a marca ganharia enorme exposição mundial quando seus pirulitos chegaram para adoçar a vida dos astronautas russos na estação espacial MIR. Em 2003, a marca ampliou novamente sua linha de produtos com a introdução do CHUPA CHUPS CREMOSA, um pirulito com recheio cremoso de frutas.
   

Em julho de 2006, a marca CHUPA CHUPS foi adquirida pela empresa ítalo-holandesa Perfetti Van Melle (saiba mais desta história aqui), terceira maior produtora mundial no setor de confeitos. E para comemorar, bateu o recorde de produção diária de pirulitos: 3.015.585 unidades. Em 2008, para celebrar os 50 anos de seu lançamento, a marca estreou uma campanha publicitária, denominada “Live a Life Less Serious”, que pouco depois, em 2010, foi acompanhada pela sua primeira mascote global, um boneco bizarro chamado Chuck.
   

Pouco depois, a linha de produtos da marca foi expandida com o lançamento de novos itens, como por exemplo, CHUPA CHUPS FRUITELLA, um pirulito com sabor da famosa bala de morango, introduzido em 2009; GOMIS, uma linha de balas de goma, lançada em 2010. Além disso, a Perfetti Van Melle resolveu associar CHUPA CHUPS com uma de suas marcas de chicletes: surgiu assim as gomas de mascar CHUPA CHUPS BIGBABOL.
   

Em 2011, os pirulitos da marca voltaram a serem comercializados no Brasil, após cinco anos de ausência no mercado. E as novidades não pararam por aí. Novos produtos surgiram: CHUPA CHUPS SURPRISE, uma linha direcionada ao público infantil com personagens licenciados, como por exemplo, Bob Esponja e Smurfs, que além do tradicional pirulito trazia uma agradável surpresa (pequenos brinquedos); CHUPA CHUPS UNIVERSE, uma linha de pirulitos de frutas com pequenas bolinhas (pedacinhos), que adicionavam uma quantidade extra de sabor a deliciosa guloseima; e a linha CHUPA CHUPS CRAZY DIPS (2014), pirulitos em formato de pé com um pó especial, onde ao ser mergulhado e levado à boca, tem-se a sensação de que mini “explosões” acontecem.
   

A partir de 2015, a marca foi ampliada para novas categorias de produtos com o lançamento no mercado italiano do CHUPA CHUPS CHOCO, pequenos confeitos de chocolate ou amendoim cobertos de chocolate; em 2016, com uma linha de sorvetes na Espanha; e no ano seguinte, na Coréia do Sul e em parceria com a rede de lojas de conveniência 7-Eleven (conheça essa outra história aqui), a versão refrigerante dos pirulitos nos sabores morango e creme, laranja e uva.
   

Além disso, em 2017 a marca lançou o CHUPA CHUPS BUBBLE GUM, uma linha de pirulitos com recheio de chiclete. A marca também foi ampliada para a categoria de balas com o lançamento do CHUPA CHUPS SOUR BITES, deliciosas balas de gomas nos sabores de frutas doces e azedas.
     

Os divertidos e deliciosos sabores 
Os pirulitos CHUPA CHUPS podem, dependendo do país e mercado, serem encontrados em mais de 100 sabores, incluindo, além dos tradicionais de frutas (que incluem uva, morango, cereja, raspberry, banana, melancia, laranja, manga, abacaxi, limão e maçã verde), alguns exóticos como pimenta (criado especialmente para o mercado mexicano), lichia, café, sorvete de chocolate e morango com creme, chá verde, chá com limão, morango com chocolate, caramelo, cola e cacau com baunilha. E muitos deles vêm com brinquedinhos divertidos para as crianças. Os famosos pirulitos também estão disponíveis em várias outras versões: sem açúcar, recheado com chiclete, em tamanho mini, com leite e com recheio cremoso.
  

Uma marca Cult 
Além dos pirulitos que conquistaram uma imagem descolada, irreverente e descontraída junto aos consumidores, tanto que deixou de ser associado exclusivamente à infância, a marca CHUPA CHUPS se transformou em um símbolo cult. E aproveitando essa força, a partir de 2000, foi criada uma divisão para licenciar a marca CHUPA CHUPS para outros segmentos de produtos. Isto porque, a marca reunia três requisitos importantes para ser licenciada: alta notoriedade, personalidade forte, além de ser uma “love brand”, ou seja, conecta-se com o público em nível emocional. Surgiram então roupas, calçados, acessórios, óculos, perfumes, produtos de higiene, itens de decoração, cosméticos, brinquedos e até refrigerantes com a divertida marca espanhola. Em 2014 a marca chegou até a inaugurar um comércio eletrônico, inicialmente para o mercado italiano, para vender boa parte destes itens. Além disso, a marca fechou uma parceria com a varejista sueca de moda H&M (conheça essa história aqui) para a venda de uma coleção de roupas e acessórios para crianças e adolescentes. Essa divisão de licenciamento rende mais de €50 milhões por ano para a marca.
  

O divertido marketing 
A marca CHUPA CHUPS agradece ao marketing, muitas vezes espontâneo, de várias celebridades em relação ao seu produto. Madonna e Michael Jackson, grandes astros do esporte como Rivaldo, os meninos do grupo East 17, Harrison Ford, os modelos Joel West e Marcus Schenkenberg, o estilista Giorgio Armani, o técnico holandês Johan Cruyff (cuja imagem no banco de reservas do Barcelona comendo um CHUPA CHUPS tornou-se icônica depois que o treinador sofreu um problema de saúde e foi forçado a parar de fumar) e até o roqueiro Perry Farrell. Todos contribuíram para tornar CHUPA CHUPS uma marca cult.
   

As garotas do Spice Girls foram contratadas pela marca como porta-vozes. O sucesso foi tanto que acabaram ganhando uma linha de produtos composta pelo Fantasy Ball (pirulito sabor pêssego com chiclete dentro), o Pen Pop (porta-pirulito com caneta), o Pop Talker (porta-pirulito em forma de microfone) e o Crazy Dips (pirulito com formato de pé). E não só com celebridades a marca pretendeu atingir o novo público. Há poucos anos atrás, iniciou um projeto ousado de conquistar adultos com uma guloseima caracteristicamente infantil. E a marca vem colhendo resultados surpreendentes. Na Europa, por exemplo, os consumidores acima de 20 anos já respondem por 50% das vendas. Uma campanha capaz de despertar nos adultos o lado, digamos “sexual” do produto, fez muito sucesso, mas criou também muita polêmica, nos Estados Unidos e na Europa. Um anúncio exibia uma loura deslumbrante, degustando sensualmente o pirulito. Título da propaganda: “Prazer. Oral” (assista ao comercial aqui). Na Alemanha, outra campanha intitulada “Me Lambe”, mostrava que o pirulito tinha um apelo sexual.
   

Porém, uma das campanhas mais criativas e conceituais para marca foi criada em meados dos anos de 2000 pela agência sul-africana Lowe Bull, baseando-se no conceito de que os pirulitos eram essenciais para crianças. Com o slogan “It’s the end of the world without it” (algo como “É o fim do mundo sem ele”), os anúncios mostravam dramas adultos ganhando moldes infantis diante da falta do famoso pirulito CHUPA CHUPS.
   



A evolução visual 
O logotipo original da marca, que se chamava apenas CHUPS (palavra derivada do verbo espanhol “chupar”), era vermelho e apresentava uma tipografia de letra despojada. Em 1961, a marca passou a se chamar CHUPA CHUPS e apresentou uma nova identidade visual (com nova tipografia de letra e um fundo amarelo), que dois anos depois passou por uma modernização e simplificação.
   

Com a intenção de expandir o produto para outros mercados a empresa sentiu necessidade de uma identidade universal mais impactante. E isso era trabalho para um artista. E o artista foi ninguém menos que o surrealista Salvador Dalí. Tudo começou em 1969 quando Enric viajou para Figueras, cidade a 150 quilômetros de Barcelona, para visitar o gênio do surrealismo. Durante a refeição e em menos de uma hora, Dalí desenhou o que seria o logotipo da marca CHUPA CHUPS em um pedaço de guardanapo. Fez considerações a respeito da disposição do logotipo na embalagem do produto, sugerindo sua aplicação no topo da embalagem como uma coroa, facilitando assim sua visibilidade e dando maior força de exposição à marca. Surgia assim o famoso logotipo na forma de uma flor com oito pétalas arredondadas da marca CHUPA CHUPS, seguido do slogan, em catalão, “És rodó i dura molt, Chupa Chups”. Ou seja, “É redondo e dura muito, Chupa Chups”. Forte, alegre e único, o logotipo provou que era universalmente popular e se tornou um ícone definitivo para uma marca mundialmente famosa.
   

Nos anos seguintes, o logotipo foi sendo apenas modernizado, sempre mantendo sua forma original. A última remodelação ocorreu em 1988.
  

Outro forte símbolo de reconhecimento visual da marca espanhola são seus displays para exposição dos pirulitos nos pontos de vendas. Esses displays evoluíram em termos de design ao longo dos anos, como mostra a imagem abaixo.
   

Os slogans 
Forever Fun. (2016) 
Life Less Serious. (2008) 
Moving your world. (2008) 
The pleasure of sucking. (2006) 
Smoke Chupa Chups. (anos de 1980) 
És redondo y dura mucho, Chupa Chups. (1969) 
Chupa un Chups. (1958)
   

Dados corporativos 
● Origem: Espanha 
● Lançamento: 1958 
● Criador: Enric Bernat 
● Sede mundial: Barcelona, Espanha 
● Proprietário da marca: Chupa Chups S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Perfetti Van Melle S.P.A.) 
● CEO: Sameer Suneja 
● Faturamento: US$ 900 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: + 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Confeitos 
● Principais produtos: Pirulitos, chicletes e balas 
● Concorrentes diretos: Jolly Rancher, Bazooka, Dum Dums, Tootsie Roll Pop, Mister Pop’s e Fini 
● Ícones: O logotipo “margarida” 
● Mascote: Chuck 
● Slogan: Forever Fun. 
● Website: www.chupachups.com 

A marca no mundo 
Os produtos da marca são comercializados em mais de 150 países ao redor do mundo, sendo que aproximadamente 90% das vendas se dão fora da Espanha. Hoje, a marca vende aproximadamente cinco bilhões de pirulitos por ano, que são produzidos em 14 fábricas espalhadas pelo mundo. Desde seu lançamento no mercado CHUPA CHUPS, que possui 34% de participação no mercado mundial desta categoria, já vendeu mais de 100 bilhões de pirulitos. Estima-se que um a cada três pirulitos consumidos no mundo seja CHUPA CHUPS. 

Você sabia? 
Os pirulitos da linha original são feitos com ingredientes naturais à base de suco de frutas, sem corantes artificiais e com sabor prolongado. 
Em 1994, a marca fabricou à mão uma encomenda especial para o jogador de futebol do Barcelona, Hristo Stoichkov: um pirulito de 735 gramas que demorou mais de 8 horas para ser fabricado. E isso não foi tudo. Fez tanto sucesso que a marca decidiu começar a produzir o enorme pirulito como um novo produto, mas de plástico (como um brinquedo). 
Em 2000, durante uma expedição científica à Antártida descobriu-se uma nova espécie de esponja do mar e decidiram nomeá-la como CHUPA CHUPS. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 24/8/2021 

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