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9.3.22

SUPREME


Imagine uma marca de streetwear que se tornou desejada por flertar com o luxo, algumas vezes exagerado. Assim é a nova-iorquina SUPREME. E o sucesso começou com parcerias firmadas justamente com grandes estilistas, atletas, músicos, designers e renomadas marcas do mundo da moda. A partir de então a SUPREME se estabeleceu como uma marca conhecida pela qualidade, estilo e autenticidade de suas coleções de acessórios e roupas, virando símbolo de uma subcultura, causando alvoroço por suas coleções limitadas e se tornando ícone de ostentação entre famosos e endinheirados ao redor do mundo. 

A história 
O nome por trás do império chamado SUPREME é James Jebbia (imagem abaixo), uma americano de origem britânica por parte de mãe. Criado na cidade inglesa de Crawley, Jebbia voltou aos Estados Unidos em 1983, quando tinha 19 anos. O seu primeiro trabalho em solo americano foi na loja de roupas Parachute, localizada no badalado bairro do SoHo. E o primeiro empreendimento de moda foi com a criação da butique Union NYC, em 1989, que vendia labels mais experimentais e esportivas inglesas. Após passar três anos colaborando com o veterano do streetwear Shawn Stüssy, no mês de abril de 1994 ele resolveu investir US$ 12 mil para inaugurar uma pequena loja para skatistas na Lafayette Street, um então quarteirão decadente com imóveis vazios, escondido atrás da parte comercial da Broadway, em Lower Manhattan. O nome da nova loja, SUPREME, foi escolhido em homenagem à música “A Love Supreme” (“Um amor supremo”, em tradução livre) de John Coltrane. Jebbia enxergou um nicho bem específico no mercado de skatewear, que parecia até então ter como público alvo apenas uma turma de garotos de 13 anos. Resolveu então criar uma marca com peças de visual mais cool e amadurecido, sem deixar de lado a essência daquele gênero.
    

O espaço em si era diferente de qualquer outra loja de skate da época. Bem iluminado, com paredes brancas e teto alto, remetia a um ambiente de galeria, com as prateleiras de produtos (como sneakers, camisetas, moletons e acessórios de skateboard) impecavelmente expostos lembrando uma butique de moda de luxo. Além disso, o design do ambiente, com piso de madeira e amplos espaços no centro, foi pensado para que os skatistas pudessem entrar direto com seus skates na loja e circular sem preocupação com suas mochilas. Já a vitrine exibia os vídeos mais recentes de skate ao lado de imagens clássicas de antigas lutas de boxe e filmes de gângsters de Nova York. Até a equipe para administrar o local foi escolhida a dedo: o skatista Gio Estevez foi o primeiro funcionário contratado pela loja. Já a primeira parceria da SUPREME foi com o artista Rammellzee que grafitou a parte interna da loja. Além disso, a marca também investiu para montar uma equipe patrocinada de skatistas, entre os quais Gio Estevez, Ryan Hickey, Justin Pierce, Peter Bici, Mike Hernandez, e os irmãos Jones e Chris Keefe, e Loki e Paul Leung.
  

A SUPREME nasceu com o intuito de atuar no cenário da moda “skate/streetwear” e ganhou destaque pelas suas vendas em formato de “Drops” de peças exclusivas, autênticas e extremamente limitadas. Como por exemplo, suas icônicas camisetas estampadas, cuja primeira trazia o personagem Travis Bickle, interpretado por de Robert De Niro no filme Taxi Driver. Frequentado por skatistas e mentes criativas anti-establishment, o espaço rapidamente se tornou também clube underground e galeria de arte, tornando-a símbolo de uma subcultura. A SUPREME lançou seu primeiro vídeo promocional em 1995, intitulado “A Love Supreme”. Molentons com capuz e camisetas que estampavam o logotipo vermelho retangular da marca rapidamente se tornaram uma espécie de uniforme entre os skatistas de Nova York.
  

Em 1998, através de um acordo de licenciamento, a marca inaugurou suas três primeiras lojas no Japão. Aos poucos, a SUPREME começou a ganhar destaque no mainstream da moda, se tornando desejada por uma juventude cheia de estilo. E muito disso se deve as colaborações com artistas, fotógrafos, estilistas, músicos, atletas, designers e grandes marcas. Se hoje as colaborações são muito mais constantes entre marcas de moda, a SUPREME foi uma das pioneiras neste tipo de parceria (em inglês chamado “Collab”). Então surgiram os sneakers em colaboração com a Nike (2002), jaquetas com The North Face (conheça essa outra história aqui) e os hoodies com a Comme des Garçons (saiba mais aqui). Além das parcerias, a SUPREME também sempre usou a imagem de celebridades para transformarem suas camisetas. Não há nada de básico: a lista de quem topou participar vai de grandes nomes da música a desenhos infantis: Lou Reed, Kate Moss, Neil Young, Morrissey, Raekwon, Mike Tyson, Lady Gaga e Kermit, o sapo dos Muppets. Outra estratégia adotada pela SUPREME: manter a oferta baixa era uma maneira efetiva de criar demanda e desejo. E assim a marca foi sendo construída.
   

Nos anos seguintes a marca conquistou fãs em todo Estados Unidos e, em 2004, decidiu que era hora de se expandir fisicamente. Com isso, dez anos após a inauguração da loja original em Nova York, uma segunda unidade, com o dobro do tamanho e que possuía uma pista de skate coberta, foi inaugurada em Los Angeles, na área desabitada da Avenida North Fairfax. A partir deste momento, os fãs da marca na costa oeste americana, região com forte e pulsante cultura streetwear, podiam comprar produtos SUPREME diretamente da loja, ao invés de fóruns que os revendiam a um preço mais alto. Durante alguns anos, a SUPREME era uma marca de nicho, do underground, das ruas - só quem realmente estava por dentro da cena conhecia e entendia o valor, a exclusividade. Porém, com o estouro do hip hop e artistas como Kanye West usando peças da marca, a SUPREME atingiu um novo patamar e ganhou ainda mais força por, novamente, ser atrelada às figuras mais cool do momento.
  

Em março de 2016, a SUPREME foi se aventurar na capital da moda, Paris. Era a segunda loja da marca no continente europeu (a primeira havia sido inaugurada no mês de setembro de 2011 na cidade de Londres), aninhada no tranquilo bairro da Rue Barbette. No final desse mesmo ano, a SUPREME estarreceu o mundo da moda ao anunciar uma colaboração com a badalada Louis Vuitton (conheça essa outra história aqui). Lançada em meados de 2017, a coleção “SUPREME x Louis Vuitton” enlouqueceu os fãs. Para vender as peças da colaboração, que incluíam jaquetas, camisetas, óculos de sol, bolsas, pochetes, etiquetas de mala e até chaveiros, a marca francesa apostou em pop-up stores (lojas temporárias) em cidades estratégicas - algumas delas geraram tanto tumulto que tiveram de ser controlados pela polícia. E pensar que no ano de 2000, a LV (conheça essa outra história aqui) processou a SUPREME por usar seu tradicional monograma sem autorização em pranchas de skate, camisetas e bonés. Quase duas décadas depois, foi a LV que pagou para usar o logo e as cores da SUPREME.
   

Em 2018, a SUPREME anunciou duas colaborações de grande porte: uma de malas de luxo com a alemã Rimowa (conheça essa história completa aqui) e outra de camisas polo com a francesa Lacoste (saiba mais aqui). Ambas, seguindo o histórico da marca, se esgotaram imediatamente, especialmente a mala no tom vermelho característico da SUPREME usada por Neymar ao embarcar para a Copa da Rússia (e que custava R$ 18 mil). Além disso, James Jebbia foi premiado como “Melhor Design de Moda Masculina” pelo Council of Fashion Designers of America. Era o designer e sua marca conquistando o mundo da moda.
   

Pouco depois, outubro de 2019, a SUPREME inaugurou sua 12ª loja, localizada na Market Street em San Francisco, outro importante mercado cultural e de streetwear. Toda histeria consumista em torno da SUPREME chamou a atenção da VF Corporation, detentora de marcas como The North Face, Timberland (conheça essa outra história aqui), Vans (clique aqui para saber mais), que em setembro de 2020 comprou a marca por U$ 2.1 bilhões. No dia 6 de maio de 2021, em mais uma atitude ousada, a marca nova-iorquina inaugurou uma moderna loja na cidade de Milão.
  

O encontro entre arte, música e moda 
O chamativo logotipo da SUPREME - que aparece sem cerimônia em seus produtos - mostra como a marca fez do uso de referências culturais parte de seu DNA. A relação com o mundo da arte pode ser percebida também nas pranchas de skate produzidas pela marca. Os trabalhos de Jeff Koons e Damien Hirst já foram usados nos modelos da SUPREME. O título de cult ficou cada vez mais forte pelos posicionamentos políticos e ideológicos da marca, pelo resgate da essência nova-iorquina nas coleções e pelo constante contato com a música (Black Sabbath, KRS One e Lady Gaga, para citar alguns nomes) e com a arte, através de ícones como Peter Saville, Roy Lichtenstein, David Lynch, Robert Crumb e Takashi Murakami, que já assinaram colaborações da marca. As camisetas são outro caso à parte: a equipe por trás da marca tradicionalmente escolhe algumas de suas celebridades favoritas ou até ícones pops para ilustrarem suas T-shirts. A lista de quem topou participar impressiona, tanto pela relevância quanto pelo ecletismo do grupo: Michael Jackson, Lou Reed, Kate Moss, Neil Young, Morrissey, Raekwon, Mike Tyson, Gucci Mane, Michael Jordan, Three Six Mafia, Velvet Underground, Lady Gaga e até Kermit, o sapo dos Muppets.
   

Porque tanto sucesso 
O segredo do sucesso da SUPREME está na exclusividade. Apesar de seus produtos não terem preços estratosféricos, a SUPREME é desejada e muito disputada. A marca (cujos produtos são vendidos apenas em suas lojas próprias e comércio online) fabrica tudo em quantidades limitadas - é o luxo pela escassez e não pela cifra. As entregas são feitas em pequenas doses ao longo de cada estação, sem grande alarde, o que eles chamam de “drops”, palavra que ficou conhecida na indústria da moda muito por influência da SUPREME. Você nunca ouvirá a respeito de uma festa de lançamento de coleção, por exemplo. Até porque elas não existem na SUPREME. E essa é uma das características mais inteligentes da marca, porque o seu valor não está no material usado, no artesanato ou no trabalho envolvido. O preço de seus produtos é até acessível no lançamento, mas as peças são tão exclusivas que acabam sendo tratadas como objetos colecionáveis. E alcançam altos valores nos mercados de revenda (chegam a alcançar 10 vezes o preço original).
   

Outro fator importantíssimo para esse sucesso e para a construção e idolatria da marca foram colaborações com grandes nomes do cenário urbano, cultural e do mundo da moda, cuja lista é longa e parece não ter fim, como por exemplo, Nike, Vans, Clarks, The North Face, Hanes, Playboy (conheça essa história aqui), Levi’s, Timberland, Comme des Garçons, Stone Island, Undercover, Kangol, Emilio Pucci, AntiHero Skateboards, New Era (saiba mais aqui), True Religion, Spitfire Wheels, Champion e até a rede de alimentação rápida White Castle. Além disso, a SUPREME ainda é conhecida por lançar produtos bem aleatórios (pra não dizer estranhos), como martelos, tijolos, calculadoras, potes de ração para pets, pastas de dentes, isqueiros, canivetes, bolas de basquete (em parceria com a Spalding) e até caiaques, bonecos (Chucky Supreme, isso mesmo, o principal antagonista do filme “Brinquedo Assassino”, embalado em uma caixa de brinquedos clássica e vestido com um macacão SUPREME) e biscoitos (em colaboração com a Oreo). Tudo estampado com o inconfundível logotipo e a cor vermelha da marca. E assim, a SUPREME foi se tornando muito mais do que uma simples marca de roupas. Cresceu, criou raízes, uma comunidade e virou um símbolo de contracultura nos anos de 1990. Isso explica em parte porque hoje a marca não tem apenas clientes e fãs, mas também pessoas que a cultuam, a veneram.
   

Vestir uma peça SUPREME significa fazer parte de uma seita secreta das ruas (com uma boa dose de fator cool). Não basta entrar na loja e adquirir sua camiseta com o chamativo logotipo vermelho. Desde sua fundação, criou-se uma cultura muito fechada em torno da loja e de quem a frequentava. É algo que segue até hoje - ainda que de modo suavizado. Por exemplo, nos anos de 1990, pedia-se até para não tocarem nos produtos.
   

O fundador da SUPREME, James Jebbia, já declarou por diversas vezes que não investe em propaganda. E de certo modo ele está correto. Isto porque o poder da marca SUPREME vem do boca a boca e, principalmente, pelo apelo nostálgico do passado skatista. E a escolha de Jebbia é assertiva: pranchas de skate assinadas por artistas plásticos renomados como Richard Prince e Jeff Koons, parcerias com grandes estilistas e marcas de luxo, e uma produção em pequena escala limitadíssima deram o impulso que a grife precisava para construir uma aura cool e transformar o streetwear em artigo de luxo. Tudo tem a ver com autenticidade e manter vivo um ideal. É por isso que James Jebbia raramente dá entrevistas e a SUPREME não faz grandes campanhas ou eventos. Os protagonistas são os produtos, a marca e a filosofia de vida por trás disso.
   

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Abril de 1994 
● Fundador: James Jebbia 
● Sede mundial: New York City, Nova York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: VF Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: James Jebbia 
● Faturamento: US$ 600 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 14 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Vans, Stüssy, Obey, A Bathing Ape, Public School, Off-White™, Palace, Kith e Champion 
● Ícones: A cor vermelha 
● Website: www.supremenewyork.com 

A marca no mundo 
Atualmente a SUPREME, cujo faturamento anual é estimado em US$ 600 milhões, possui 14 lojas próprias espalhadas por cidades como Nova York, Los Angeles, San Francisco, Londres, Paris, Milão, Berlim, Tóquio, Osaka, Nagoya e Fukuoka. Suas coleções exclusivas só podem ser compradas em suas lojas próprias e no comércio online (que representa 60% das suas vendas). Apesar da marca não ser vendida em lojas multimarcas, a exceção é o Dover Street Market, na cidade de Nova York. 

Você sabia? 
O tradicional logotipo da SUPREME - uma caixa vermelha com a marca escrita em branco na fonte Futura Heavy Oblique - foi “inspirado” na propaganda da artista plástica Barbara Kruger. A artista, inclusive, já criticou a marca diversas vezes pelo que ela mesma chamou de uma apropriação que vai contra o princípio de sua arte. 
Como os preços de alguns de seus produtos costumam passar de quatro dígitos (dólares), a SUPREME se tornou uma das marcas mais falsificadas do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de moda (Farfetch), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 9/3/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

6.2.18

PONY


Ela já esteve nos pés de monstros sagrados do esporte como Pelé, Dan Marino, Muhammad Ali, Carlos Monzón, Guillermos Vilas e George Foreman. Outrora dominante no mundo dos esportes profissionais, a tradicional PONY se reinventou para transformar-se em uma marca de lifestyle, carregando em seus produtos seu DNA histórico e a cultura da cidade de Nova York. Uma marca de atitude, que se inspira no esporte e desenvolve modelos de tênis com design moderno, sem deixar o conforto de lado. 

A história 
Para falar sobre os primórdios da PONY é preciso voltar para a Nova York de 1969. A cidade era o epicentro dos esportes americanos, já que suas equipes profissionais, os Mets (beisebol), os Jets (futebol americano) e os Knicks (basquete) haviam conquistado títulos de suas respectivas ligas profissionais. E, claro, os atletas dessas equipes usavam tênis para competir. A indústria do vestuário esportivo, por sua vez, buscava a criação de modelos que pudessem se adaptar a diferentes disciplinas olímpicas, mesmo as mais populares. Nesse cenário, o uruguaio Roberto Muller, um engenheiro químico e têxtil formado pela Universidade de Leeds na Inglaterra, conseguiu identificar que calçados e roupas esportivas poderiam se tornar um elemento-chave do guarda-roupa, além das competições esportivas. Para concretizar a ideia, Muller falou com um grupo de investidores, entre os quais Horst Dassler, então chairman da alemã Adidas, e, em 1972, fundou a PONY, cujo primeiro escritório estava localizado em plena Madison Avenue em Nova York.


A ideia era criar tênis esportivos, mas acima de tudo, mergulhados no espírito efervescente de Nova York. Basta lembrar que o nome da marca decorre do acrônimo “A Product Of New York”. E mais, transformá-los em peças do uso diário nas ruas. Mas para isso ele precisaria dos esportes profissionais e dos atletas. E para isso lançou modelos de tênis com alta tecnologia para atletismo, basquete, futebol americano, beisebol e soccer. O sucesso foi tão rápido quanto incomum. Em alguns anos, a marca patrocinava grandes estrelas esportivas como Pelé, a tenista Tracy Austin e o boxeador Muhammad Ali, bem como uma longa lista de atletas profissionais das ligas de basquete, beisebol e futebol americano, como os jogadores O.J. Simpson e Dan Marino. E apareceu com destaque em grandes momentos da história do esporte mundial, como por exemplo, em 1976 quando Pelé marcou seu gol de número 1.245 e foi premiado com uma réplica dourada da chuteira PONY que ele usou durante a façanha; ainda em 1976 quando a marca participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos de Montreal e atletas vestindo equipamentos da marca conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze no basquete, boxe e atletismo; em 1977 quando aproximadamente 50 jogadores da NBA utilizavam tênis da marca; em 1978 quando os calçados da marca foram vistos tanto em Larry Holmes quanto em Ken Norton na luta pelo título dos pesos pesados do boxe; em 1979 quando o jogador de basquete David Thompson juntou-se à equipe PONY e ganhou o prêmio MVP do All Star (jogo das estrelas da NBA); ou mesmo quando os jogadores de futebol Paolo Rossi e Sócrates utilizaram chuteiras da PONY nas Copas do Mundo da Argentina em 1978 e da Espanha em 1982. O sucesso da PONY rapidamente chegou a outros países, onde a marca firmou acordos de licenciamento e distribuição.


Em pouco mais de uma década, a PONY já gozava de presença e prestígio em mais de 100 países e conseguiu se estabelecer como uma marca global em termos de desempenho, imagem e posicionamento, algo que as marcas esportivas alemãs levaram décadas para alcançar. E pensar na PONY naquela época era lembrar as glórias esportivas de grandes atletas usando roupas e calçados da marca que foram além das competições. Os produtos da marca eram tão legais e descolados que os atletas rapidamente transferiram esse estilo para as ruas. Tênis, camisas e calças esportivas se transformaram em elementos de moda e estilo. Neste momento houve uma explosão nas vendas. Em 1983 a marca lançou no mercado um de seus maiores sucessos: o tênis de basquete Pro 80, introduzido em um momento em que o couro branco era um design comumente utilizado na indústria do calçado esportivo. Sua silhueta foi inspirada em um tênis de 1979, endossado pelo jogador de basquete David Thompson, e se tornou um sucesso em vendas, tanto dentro como fora das quadras. Apesar do enorme sucesso da marca, Muller deixou a empresa em 1986, alegando questões financeiras. Neste mesmo ano o jogador de basquete Spud Webb, que com apenas 1.70 metros, vestindo tênis PONY ganhou a famosa competição de enterradas anual da NBA, o Slam Dunk Contest, batendo o gigante Dominique Wilkins de 2.03 metros. Mais um feito que proporcionou uma enorme visibilidade para a marca. Nesta época o faturamento da marca ultrapassava os US$ 800 milhões.


Nos anos seguintes a PONY se inseriu cada vez mais no mundo da cultura e da arte, patrocinando 90% dos grupos de breakdance em Nova York, com seus calçados sendo escolhidos por alguns skatistas mais icônicos da época, e com grandes celebridades e artistas do rock e hip hop vestindo sua marca. Era definitivamente a infiltração do esporte no mundo da moda. Já no final da década de 1990, a PONY tinha perdido sua relevância no campo esportivo e as vendas despencavam. Depois de passar pelas mãos de vários proprietários a marca PONY foi relançada em 2001 e os sneakers foram clicados em pés de famosos, incluindo Justin Timberlake, Korn, Snoop Dogg e Paris Hilton. Era um novo posicionamento: uma marca de lifestyle, mas sem esquecer sua enorme herança esportiva. Em 2005, a marca lançou uma linha em colaboração com o rapper Snoop Dogg. No ano seguinte, a marca foi adquirida (exceto na América do Norte) pela Symphony Holdings, uma empresa pública com sede em Hong Kong. Os novos proprietários contrataram Jim Stroesser, que foi um parceiro-chave na reconstrução da Converse, para mais uma vez reconstruir a PONY. E isto culminou, em 2008, com a campanha publicitária “Back In the Game”. Afinal, a marca PONY sempre foi um clássico do segmento. Desde a sua incubação nas ruas de Nova York até a competitividade nos campos e quadras profissionais.


O relançamento da PONY no mercado mundial como uma marca com um ar de estilo de vida urbano, inspirada pela música, arte, cultura, referências ao Brooklyn, fusões de vanguarda e estilo único, foi um sucesso. Uma marca de tênis que representa a cultura do streetwear, que propõe moda e estilo de vida, perfeito para aqueles que procuram imprimir um toque único para o visual da cidade. Hoje em dia, a PONY, que nasceu nas ruas movimentadas de Nova York e nunca mais saiu da vida dos jovens apaixonados por movimento, se denomina uma marca “Sneakers for real peolple”.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca, conhecido como “Pony Chevron” passou por algumas pequenas modificações ao longo de sua história. Originalmente com o nome da marca em vermelho e o símbolo em azul, a identidade visual ganhou ares mais modernos com nova tipografia de letra e aumento do tradicional Chevron. O logotipo pode ser aplicado na tradicional cor vermelha ou em azul e preto.


Os slogans 
Sneakers for real people. 
Back In the Game. (2008) 
The mark with the Chevron. (1981) 
Built to Win. 
When sports are more than just a game. (década de 1980)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1972 
● Fundador: Roberto Muller 
● Sede mundial: New York City, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Pony International LLC 
● Capital aberto: Não 
● CEO: John Haugh 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 100 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Tênis, sneakers e roupas 
● Concorrentes diretos: Le Coq Sportif, Gola, Vans, Fila, Puma, Adidas, Nike e Converse 
● Ícones: O Chevron de seu logotipo 
● Slogan: Sneakers for real people. 
● Website: ponybrasil.com.br/site/ 

A marca no mundo 
A PONY oferece uma completa linha de tênis casuais e sneakers, além de roupas, em mais de 70 países ao redor do mundo. Atualmente a marca PONY pertence ao Iconix Brand Group (América do Norte) e a Symphony Holdings (resto do mundo). 

Você sabia? 
Um dos modelos mais icônicos da PONY, o M-100, criado em 1988, representou um marco na prática do basquete mundial. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 6/2/2018

15.12.14

NEW ERA


Quem entende do assunto sabe: existem bonés de qualidade e existe NEW ERA. Com mais de 100 anos de tradição a marca americana literalmente faz a cabeça de milhões de pessoas ao redor do mundo, permitindo que elas reflitam sua personalidade e individualidade através de um boné. Vistos em cabeças famosas e principalmente dentro dos campos das principais ligas profissionais americanas equipando com estilo grandes astros esportivos, seus bonés se transformaram em uniformes para uma enorme legião de jovens expressarem seu estilo. 

A história 
A história começou em 1920 na cidade de Buffalo, estado de Nova York, quando o imigrante alemão Ehrhardt Koch decidiu utilizar sua vasta experiência na produção de chapéus para criar algo único, que levasse seu próprio conceito. Foi então que ele levantou um empréstimo de US$ 1.000 com sua irmã, Rose, e um amigo, Joe Amerien, para fundar a empresa E. Koch Cap Company, que iria fabricar chapéus, boinas e toucas. Em 1922, ele mudou o nome da empresa para NEW ERA CAP CO. O primeiro produto da empresa, batizado de Gatsby, na verdade era um tipo de boina feita de lã. Em seu primeiro ano de atividade a empresa produziu 60.000 chapéus. Uma década mais tarde seu filho, Harold, começou a trabalhar na empresa. E foi justamente ele que percebeu que os primeiros bonés fashion estavam em decadência, ao mesmo tempo em que o beisebol ganhava enorme popularidade entre os americanos. E resolveu investir nisso. O primeiro boné de beisebol profissional da NEW ERA foi produzido em 1934 para a equipe do Cleveland Indians. Além de diferente, era feito 100% em lã. Era o início de uma bem sucedida ligação com o mundo esportivo.
  

A década de 1940 foi um período muito difícil para a empresa em virtude da Segunda Guerra Mundial. Mas apesar das dificuldades a empresa manteve-se forte, utilizando para isso muita criatividade. Por exemplo, quando faltavam tecidos coloridos eles compravam tecidos incolores para tingi-los depois na máquina de lavar roupas da família. Os bonés ajustáveis com elástico surgiram nessa época. Nos anos de 1950, a empresa era a única fabricante independente de bonés e fornecedora para grandes times da Liga Profissional de Beisebol (Major League Baseball). Infelizmente, em 1953, o fundador Ehrhardt Koch faleceu, aos 68 anos. Mas seus princípios se mantiveram fortes dentro dos valores da marca, que continuou a conquistando mercado.
  

Com o crescimento da empresa, em 1960 a NEW ERA inaugurou uma fábrica exclusiva para a fabricação do icônico boné 59FIFTY®, em Derby, estado de New York, enquanto a fábrica de Buffalo seguia com a produção de boinas, bonés ajustáveis e os modelos clássicos. Foi ainda década na década de 1960 que surgiria uma frase adotada como conceito e slogan pela NEW ERA, e que a tornaria famosa: “Se é bom o suficiente para os times profissionais, então é bom o suficiente para você”. Na década de 1970, o filho de Harold Koch, David, tornou-se presidente da empresa, após 14 anos de trabalho com a NEW ERA. David se casou com Valerie, que teve um importante papel na história da empresa ao criar o logotipo (em forma de boné) que seria o símbolo máximo da marca por muitos anos.
   

Já em 1974 o sucesso da marca podia ser comprovado quando 20 dos 24 times profissionais de beisebol da MLB já tinham seus bonés produzidos pela NEW ERA. Mas a empresa se deu conta de que os seus bonés só eram comprados por jogadores profissionais de beisebol ou então por fãs que seguiam com grande interesse a modalidade. O resultado dessa constatação era que havia um grande número de potenciais consumidores para conquistar. A marca então começou uma série de campanhas para deixar claro que os seus bonés não eram apenas para a prática esportiva. Na verdade, eram para todo o mundo e para serem usados em qualquer momento. Um acessório simples, cômodo e cheio de estilo para combinar com o dia-a-dia. E foi quando, no final desta década, a empresa deu seu passo mais importante rumo ao sucesso ao criar a coleção MLB Diamond e vendê-la diretamente ao público pela primeira vez. Eram os mesmos bonés utilizados pelos jogadores em campo nas partidas profissionais de beisebol, que podiam ser comprados pelos torcedores apaixonados pelo esporte e seus clubes e consumidores em geral. Os bonés eram vendidos através de catálogos com o preço de US$ 12.99. O sucesso foi imediato. Com o slogan “Wearing what the pros wear” a coleção se tornou um sucesso nos Estados Unidos e começou a ser exportada para muitos países ao redor do mundo.
   

A década de 1980 foi marcada pela diversificação de sua linha de produtos com o lançamento de bonés para a prática do tênis e golfe, recebendo propostas para criar bonés até mesmo para o exército americano. A cultura dessa década e do hip hop também deram um impulso significativo ao culto ao boné de beisebol, que se tornou o idioma e a expressão de muitas subculturas nascidas nas ruas. E a NEW ERA soube muito bem aproveitar esse momento lançando diversos modelos e fazendo a cabeças de milhões de jovens.
  

Em 1991, a MLB liberou o uso do logotipo da liga (conhecido como “Batterman”) na parte traseira dos bonés usados em campo, que se tornou um ícone dentro da cultura headwear. Pouco depois, após uma longa negociação a NEW ERA passou a ser fornecedora oficial de bonés para todos os times da MLB e de mais de 200 universidades americanas. A partir da virada do novo milênio, a NEW ERA se globalizou e abriu escritórios de venda na Europa, Japão e Austrália. Em 2008 a marca expandiu sua linha de produtos ao introduzir acessórios, como por exemplo, mochilas, pochetes e cintos, além de roupas como camisetas, calças e jaquetas. Esses itens eram produzidos com a mesma qualidade e cuidado de seus bonés.
   

Em 2010, a marca lançou a campanha publicitária “Fly your own flag”, que acompanhou a NEW ERA por mais de uma década. Já em 2012, a marca incorporou em seus bonés utilizados pelos atletas profissionais diversas tecnologias para ajudar no desempenho, como por exemplo, o tecido NE TECH™, que possibilita mais conforto; DRYERA™, desenvolvida para mantê-los secos através de um tecido especialmente tratado que repele a água; SOLARERA™, tecido refletor que ajuda a proteger do sol forte com fator de proteção ultravioleta; ou a COOLERA™, que suga rapidamente o suor e o dispersa rapidamente.
  

Nos últimos anos a marca adotou a estratégia global de varejo de inaugurar lojas conceitos nas maiores cidades do mundo, como por exemplo, Berlim, Londres, Los Angeles, Nova York, Tóquio e Toronto. Em dezembro de 2014 a NEW ERA inaugurou sua primeira loja conceito em solo brasileiro, localizada na cidade de São Paulo. Hoje em dia, a marca tem mais de 90 lojas em território brasileiro, que atuam no sistema de franquia. Além disso, a NEW ERA vem cada vez mais investindo em colaborações com artistas, músicos, atletas, celebridades e grandes marcas (como a Supreme, Stüssy e Havaianas) para lançar coleções cheias de personalidade e de enorme sucesso em vendas. Em 2020, a NEW ERA comemorou 100 anos de autenticidade e cultura esportiva lançando coleções especiais com novos designs, collabs, edições limitadas de bonés e peças clássicas.
   

Em 2021, a marca lançou uma enorme campanha global sob a assinatura “Fit For Glory”. O conceito da campanha destacava a presença fiel da marca em diversos momentos de glória, tanto no esporte ou fora dele, como parte do estilo de vida das pessoas. Desde os campeonatos da Major League Baseball, passando pelo Super Bowl e premiações da NBA até as mais variadas manifestações culturais, por exemplo, a NEW ERA sempre se faz presente em ocasiões e circunstâncias triunfais nas quadras, campos e ruas. Por isso a NEW ERA continua sendo uma escolha de estilo de vida, não só pelas coleções de bonés, gorros e chapéus, mas também pelas linhas de acessórios e roupas.
   

O ícone 
Foi em 1954 que surgiu o principal ícone da marca. E isto aconteceu quando a NEW ERA resolveu remodelar seu tradicional boné, introduzido em 1934 para a equipe de beisebol do Cleveland Indians. Totalmente redesenhado por Harold Koch, o modelo foi batizado inicialmente de 5950, também conhecido como “Brooklyn Style”, inconfundível por sua aba reta e por oferecer diversos tamanhos para um encaixe perfeito. O boné leva o nome do carretel de tecido original usado para criá-lo. E foi no dia 13 de abril de 1954 que pela primeira vez o boné 5950 foi usado em um jogo de beisebol profissional. Com o suor dos jogadores, ou até mesmo a chuva, na década de 1970 a fabricação dos bonés deixou de lado a lã para utilizar o poliéster, mais durável e resistente à água. E as mudanças não pararam. Ainda na década de 1970, a cor da parte de baixo da aba (tradicionalmente verde) passou a ser cinza/preta, em virtude do reflexo das luzes dos estádios.
  

No início dos anos de 2000, a NEW ERA rebatizou o modelo como 59FIFTY® a partir da campanha “Originators of the True Fitted” e introduziu um dos elementos mais reconhecidos dos seus bonés: a etiqueta na aba. O modelo mais popular e emblemático da marca é o responsável direto pelo sucesso, expansão e grandeza que a NEW ERA conseguiu conquistar.
  

As curiosidades 
Com mais de século de tradição o que não falta para a NEW ERA são curiosidades a respeito dessa enorme trajetória dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e popularização do headwear em todo o mundo: 
● Até hoje somente um grupo seleto de celebridades, artistas e esportistas foram convidadas a lançar linhas exclusivas, começando em 1996 por Spike Lee que abriu o precedente ao pedir para a empresa lançar versões únicas do clássico boné 59FIFTY® da equipe de beisebol do New York Yankees na cor vermelha. 
● Mais de 500 equipes profissionais de várias modalidades esportivas e empresas de entretenimento (como Marvel, DC Comics, EA Sports, Warner Bros., Hasbro, além de bandas de rock) licenciam seus símbolos e logotipos para serem bordados ao lado da bandeira da NEW ERA em diversos modelos de bonés. 
● As misteriosas 22 etapas de produção do boné 59FIFTY® até hoje são mantidas em sigilo absoluto pelos funcionários da empresa. 
● O número mais vendido é 7⅜, considerado o tamanho médio da cabeça de um homem adulto (o equivalente a 58.7cm). 
● Aquele pequeno símbolo na parte de trás dos bonés com o logotipo da MLB em três cores leva 6.000 pontos de costura. Já o logotipo da marca, que começou a ser bordado nos bonés em 1997, contém exatos 857 pontos de costura. 
● As fábricas da empresa trabalham com a média de 3.000 máquinas de bordados funcionando 24 horas por dia de forma automatizada. 
● O logotipo mais popular na história da NEW ERA é o do New York Yankees. Já o logotipo mais complexo para ser bordado é da equipe de beisebol do Seattle Mariners. E a cor azul marinho é o tecido mais comum nos bonés da marca. 
● A NEW ERA oferece mais de 6 milhões de maneiras (ou seja, bonés) de dizer “esse sou eu” através do sistema de customização New Era by You™
● Um boné com o símbolo do New York Yankees, um dos mais famosos da marca, tem 10 mil pontos feitos por uma agulha.
  

Esportes nas cabeças 
Atualmente a NEW ERA é fornecedora oficial de bonés para todas as equipes da MLB (Major League Baseball), assim como alguns dos melhores times de beisebol da Coréia do Sul, Japão e Austrália. A partir de abril de 2012 a NEW ERA se tornou fornecedora oficial de bonés para todos os times da poderosa liga profissional de futebol americano (NFL); e em 2017 também conquistou os direitos da NBA, tornando-se assim a primeira marca a ter direitos exclusivos para as três ligas esportivas profissionais mais importantes. A marca mantém contratos de licenciamento com as ligas profissionais de hóquei no gelo (NHL), rúgbi (National Rugby League), surfe (WSL), equipes de futebol e mais de 200 universidades americanas.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras e radicais modificações ao longo dos anos. A primeira alteração ocorreu na década de 1940 quando o novo logotipo já apontava a marca como um nome de qualidade na produção de bonés, traduzido pela tagline “The Quality Name for Sports Caps”. Após passar por outras alterações, em 1978 ocorreu uma mudança radical: o logotipo apresentou o nome da marca escrito em formato de boné (na cor vermelha). Em 1997, a NEW ERA mudou seu logotipo pela primeira em mais de duas décadas anos. O novo logotipo continha as iniciais NE formando uma bandeira (conhecida como New Era Flag), com o nome da marca escrito abaixo. Em 2005, o logotipo passou por uma remodelação: o nome da marca ganhou uma nova tipografia de letra e foi posicionado do lado direito do símbolo.
  

O logotipo da marca NEW ERA também pode ser aplicado sem a wordmark, como mostra a imagem abaixo.
  

Os slogans 
Fit For Glory. (2021) 
Speak with your Cap. (2013) 
Fly Your Own Flag. (2010) 
Wearing what the pros wear. (década de 1970) 
Leadership In Design Authority. (década de 1960) 
The Quality Name for Sports Caps. (década de 1940)
    

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1920 
● Fundador: Ehrhardt Koch 
● Sede mundial: Buffalo, New York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: New Era Cap Company Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Christopher H. Koch 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 35 
● Presença global: 120 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.200 
● Segmento: Moda (acessórios) 
● Principais produtos: Bonés, gorros, mochilas, cintos e camisetas 
● Concorrentes diretos: Lids, 47 Brand, Top Of The World, Vans, Von Dutch, Element, Volcom, Adidas, Puma, Nike, Oakley e Starter 
● Ícones: O boné 59FIFTY® 
● Slogan: Fit For Glory. 
● Website: www.neweracap.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a NEW ERA é a maior fabricante de bonés e acessórios para cabeça do mundo, vendendo seus produtos em mais de 120 países e alcançando faturamento anual estimado em US$ 1 bilhão. A marca, que vende 142 bonés por minuto no mundo, ainda possui 35 lojas conceito (flagship store) em cidades como Nova York, Buffalo, Miami, Los Angeles, New Orleans, Londres, Berlin, Toronto, Hong Kong, Tóquio e São Paulo. Os maiores mercados da marca são Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A empresa vende mais de 60 milhões de bonés todos os anos. Hoje em dia a empresa é comandada pela quarta geração da família Kock, representada pelo bisneto do fundador. 

Você sabia? 
Os bonés representam 90% do faturamento da empresa. E cada modelo de boné da NEW ERA está identificado com um adesivo redondo na aba (que muitos consumidores insistem em não tirar, criando assim uma tradição entre os fãs e colecionadores). 
A NEW ERA teve a honra de fornecer os bonés para a tripulação da Apollo 11 em 1969. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 24/6/2022 

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27.8.12

DC SHOES


Nada melhor do que calçar durante as manobras o tênis de uma marca preocupada com o desempenho dos skatistas. A história da DC SHOES é essencialmente a história dos tênis modernos de skate. Praticamente onipresente com suas iniciais estampadas em calçados e bonés em pistas e competições de skate a marca americana se tornou uma potência no segmento de esportes radicais oferecendo produtos com alto nível de inovação e tecnologia para aumentar o desempenho dos atletas, quer seja profissional ou amador.

A história
A história começou em 1989 com uma série de acasos. Nesse ano, Ken Block, então com 22 anos de idade, abandonou a carreira de arquiteto para tornar-se um snowboarder e começou a produzir uma linha de camisetas serigrafadas. Pouco tempo depois, em 1991, ele se juntou ao amigo Damon Way, um skatista que tinha sofrido um grave traumatismo craniano que abalou seu sonho de se profissionalizar. Ambos iniciaram uma conceituada marca de roupas chamada Eightball Clothing, que se tornou popular nas lojas de skate. Após contratar o pai de um amigo, Blehm Clay, para ajudar a expandir a empresa, no ano seguinte, o enorme sucesso levou a criação de uma linha de jeans com a marca Droors Clothing. O surgimento da marca Droors Clothing Shoes em 1993 foi o resultado do pensamento desses dois jovens de que os skatistas, assim como outros esportistas, também precisavam de calçados específicos, para que a prática se tornasse mais confortável e o desempenho fosse melhorado, proporcionando assim que os atletas competissem em alto nível.


O primeiro lote dos novos tênis foi fabricado pela conceituada Vans, mas o acabamento ruim não agradou aos donos da empresa, e muito menos aos skatistas. Em vista disso a marca foi renomeada como DC SHOES e seus tênis (inicialmente dois modelos diferentes) passaram a serem fabricados pela empresa francesa Etnies. Em 1994 a marca inovou ao introduzir os protetores de cadarço, conhecidos como Lace Loops. Isto foi um pequeno passo para os tênis em geral, mas um grande salto para os calçados direcionados para a prática do skate, evitando assim acidentes. A partir de então a DC SHOES continuou desenvolvendo todos seus produtos focados na inovação tecnológica e estilo, sempre visando o máximo desempenho dos atletas. Um dos fatores fundamentais para o enorme sucesso inicial dos calçados e consolidação da marca no mercado foi o endosso da dupla de skatistas profissionais Colin McKay e Danny Way (irmão mais novo de Damon e criador da Mega Rampa).


O resultado de todas essas ações pode ser sentido em 1996, quando a empresa, então com 50 funcionários e patrocinando oito atletas profissionais, faturou US$ 21 milhões. Nos anos seguintes, a DC começou a lançar produtos específicos, especialmente calçados, para outros esportes de ação, como por exemplo, snowboard, surfe, BMX e até automobilismo. Além disso, montou equipes de renome mundial em diversos esportes radicais. Com isso, os atletas patrocinados elevaram o nome da marca desenvolvendo, testando e assinando produtos em conjunto com a DC, dando assim um grande apoio aos esforços promocionais da empresa. No ano de 1999, após lançar sua primeira campanha publicitária na televisão, a DC SHOES adicionou a sua linha de produtos os calçados infantis.


Já no início do novo milênio, os calçados da DC SHOES eram vendidos em lojas especializadas e multimarcas em muitos países do mundo. Depois da produção de mais de 2 milhões de pares de tênis em 2001, a marca se tornou tão importante no cenário dos skatistas que, no ano seguinte, toda a sua história virou um livro, Agents of Change – The story of DC Shoes and its athletes, escrito pelo jornalista Eric Blehm. Com a expansão da marca, foram desenvolvidos outros projetos como o Artist Projects, Double Label Projects e Remix Series. Culturalmente estes projetos são tão relevantes quanto os modelos assinados pelos atletas profissionais, demonstrando uma forte influência dos artistas de rua e músicos. Com isso, músicos e artistas adotaram os produtos da marca em seus shows e apresentações, expondo a DC SHOES para todos os tipos de públicos, conquistando assim novos consumidores. Isso despertou, também, o interesse feminino pelos produtos da marca, o que levou ao lançamento de uma linha especificamente desenvolvida para mulheres.


O enorme sucesso diante de um público consumidor cada vez maior chamou a atenção da tradicional Quicksilver, que no dia 9 de março de 2004 acabou adquirindo a DC SHOES pela quantia de US$ 87 milhões. Em junho de 2007 a marca desembarcou oficialmente no Brasil para continuar fazendo o mesmo trabalho que realiza no mundo. Montou uma forte equipe de atletas formada por Alex Carolino, Filipe Ortiz e Carlos Iqui, três grandes nomes do skateboarding brasileiro, e aos poucos foi ganhando confiança para realizar um trabalho único e com um público especial para o cenário do skate mundial. A inovação continua sendo o foco principal da empresa, como no modelo de tênis DC SHOES PURE, que traz a tecnologia de solado Dynamic Grip que faz cada parte do calçado ter uma dureza diferente para funções diversas. No bico, a borracha é mais mole para manobras de ollie e flip; no calcanhar, onde o desgaste é maior, é mais dura. A parte superior, em couro sintético e nobuck com parte interna acolchoada, proporciona um contato suave com a pele.


Como a inovação é prioridade para a DC foi criado um centro de pesquisa e desenvolvimento na neve, o Mountain Lab, localizado próximo à Park City em Utah. Nesse avançado laboratório os atletas de snowboard, designers e a equipe de produtos da marca trabalham juntos para manter a DC dentro de seu foco, desenvolvendo botas e roupas para a prática do esporte.


Um marketing alucinante
A DC SHOES sempre primou por suas ações de marketing ousadas e criativas. Em algumas delas o protagonista é o próprio Ken Block, um dos principais pilotos de rali do mundo desde 2005, fundador e chefão da DC SHOES, que adora desafiar o perigo para promover a grife de roupas e calçados. O primeiro projeto de sucesso foi lançado no mês de novembro de 2008 com o vídeo Ken Block Gymkhana Practice (clique aqui para assistir), onde o piloto mostra seus dotes de pilotagem numa base aérea na Califórnia. O enorme sucesso do primeiro vídeo (visto por mais de 13 milhões de internautas) levou ao lançamento no dia 1 de junho de 2009 do Gymkhana Two, onde Ken Block exibe uma demonstração de perícia e total habilidade no drift, uma técnica de direção de veículos com tração traseira que consiste em deslizar nas curvas escapando a traseira.


Recursos não foram poupados para a produção deste alucinante vídeo promocional. A locação foi o porto de Los Angeles, com filmagens que duraram 4 dias, envolvendo dezenas de profissionais para captar todo o trajeto de Ken Block feito a bordo de um Subaru Impreza WRX STi 2009, devidamente preparado e tunado pela empresa Crawford Performance para alcançar os 570 cavalos de potência e andar de lado, fazendo drift, da maneira mais natural possível. Os mais de 5 minutos de performance são absolutamente estonteantes, com derrapagens controladas de encher os olhos de quem aprecia uma pilotagem técnica e agressiva, “finas” da largura de um fio de cabelo e efeitos especiais hollywoodianos. Confira o vídeo clicando no ícone abaixo.

 

Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1993
● Fundador: Ken Block e Damon Way
● Sede mundial: Huntington Beach, Califórnia
● Proprietário da marca: Quiksilver Inc.
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Presidente: Mike Warren
● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 250
● Segmento: Moda esportiva
● Principais produtos: Roupas e calçados para esportes radicais
● Concorrentes diretos: Vans, AirWalk, Element e Etnies
● Website: www.dcshoes.com

A marca no mundo
Hoje em dia a DC SHOES, que oferece uma enorme variedade de produtos para esportes de ação, incluindo vestuário (camisas, jeans, bonés e jaquetas) e calçados diversos, está presente em mais de 80 países ao redor do mundo através de lojas especializadas e multimarcas.

Você sabia?
As iniciais DC, apesar de bem sugestivo, não derivam de Danny (Way) e Colin (McKay), os primeiros skatistas profissionais a endossarem a marca.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 27/8/2012