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9.3.22

SUPREME


Imagine uma marca de streetwear que se tornou desejada por flertar com o luxo, algumas vezes exagerado. Assim é a nova-iorquina SUPREME. E o sucesso começou com parcerias firmadas justamente com grandes estilistas, atletas, músicos, designers e renomadas marcas do mundo da moda. A partir de então a SUPREME se estabeleceu como uma marca conhecida pela qualidade, estilo e autenticidade de suas coleções de acessórios e roupas, virando símbolo de uma subcultura, causando alvoroço por suas coleções limitadas e se tornando ícone de ostentação entre famosos e endinheirados ao redor do mundo. 

A história 
O nome por trás do império chamado SUPREME é James Jebbia (imagem abaixo), uma americano de origem britânica por parte de mãe. Criado na cidade inglesa de Crawley, Jebbia voltou aos Estados Unidos em 1983, quando tinha 19 anos. O seu primeiro trabalho em solo americano foi na loja de roupas Parachute, localizada no badalado bairro do SoHo. E o primeiro empreendimento de moda foi com a criação da butique Union NYC, em 1989, que vendia labels mais experimentais e esportivas inglesas. Após passar três anos colaborando com o veterano do streetwear Shawn Stüssy, no mês de abril de 1994 ele resolveu investir US$ 12 mil para inaugurar uma pequena loja para skatistas na Lafayette Street, um então quarteirão decadente com imóveis vazios, escondido atrás da parte comercial da Broadway, em Lower Manhattan. O nome da nova loja, SUPREME, foi escolhido em homenagem à música “A Love Supreme” (“Um amor supremo”, em tradução livre) de John Coltrane. Jebbia enxergou um nicho bem específico no mercado de skatewear, que parecia até então ter como público alvo apenas uma turma de garotos de 13 anos. Resolveu então criar uma marca com peças de visual mais cool e amadurecido, sem deixar de lado a essência daquele gênero.
    

O espaço em si era diferente de qualquer outra loja de skate da época. Bem iluminado, com paredes brancas e teto alto, remetia a um ambiente de galeria, com as prateleiras de produtos (como sneakers, camisetas, moletons e acessórios de skateboard) impecavelmente expostos lembrando uma butique de moda de luxo. Além disso, o design do ambiente, com piso de madeira e amplos espaços no centro, foi pensado para que os skatistas pudessem entrar direto com seus skates na loja e circular sem preocupação com suas mochilas. Já a vitrine exibia os vídeos mais recentes de skate ao lado de imagens clássicas de antigas lutas de boxe e filmes de gângsters de Nova York. Até a equipe para administrar o local foi escolhida a dedo: o skatista Gio Estevez foi o primeiro funcionário contratado pela loja. Já a primeira parceria da SUPREME foi com o artista Rammellzee que grafitou a parte interna da loja. Além disso, a marca também investiu para montar uma equipe patrocinada de skatistas, entre os quais Gio Estevez, Ryan Hickey, Justin Pierce, Peter Bici, Mike Hernandez, e os irmãos Jones e Chris Keefe, e Loki e Paul Leung.
  

A SUPREME nasceu com o intuito de atuar no cenário da moda “skate/streetwear” e ganhou destaque pelas suas vendas em formato de “Drops” de peças exclusivas, autênticas e extremamente limitadas. Como por exemplo, suas icônicas camisetas estampadas, cuja primeira trazia o personagem Travis Bickle, interpretado por de Robert De Niro no filme Taxi Driver. Frequentado por skatistas e mentes criativas anti-establishment, o espaço rapidamente se tornou também clube underground e galeria de arte, tornando-a símbolo de uma subcultura. A SUPREME lançou seu primeiro vídeo promocional em 1995, intitulado “A Love Supreme”. Molentons com capuz e camisetas que estampavam o logotipo vermelho retangular da marca rapidamente se tornaram uma espécie de uniforme entre os skatistas de Nova York.
  

Em 1998, através de um acordo de licenciamento, a marca inaugurou suas três primeiras lojas no Japão. Aos poucos, a SUPREME começou a ganhar destaque no mainstream da moda, se tornando desejada por uma juventude cheia de estilo. E muito disso se deve as colaborações com artistas, fotógrafos, estilistas, músicos, atletas, designers e grandes marcas. Se hoje as colaborações são muito mais constantes entre marcas de moda, a SUPREME foi uma das pioneiras neste tipo de parceria (em inglês chamado “Collab”). Então surgiram os sneakers em colaboração com a Nike (2002), jaquetas com The North Face (conheça essa outra história aqui) e os hoodies com a Comme des Garçons (saiba mais aqui). Além das parcerias, a SUPREME também sempre usou a imagem de celebridades para transformarem suas camisetas. Não há nada de básico: a lista de quem topou participar vai de grandes nomes da música a desenhos infantis: Lou Reed, Kate Moss, Neil Young, Morrissey, Raekwon, Mike Tyson, Lady Gaga e Kermit, o sapo dos Muppets. Outra estratégia adotada pela SUPREME: manter a oferta baixa era uma maneira efetiva de criar demanda e desejo. E assim a marca foi sendo construída.
   

Nos anos seguintes a marca conquistou fãs em todo Estados Unidos e, em 2004, decidiu que era hora de se expandir fisicamente. Com isso, dez anos após a inauguração da loja original em Nova York, uma segunda unidade, com o dobro do tamanho e que possuía uma pista de skate coberta, foi inaugurada em Los Angeles, na área desabitada da Avenida North Fairfax. A partir deste momento, os fãs da marca na costa oeste americana, região com forte e pulsante cultura streetwear, podiam comprar produtos SUPREME diretamente da loja, ao invés de fóruns que os revendiam a um preço mais alto. Durante alguns anos, a SUPREME era uma marca de nicho, do underground, das ruas - só quem realmente estava por dentro da cena conhecia e entendia o valor, a exclusividade. Porém, com o estouro do hip hop e artistas como Kanye West usando peças da marca, a SUPREME atingiu um novo patamar e ganhou ainda mais força por, novamente, ser atrelada às figuras mais cool do momento.
  

Em março de 2016, a SUPREME foi se aventurar na capital da moda, Paris. Era a segunda loja da marca no continente europeu (a primeira havia sido inaugurada no mês de setembro de 2011 na cidade de Londres), aninhada no tranquilo bairro da Rue Barbette. No final desse mesmo ano, a SUPREME estarreceu o mundo da moda ao anunciar uma colaboração com a badalada Louis Vuitton (conheça essa outra história aqui). Lançada em meados de 2017, a coleção “SUPREME x Louis Vuitton” enlouqueceu os fãs. Para vender as peças da colaboração, que incluíam jaquetas, camisetas, óculos de sol, bolsas, pochetes, etiquetas de mala e até chaveiros, a marca francesa apostou em pop-up stores (lojas temporárias) em cidades estratégicas - algumas delas geraram tanto tumulto que tiveram de ser controlados pela polícia. E pensar que no ano de 2000, a LV (conheça essa outra história aqui) processou a SUPREME por usar seu tradicional monograma sem autorização em pranchas de skate, camisetas e bonés. Quase duas décadas depois, foi a LV que pagou para usar o logo e as cores da SUPREME.
   

Em 2018, a SUPREME anunciou duas colaborações de grande porte: uma de malas de luxo com a alemã Rimowa (conheça essa história completa aqui) e outra de camisas polo com a francesa Lacoste (saiba mais aqui). Ambas, seguindo o histórico da marca, se esgotaram imediatamente, especialmente a mala no tom vermelho característico da SUPREME usada por Neymar ao embarcar para a Copa da Rússia (e que custava R$ 18 mil). Além disso, James Jebbia foi premiado como “Melhor Design de Moda Masculina” pelo Council of Fashion Designers of America. Era o designer e sua marca conquistando o mundo da moda.
   

Pouco depois, outubro de 2019, a SUPREME inaugurou sua 12ª loja, localizada na Market Street em San Francisco, outro importante mercado cultural e de streetwear. Toda histeria consumista em torno da SUPREME chamou a atenção da VF Corporation, detentora de marcas como The North Face, Timberland (conheça essa outra história aqui), Vans (clique aqui para saber mais), que em setembro de 2020 comprou a marca por U$ 2.1 bilhões. No dia 6 de maio de 2021, em mais uma atitude ousada, a marca nova-iorquina inaugurou uma moderna loja na cidade de Milão.
  

O encontro entre arte, música e moda 
O chamativo logotipo da SUPREME - que aparece sem cerimônia em seus produtos - mostra como a marca fez do uso de referências culturais parte de seu DNA. A relação com o mundo da arte pode ser percebida também nas pranchas de skate produzidas pela marca. Os trabalhos de Jeff Koons e Damien Hirst já foram usados nos modelos da SUPREME. O título de cult ficou cada vez mais forte pelos posicionamentos políticos e ideológicos da marca, pelo resgate da essência nova-iorquina nas coleções e pelo constante contato com a música (Black Sabbath, KRS One e Lady Gaga, para citar alguns nomes) e com a arte, através de ícones como Peter Saville, Roy Lichtenstein, David Lynch, Robert Crumb e Takashi Murakami, que já assinaram colaborações da marca. As camisetas são outro caso à parte: a equipe por trás da marca tradicionalmente escolhe algumas de suas celebridades favoritas ou até ícones pops para ilustrarem suas T-shirts. A lista de quem topou participar impressiona, tanto pela relevância quanto pelo ecletismo do grupo: Michael Jackson, Lou Reed, Kate Moss, Neil Young, Morrissey, Raekwon, Mike Tyson, Gucci Mane, Michael Jordan, Three Six Mafia, Velvet Underground, Lady Gaga e até Kermit, o sapo dos Muppets.
   

Porque tanto sucesso 
O segredo do sucesso da SUPREME está na exclusividade. Apesar de seus produtos não terem preços estratosféricos, a SUPREME é desejada e muito disputada. A marca (cujos produtos são vendidos apenas em suas lojas próprias e comércio online) fabrica tudo em quantidades limitadas - é o luxo pela escassez e não pela cifra. As entregas são feitas em pequenas doses ao longo de cada estação, sem grande alarde, o que eles chamam de “drops”, palavra que ficou conhecida na indústria da moda muito por influência da SUPREME. Você nunca ouvirá a respeito de uma festa de lançamento de coleção, por exemplo. Até porque elas não existem na SUPREME. E essa é uma das características mais inteligentes da marca, porque o seu valor não está no material usado, no artesanato ou no trabalho envolvido. O preço de seus produtos é até acessível no lançamento, mas as peças são tão exclusivas que acabam sendo tratadas como objetos colecionáveis. E alcançam altos valores nos mercados de revenda (chegam a alcançar 10 vezes o preço original).
   

Outro fator importantíssimo para esse sucesso e para a construção e idolatria da marca foram colaborações com grandes nomes do cenário urbano, cultural e do mundo da moda, cuja lista é longa e parece não ter fim, como por exemplo, Nike, Vans, Clarks, The North Face, Hanes, Playboy (conheça essa história aqui), Levi’s, Timberland, Comme des Garçons, Stone Island, Undercover, Kangol, Emilio Pucci, AntiHero Skateboards, New Era (saiba mais aqui), True Religion, Spitfire Wheels, Champion e até a rede de alimentação rápida White Castle. Além disso, a SUPREME ainda é conhecida por lançar produtos bem aleatórios (pra não dizer estranhos), como martelos, tijolos, calculadoras, potes de ração para pets, pastas de dentes, isqueiros, canivetes, bolas de basquete (em parceria com a Spalding) e até caiaques, bonecos (Chucky Supreme, isso mesmo, o principal antagonista do filme “Brinquedo Assassino”, embalado em uma caixa de brinquedos clássica e vestido com um macacão SUPREME) e biscoitos (em colaboração com a Oreo). Tudo estampado com o inconfundível logotipo e a cor vermelha da marca. E assim, a SUPREME foi se tornando muito mais do que uma simples marca de roupas. Cresceu, criou raízes, uma comunidade e virou um símbolo de contracultura nos anos de 1990. Isso explica em parte porque hoje a marca não tem apenas clientes e fãs, mas também pessoas que a cultuam, a veneram.
   

Vestir uma peça SUPREME significa fazer parte de uma seita secreta das ruas (com uma boa dose de fator cool). Não basta entrar na loja e adquirir sua camiseta com o chamativo logotipo vermelho. Desde sua fundação, criou-se uma cultura muito fechada em torno da loja e de quem a frequentava. É algo que segue até hoje - ainda que de modo suavizado. Por exemplo, nos anos de 1990, pedia-se até para não tocarem nos produtos.
   

O fundador da SUPREME, James Jebbia, já declarou por diversas vezes que não investe em propaganda. E de certo modo ele está correto. Isto porque o poder da marca SUPREME vem do boca a boca e, principalmente, pelo apelo nostálgico do passado skatista. E a escolha de Jebbia é assertiva: pranchas de skate assinadas por artistas plásticos renomados como Richard Prince e Jeff Koons, parcerias com grandes estilistas e marcas de luxo, e uma produção em pequena escala limitadíssima deram o impulso que a grife precisava para construir uma aura cool e transformar o streetwear em artigo de luxo. Tudo tem a ver com autenticidade e manter vivo um ideal. É por isso que James Jebbia raramente dá entrevistas e a SUPREME não faz grandes campanhas ou eventos. Os protagonistas são os produtos, a marca e a filosofia de vida por trás disso.
   

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: Abril de 1994 
● Fundador: James Jebbia 
● Sede mundial: New York City, Nova York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: VF Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: James Jebbia 
● Faturamento: US$ 600 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 14 
● Presença global: 30 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Vans, Stüssy, Obey, A Bathing Ape, Public School, Off-White™, Palace, Kith e Champion 
● Ícones: A cor vermelha 
● Website: www.supremenewyork.com 

A marca no mundo 
Atualmente a SUPREME, cujo faturamento anual é estimado em US$ 600 milhões, possui 14 lojas próprias espalhadas por cidades como Nova York, Los Angeles, San Francisco, Londres, Paris, Milão, Berlim, Tóquio, Osaka, Nagoya e Fukuoka. Suas coleções exclusivas só podem ser compradas em suas lojas próprias e no comércio online (que representa 60% das suas vendas). Apesar da marca não ser vendida em lojas multimarcas, a exceção é o Dover Street Market, na cidade de Nova York. 

Você sabia? 
O tradicional logotipo da SUPREME - uma caixa vermelha com a marca escrita em branco na fonte Futura Heavy Oblique - foi “inspirado” na propaganda da artista plástica Barbara Kruger. A artista, inclusive, já criticou a marca diversas vezes pelo que ela mesma chamou de uma apropriação que vai contra o princípio de sua arte. 
Como os preços de alguns de seus produtos costumam passar de quatro dígitos (dólares), a SUPREME se tornou uma das marcas mais falsificadas do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Elle, Vogue, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites de moda (Farfetch), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 9/3/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

18.4.12

VANS


Criada na agitada Califórnia em plenos anos de 1960, a VANS está envolvida com a cultura ligada ao skate e com a evolução do esporte, sem perder a originalidade. Dos clássicos aos modernos, a marca californiana possui uma enorme variedade de modelos de tênis, roupas a acessórios, todos dedicados às antigas e novas gerações de skatistas e da cultura de rua, além de ser uma das preferidas de moderninhos, descolados e celebridades. 

A história
Tudo começou exatamente no dia 16 de março de 1966 na cidade californiana de Anaheim quando Paul Van Doren, com a ajuda de outros sócios, entre os quais seu irmão James Van Doren, Gordon C. Lee e Serge D’Elia, inaugurou uma modesta loja para a venda de calçados esportivos para quem praticava skate. Inicialmente os irmãos ofereciam três modelos, que custavam entre US$ 2.49 e US$ 4.99 e tinham apenas uma amostra do tênis, todo em lona, sem forro, com solado vulcanizado, extremamente leve e maleável, cuja produção era feita em um local adjacente à loja. No primeiro dia de funcionamento a nova empresa, batizada de VAN DOREN RUBBER COMPANY, vendeu 12 pares de um tênis (foram fabricados durante a tarde e entregues na manhã seguinte) cujo nome era Deck Shoes, hoje em dia conhecido como VANS AUTHENTIC. Inicialmente era oferecido nas cores branco, azul-claro, azul-marinho e verde. Uma curiosidade: como eles não tinham troco no caixa, acabaram vendendo os 12 tênis sem receber nada – mas quase todos voltaram e pagaram exatamente o que era devido. Exceto uma pessoa, que retornou 3 semanas depois e disse “Me desculpa. Minha filha mora em Anaheim e eu em Long Beach. Só venho aqui a cada 3 semanas”.


Na época a empresa era a única que produzia seus produtos e os vendia diretamente a um público alvo específico. Em pouco tempo a marca saltou dos tênis comuns para modelos de competição e um de seus fundadores tornou-se um corredor de maratonas para poder testar a resistência dos protótipos. No início da década de 1970 a marca se popularizou e cresceu, o que culminou com encomendas de modelos de tênis feitos especialmente para o Departamento de Defesa Norte Americano e para a Força Aérea dos Estados Unidos. Não demorou muito para os skatistas, público alvo da marca, aderirem em peso ao solado vulcanizado, que ajudava na aderência para efetuar manobras. O mesmo público que consumia os tênis foi responsável pelo apelido que se tornaria o nome oficial da empresa: VANS. Nessa época a maioria dos skatistas do sul da Califórnia já era visto calçando um tênis VANS nos pés. Em 1976, a marca inovou ao lançar o modelo Vans #95, hoje conhecido como VANS ERA, um tênis cujo design foi feito pelos skatistas Tony Alva e Stacy Peralta. Este modelo viria a se tornar um dos mais populares da marca entre os skatistas, principalmente devido ao acolchoamento, ao seu design diferenciado e as suas combinações de cores diferentes das vistas até então no mercado, além da sola antiderrapante oferecer uma melhor aderência.


Pouco depois, em 1977, surgiria outro ícone da marca californiana: Vans #36, conhecido atualmente como OLD SKOOL e primeiro tênis a contar com a tradicional listra lateral (chamada “Sidestripe”). O Old Skool também foi o primeiro tênis da marca que utilizou couro em sua construção. O cano alto deste modelo, conhecido como sk8-hi, seria lançado no ano seguinte. Ainda em 1977, a VANS introduziu um novo modelo no mercado, chamado Vans #44, também conhecido como SLIP-ON, e com a ajuda de ciclistas de BMX, esse calçado se tornou uma febre no sul da Califórnia, fazendo com que a empresa vendesse seus produtos nacionalmente e internacionalmente, incluindo a inauguração de 70 novas lojas pelo estado da Califórnia. Na década de 1980, os tênis da marca se tornaram um símbolo da geração Punk Rock e Hard Rock, passando a fazer parte do vestuário de várias bandas famosas da época, impulsionando assim a VANS ao sucesso. A marca também ganhou enorme popularidade em 1982, quando o ator Sean Penn utilizou um SLIP-ON, o tradicional tênis quadriculado da marca, no filme “Fast Times at Ridgemont High” (em português “Picardias Estudantis”).


Apesar disto, a empresa começou a enfrentar um grande problema. O skate, seu principal mercado, passava por uma crise e, consequentemente, os investidores do esporte passaram a sofrer com isto. Pensando mais uma vez em inovar, a empresa resolveu apostar na diversificação de sua linha de produto fabricando tênis para beisebol, basquete, luta livre e futebol americano, tentando competir com as grandes marcas esportivas. E isso quase levou à empresa a falência. Superada a fase difícil a demanda pelos calçados da empresa continuava crescendo, sendo que, em 1987, mais de dois milhões de pares foram vendidos. As vendas internacionais, particularmente no México e na Europa, cresciam a um ritmo de 10%. Em 1988 a VANS foi vendida para o fundo de investimento McCown De Leeuw & Co. E a primeira ação dos novos proprietários foi investir em outros produtos como bolsas e mochilas, além do lançamento do Vans Steve Caballero, também conhecido como Full Cab, apresentado como o primeiro tênis de skate assinado por um skatista. A marca também criou a linha Mountain Edition, com materiais resistentes às gélidas condições de tempo do hemisfério norte. Além disso, o tênis, tradicional “carro-chefe” da marca, disponível em mais de 200 modelos diferentes, teve sua produção ampliada ainda mais. A essa altura, a empresa já tinha filiais espalhadas pelo mundo todo e o sucesso já era notável. Em 1993 a marca ampliou ainda mais seu portfólio de produtos com o lançamento das botas para snowboarding. Além disso, os modelos Slip On, Old Skool e SK8 foram reeditados em várias cores e estampas personalizadas por artistas, inspirando a moda retrô e tornando-se peça comum no guarda-roupa fashion de modelos e celebridades.


O rápido crescimento da marca nos anos seguintes se deveu também a diversificação de sua linha de calçados, desenvolvidos para outros esportes ao ar livre, além da ampliação da linha de tênis assinadas por skatistas consagrados, como Geoff Rowley e Cory Nastazio, e uma linha de calçados femininos que mudavam de cor quando expostos a luz ultravioleta. Em 2003, foi lançada a coleção Vault by Vans, oferecendo uma mistura entre os clássicos eternos da marca com materiais e designs do universo high-fashion. Foi então que, em 2004, a VF Corporation, fabricante da marca de calças jeans Lee, demonstrou interesse em adquirir a marca. E por nada menos que US$ 396 milhões comprou a VANS, tendo ainda como um dos principais colaboradores e investidores Steve Van Doren. Ainda neste ano a marca inovou ao disponibilizar em seu site o VANS CUSTOMS, serviço no qual os consumidores poderiam customizar seus próprios tênis, em centenas de combinações de cores e padrões. Pouco depois, em 2006, já reconhecida como a líder no segmento footwear para action sports (esportes de ação), a VANS lançou uma ampla coleção de vestuário para homens e mulheres. O skatista Anthony Van Engelen foi o primeiro atleta a ser patrocinado pela divisão Vans Apparel. Pouco depois, em 2008, a marca a VANS levou sua marca e cultura para a China com a inauguração da primeira loja em Xangai.


Nos anos seguintes, a expansão global foi acelerada com distribuição na Índia e inauguração de lojas no Canadá e no México. Em 2012, apresentou a nova tecnologia de absorção de impacto UltraCush Lite, construída com uma mistura de diversos tipos de espuma, em variações de densidade, desenvolvidas para garantir a mais intensa absorção com menor peso. Além disso, lançou a tecnologia WAFFLECUP™, que combina o melhor dos dois mundos de sola, com o apoio e durabilidade da sola-caixa com o controle e boardfeel da tradicional sola vulcanizada da marca. Em 2013, comemorando os 20 anos de neve, a VANS lançou a coleção de vestuário Mountain Edition Apparel, com peças que vão do streetwear tradicional até produtos técnicos desenvolvidos para o uso na neve. No ano seguinte, a VANS lançou uma coleção de tênis com as artes originais da primeira trilogia de Star Wars, que se tornou um verdadeiro sucesso de vendas.


A marca abraça e promove o estilo de vida dos esportes de ação e a cultura jovem por meio do apoio de atletas em todo o mundo. Por isso, hoje em dia a VANS patrocina não somente o skate, mas também o surfe e o snowboarding, além de estampar sua marca em grandes eventos de música e entretenimento, como por exemplo, em 2010 quando inaugurou um espaço para eventos no Brooklyn, em Nova York, batizado de House of Vans, com show do Public Enemy; ou em 2014, com a abertura oficial da House of Vans London, um espaço com 3.000 m² de arte, música e skate sob o mesmo teto, dentro de uma estação de trem desativada em Waterloo. Hoje ainda existe mais uma House of Vans na cidade de Chicago. A marca patrocina ou realiza grandes eventos que combinam esportes de ação, arte, música e cultura de rua, incluindo o Vans Triple Crown of Surfing (campeonato de surfe conhecido como a Tríplice Coroa Havaiana), o Vans Downtown Showdown (evento que reúne o melhor do skate, da arte, da música e da cultura de rua), a Vans Pool Party (campeonato de skate) e o Vans Warped Tour (maior festival de esportes radicais e música dos Estados Unidos, que até hoje bomba nos verões americanos, e cujo direito de controle foi adquirido pela marca em 2001). Mais de 50 anos depois, o espírito Van Doren vive dentro de uma das maiores marcas da cultura jovem no mundo.


Um complexo radical 
O complexo da VANS situado na cidade californiana de Orange County é simplesmente um delírio para quem gosta de skate. Além de oferecer a completa linha de produtos da marca, a espaço possui uma enorme pista de madeira de 4.300 m² com os mais variados obstáculos e uma área específica para iniciantes do skate. O material de proteção pode ser adquirido na loja ou alugado no local. O complexo inaugurado em 1998 é conhecido como VANS SKATEPARK. Além disso, em março de 2014, a marca inaugurou uma pista com mais de 5.000 m² em Huntington Beach, no estado da Califórnia. Aproximadamente 1.000 pessoas presenciaram a inauguração com apresentações de skatistas de elite.


Entenda o famoso slogan 
Um dos slogans mais conhecidos da cultura do skate é o “Off The Wall“, da VANS. Mas você sabe o que ele significa? “Off The Wall” é um termo cunhado quando skatistas em 1976 começaram a acertar manobras em piscinas vazias, literalmente andando de skate “fora da parede”. Naquele período, o skatista era um renegado da sociedade que se expressava através do esporte e do estilo de vida. Por mais de 50 anos, “Off The Wall” é um sinônimo do espírito rebelde original e da expressão criativa. É a alma da VANS. A verdadeira identidade da marca.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por modificações ao longo dos anos. Inicialmente grafada VAN’S, perdeu o apóstrofe e depois ganhou um logotipo radical em 1976 com o slogan “Vans Off The Wall”.


Depois de adotar uma tipografia de letra mais larga e forte, recentemente o logotipo adotou a cor vermelha e voltou a utilizar a frase “Off The Wall”.


Os slogans 
The original since 1966. 
Vans Off The Wall. (1976) 
Tell A Friend About Vans. (1966)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 16 de março de 1966 
● Fundador: Paul e James Van Doren 
● Sede mundial: Costa Mesa, Califórnia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Vans Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da VF Corporation) 
● CEO: Scott Baxter 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 585 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.880 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Calçados, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: Converse, Eckō Unltd., Red Nose, AirWalk, Element, Etnies e Dc Shoes 
● Ícones: O solado vulcanizado dos tênis 
● Slogan: The original since 1966. 
● Website: www.vans.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a VANS comercializa sua gama de produtos, que além dos tradicionais tênis, inclui roupas (bermudas, camisetas, jaquetas, calças jeans, moletons) e acessórios (bonés, mochilas, malas, gorros, carteiras, cintos, meias) no estilo streetwear, através de 585 lojas próprias, revendedores autorizados e lojas multimarcas em mais de 90 países ao redor do mundo. A marca fatura anualmente mais de US$ 1 bilhão. A VANS pertence à VF Corporation, proprietária de marcas famosas como Lee, Kipling, Reef, The North Face, Wrangler e Timberland

Você sabia? 
A marca foi pioneira na criação de tênis com solado vulcanizado próprio para prática de esportes de ação como o skate. 
Na década de 1960 o nome “House of Vans” foi utilizado pela primeira vez, nas vitrines da loja de Anaheim, estado da Califórnia. 
Chris Brown, Kanye West, Zac Efron, Dougie Poynter, Kristen Stewart, Pete Wentz, Natalie Portman, Taylor Swift, Justin Bieber, Aaron Smith são alguns dos artistas que já foram registrados usando o tênis Vans Authentic no dia a dia. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), blogs (Tribo Skate), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/4/2018

13.12.10

REEF


Você apostaria em uma marca criada por argentinos em uma cidade californiana, cujo nome homenageia o Brasil e tem como principal produto chinelos para surfistas? Muitos diriam que não. Mas a marca REEF contrariou a tudo e à todos, e se transformou em uma das mais importantes no universo do surfe mundial. 

A história 
A marca é resultado da realização do sonho de dois apaixonados pelo surfe e pelo estilo de vida ligado ao esporte. Inicialmente, o envolvimento profissional com o surfe de dois irmãos argentinos, Fernando e Santiago “Santi” Aguerre, era apenas através da realização de pequenos campeonatos. Posteriormente, em 1970, eles abriram uma modesta loja de surfe na Argentina, que vendia desde roupas de borracha até revistas, e onde descobriram, através da solicitação de clientes, a necessidade de uma marca de chinelos que atendesse às exigências específicas dos surfistas. Os irmãos ficaram obstinados pela ideia e oportunidade de mercado. Durante diversas viagens ao Brasil, eles familiarizam-se com o segmento de chinelos. Atraídos pelo espírito de aventura e os dias ensolarados, os dois se mudaram para o estado da Califórnia para viver na comunidade de La Jolla, em San Diego.


Em 1984, com apenas US$ 4.000 de investimento, uniram a vontade com a experiência no mercado de surfe para criar a REEF BRAZIL, empresa dedicada a produzir os melhores chinelos para todos que estivessem envolvidos com o estilo de vida proporcionado pelo surfe. A palavra Brasil, claro, escrita em inglês, foi escolhida por remeter a um clima tropical e belas praias. A funcionalidade e design dos chinelos rapidamente atraíram surfistas e frequentadores das praias que estavam procurando produtos de qualidade e cheio de conceito. Do início modesto, vendendo 3.000 pares de chinelos em 1985, a REEF cresceu ao longo dos anos e tornou-se uma das principais marcas no segmento de calçados de esportes de prancha. Para isso, os irmãos se apoiaram em estratégias de marketing diferenciadas. A principal delas foi conhecida pelo nome de MISS REEF. Essa história começou pouco depois do surgimento da marca, quando os irmãos queriam se diferenciar de outras marcas concorrentes. Para isso criaram a MISS REEF: peças publicitárias onde eram utilizadas belas mulheres sul-americanas, invariavelmente de biquíni, que nunca tinham sua identidade ou rosto revelados. Inicialmente veiculados em revistas de surfe, os belos corpos intrigavam os leitores e MISS REEF passou a fazer parte do DNA da marca. Hoje em dia, MISS REEF foi transformada em um calendário anual (com belas modelos fotografadas em exóticas praias pelo mundo afora) e um ícone mundial na comunidade do surfe, em sintonia com o slogan da marca “Just Passing Through” (em português, “De Passagem”), em que os surfistas viajam pelo mundo à procura de novas aventuras, velhos amigos e o mais importante, as ondas. O calendário tem como objetivo capturar e transmitir a essência da REEF: praias exóticas, mulheres maravilhosas e um rico acervo visual da marca.


Em 1998 a marca lançou no mercado a primeira linha de sandálias e chinelos direcionada para o público feminino. A partir de 2002, a marca iniciou um processo bem sucedido de expansão em sua linha de produto, com o lançamento de uma linha de roupa (especialmente bermudas e camisetas), acessórios (como, por exemplo, bonés), tênis, além de chinelos infantis. Todo este sucesso despertou a atenção da VF Corporation, um dos maiores grupos têxtil do mundo, proprietário de marcas de sucesso como Wrangler, Lee, Timberland e Jansport, e um faturamento superior a US$ 12 bilhões anuais, que acabou adquirindo a REEF em 2005.


Nos anos seguintes, a marca lançou no mercado duas grandes novidades: Reef Redemption, uma linha de produtos que utilizam tecnologia limpa e materiais ecológicos em sua produção, e cuja parte das vendas (1%) são doadas à organizações sem fins lucrativos que apóiam ações ecológicas e humanitárias ao redor do mundo; e a Reef Stash, um chinelo que permite guardar dinheiro, moedas, chaves e documentos em um compartimento no solado. Mais recentemente a marca apresentou para sua linha de calçados a tecnologia Reef Swellular™, construída em três camadas de material inovador: uma palmilha em espuma super-macia, que proporciona conforto imediato; uma sola intermédia de média densidade, para suporte de longa duração; e a sola de borracha de alta densidade, que proporciona tração, proteção e durabilidade.


Em 2016, o programa de responsabilidade corporativa Reef Redemption foi renomeado We Heart. O programa de natureza humanitária é projetado para ajudar aqueles que precisam, onde a marca e seus embaixadores globais viajam e surfam, desde comunidades costeiras até os países em desenvolvimento. O apoio da comunidade é uma iniciativa em três vertentes para promover a educação, apoiar o desenvolvimento da comunidade e preservar o meio ambiente natural. A REEF incentiva e fornece recursos para funcionários e embaixadores investirem em pessoas necessitadas. Hoje em dia, apesar do crescimento fenomenal da marca em pouco mais de três décadas, resultado do sonho de dois irmãos, a REEF continua comprometida com suas raízes: viver do estilo de vida proporcionado pelo surfe e pelos demais esportes de prancha que se originaram dele, como skate, snowboard e wakeboard. Além disso, a marca patrocina grandes eventos e atletas profissionais como os surfistas Rob Machado, Mick Fanning, Mason Ho, Mitch Crews, Kai Otton, entre outros grandes nomes.


A evolução visual 
O logotipo da marca sofreu algumas alterações ao longo dos anos. A palavra BRAZIL foi abolida e o tradicional símbolo de reconhecimento da marca ganhou versões atualizadas, além de uma nova tipografia de letra.


Os slogans 
Just Passing Through. 
Ridiculously Comfortable. 
Life is short. Don’t waste it. Go surfing.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1984 
● Fundador: Fernando e Santiago Aguerre 
● Sede mundial: Greensboro, Carolina do Norte, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: VF Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Steve Rendle 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 20 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Marcas esportivas 
● Principais produtos: Sandálias e vestuário esportivo 
● Concorrentes diretos: Hurley, Rip Curl, Billabong, Quiksilver, Rusty, O’Neill e Vans 
● Ícones: Miss Reef 
● Slogan: Just Passing Through. 
● Website: www.reef.com 

A marca no mundo 
Atualmente a REEF comercializa seus famosos chinelos, além de uma linha de roupa e acessórios, em aproximadamente 80 países ao redor do mundo, através de lojas especializada e uma pequena e restrita rede de lojas próprias. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/7/2017

9.12.10

EASTPAK


A EASTPAK é uma marca moderna que conquistou milhões de jovens não somente com suas mochilas transadas, reconhecidas mundialmente por sua robustez e funcionalidade. Mas também, por ser uma marca genuinamente inspirada na juventude, fundamentada na cultura de rua e apaixonada por arte, música, moda e esportes urbanos. 

A história 
A história começou na cidade de Boston, estado do Massachusetts, em 1952 quando Monte Goldman fundou a “Eastern Canvas Products”, com o intuito de produzir mochilas, porta-munição e sacos de alta resistência e especialmente desenhados para os militares americanos. Os produtos também foram muito bem aceitos por caçadores e pescadores, que necessitavam de mochilas e sacos para dormir com alta resistência. Os rumos da empresa começaram a mudar no ano de 1976 quando Mark, filho do fundador, percebeu que seus colegas de faculdade utilizavam as mesmas mochilas para carregar material escolar e convenceu seu pai a desenvolver e produzir mochilas destinadas a estudantes. Em pouco tempo a empresa desenvolveu uma mochila simples e funcional com qualidade superior, batizada de Padded Pak’r®. Foi com essa linha que surgiu o nome e a marca EASTPAK. Rapidamente as mochilas acolchoadas (incluindo as alças) fizeram enorme sucesso entre os estudantes e se transformaram em uma verdadeira “epidemia” nos campus de várias universidades pelo país afora.


Nos anos seguintes a marca, que se tornou um verdadeiro ícone jovem dos estudantes americanos, expandiu sua linha de produtos com o lançamento de coleções e modelos desenvolvidos com uma qualidade superior e desenhados para serem incrivelmente funcionais, resistentes e terem o melhor custo-benefício. A EASTPAK foi a primeira marca do segmento a utilizar um dos tipos de náilon mais resistentes do mundo, conhecido como Cordura, dez vezes mais durável que o algodão, fazendo com que suas mochilas fossem mais resistentes e duráveis que as concorrentes. Foi então que surgiu o lema da marca: “Built to Resist” (em português, “criada para durar”). A EASTPAK foi também a primeira empresa do segmento, na década de 1980, a utilizar cores fortes e estampas criativas tornando as mochilas um objeto de moda, uma tendência seguida por muitas marcas nos dias de hoje. Zíperes que protegem da chuva, alças acolchoadas e emborrachadas acabaram sendo também incorporadas as suas mochilas. Outro fator importante para o sucesso da marca no mercado foi sua garantia de 30 anos contra defeitos no material ou problemas de fabricação para maior parte de seus produtos, garantindo assim a reparação ou substituição do item em questão. Com essa garantia, introduzida em 1984, o consumidor não compra apenas uma mochila, mas também uma promessa, invariavelmente cumprida à risca pela EASTPAK.


Os produtos EASTPAK começaram a serem vendidos na Europa em 1986 e rapidamente conquistaram milhões de fiéis consumidores, ao ponto de transformar o continente no mais importante para a marca no mundo. Já em 1999, a marca laçou suas primeiras malas com rodinhas, ingressando assim no segmento de bagagens. Com tantas inovações e tamanho sucesso no mercado, em 2000 a EASTPAK foi comprada pela VF Corporation, proprietária de inúmeras marcas famosas como Wrangler, Lee e Jansport. Nos anos seguintes, para amparar seu crescimento global, a marca adotou a estratégia de inaugurar lojas exclusivas em cidades importantes, sobretudo no continente europeu, mas também na Ásia e até no Brasil, onde no dia 5 de outubro de 2006 abriu sua maior flagship store no mundo, incluindo a “Garagem de Customização”, um espaço que oferece aos clientes um serviço gratuito de customização de mochilas assinado por jovens e talentosos designers.


Além disso, a marca expandiu sua linha de produtos com o lançamento de malas, bolsas e uma coleção de acessórios, como estojos, carteiras, pochetes, nécessaires e cases para notebooks e tablets. Entre as mais populares linhas da marca estão: Authentic (com a maior variedade de cores e estampas entre todas as linhas), Authentic Travel (malas simples e funcionais, que apesar da beleza, são extremamente resistentes), Resistance (mochilas próprias para quem realiza algum tipo de esporte radical, com um design super moderno) e Core Series (design mais arrojado, cheia de bolsos e apetrechos, visando sempre a funcionalidade e o conforto).


O envolvimento cultural da EASTPAK não se restringe apenas ao patrocínio e apoio às ações artísticas, shows e até eventos beneficentes. Desde 2003, personalidades como o tatuador holandês Hendrikus Johannes Everhardus Schiffmacher; o designer Walter Van Beirendonck; os jovens grafiteiros Mysterious Al e Rich Jacobs; os roqueiros Ozzy Osbourne, Slash (Guns N’ Roses) e Lemmy (Motorhead); as bandas The Prodigy, Kaiser Chiefs e The Hives; a artista francesa Geneviéve Gaukler; o skatista Nicky Guerrero e o estilista belga Raf Simons assinaram coleções exclusivas para a marca que se tornaram um enorme sucesso entre os jovens. Nos últimos anos, o consagrado estilista britânico Christopher Shannon e Jean-Paul Gaultier deram as mochilas da EASTPAK uma nova abordagem e fluidez com suas estampas arrojadas, conceito atrevido e uma combinação inovadora de materiais. Dessas colaborações, surgiu em 2011 o projeto EASTPAK ARTIST STUDIO, que reúne as mentes criativas mais importantes do mundo para personalizar, reinventar e transformar a icônica mochila Padded Pak’r® em verdadeiras obras de arte. Parte das vendas dessas peças é revertida para a DDA (Designers against AIDS), em prol da pesquisa contra o HIV.


A evolução visual 
A identidade visual da marca sofreu diversas remodelações ao longo dos anos. O logotipo original, que já continha uma espécie de globo terrestre estilizado, foi substituído por uma imagem corporativa oval, que ganhou também cores e uma nova tipografia de letra. Mais recentemente a marca alterou novamente seu logotipo, que adotou a cor preta e um globo terrestre mais limpo.


Os slogans 
Built To Resist. 
Guaranteed for life. Maybe longer. (1998)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1952 (como empresa) e 1976 (como marca) 
● Fundador: Monte Goldman 
● Sede mundial: Greensboro, North Carolina, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: VF Corporation 
● Capital aberto: Não 
● CEO & Presidente: Eric Wiseman (VF Corporation) 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 50 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Moda esportiva 
● Principais produtos: Mochilas, bolsas, malas, carteiras e pochetes 
● Concorrentes diretos: Nike, Oakley, Kipling, Victorinox, Ogio e Jansport 
● Ícones: As edições limitadas de suas mochilas 
● Slogan: Built To Resist. 
● Website: www.eastpak.com 

A marca no mundo 
Atualmente a EASTPAK vende suas linhas de mochilas, malas, bolsas, equipamentos de suporte esportivo e acessórios em mais de 60 países ao redor do mundo através de uma pequena rede de lojas próprias (com aproximadamente 50 unidades) e grandes varejistas especializados. 

Você sabia? 
A marca desenvolve projetos como o “Aquário Eastpak” um espaço para a disseminação efetiva das manifestações da arte urbana. Mensalmente, artistas são convidados para uma residência no Aquário, cujo espaço e material são cedidos pela marca, que também promove a exposição e venda das obras produzidas. O ateliê ganhou esse nome por ter uma parede em vidro, oferecendo uma visão ampla do processo criativo do artista, gratuitamente aos visitantes. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 3/6/2015

28.1.10

THE NORTH FACE


Uma extensa e inovadora linha de vestuário, calçados e equipamentos de alto desempenho com a marca THE NORTH FACE, conhecida pelas suas roupas acolchoadas e pesadas para enfrentar o rigor do clima hostil, oferece a segurança necessária para que milhares de exploradores espalhados pelos locais mais remotos e inóspitos do planeta possam romper limites e alcançar objetivos inimagináveis, procurando novas rotas, novas aventuras, superação e principalmente nunca parar de explorar. 

A história 
A história da marca, que vem ajudando, há mais de cinco décadas, exploradores alcançarem os mais altos e impenetráveis picos do mundo, por ironia começou na praia. Mais precisamente em North Beach, uma praia de San Francisco, no ensolarado estado da Califórnia, em uma altitude de apenas 45 metros acima do nível do mar. Foi justamente na cidade, que no dia 26 de outubro de 1966, um casal de alpinistas entusiasmados por esportes radicais, Doug Tompkins e Susie Tompkins Buell, resolveu seguir suas paixões e após conseguirem US$ 5 mil emprestados abriram uma pequena loja para comercializar produtos e equipamentos de alto desempenho para escalada e montanhismo, que incluíam mochilas técnicas.
   

A modesta loja foi batizada como THE NORTH FACE. Isto porque, a face norte de todas as montanhas no hemisfério norte, geralmente é a mais gelada e severa, sendo quase sempre a mais difícil, hostil e desafiadora para qualquer apaixonado por alpinismo. E isso acontece porque é o lado que recebe menor incidência do sol, portanto, também do calor. Em consequência disso, costuma ser a área com mais neve, mais escorregadia e por isso mais íngreme.
  

No primeiro catálogo de correio da THE NORTH FACE, Doug escreveu uma carta a seus clientes, expressando seu desejo de oferecer aos exploradores equipamentos que refletissem o ditado “necessidade sobre luxo”. Em 1968, a THE NORTH FACE mudou para o outro lado da baía de San Francisco, aos arredores de Berkeley, e começou a desenhar e confeccionar suas próprias roupas e acessórios para montanhismo e escalada utilizando máquinas de costuras no fundo da loja. Esse ano também foi marcado pela venda da THE NORTH FACE, então com então duas pequenas lojas, em San Francisco e outra no Old Barn em Stanford, para Kenneth “Hap” Klopp. Isto somente ocorreu por que Doug e sua mulher Susie resolveram criar outra marca de roupa, a Esprit.
   

Em 1970, a marca valorizou-se entre os mais ávidos atletas de esportes e atividades ao ar livre e começou a patrocinar expedições para os lugares mais distantes e intocados ao redor do mundo. Até os dias de hoje esta tradição se repete com orgulho para reforçar o lema da marca: Never Stop Exploring™ (em português, Nunca Pare de Explorar). Em 1978 foi lançado um clássico da marca: Soft Luggage Duffel (imagem abaixo), uma mochila de bagagem macia e resistente fabricada com tecido laminado de vinil, que em 1989 ganharia alças. Esta mochila foi a precursora da icônica Base Camp Duffel lançada em 1990 e feita em náilon balístico para aguentar os maiores desafios e as aventuras mais extremas. Hoje em dia, feitas de tecidos robustos e fabricadas para serem transportadas por carregadores, iaques e camelos, milhares dessas mochilas de equipamento circunavegam o globo, sobrevivendo aos mais difíceis carregadores de bagagem de aeroportos. É a companheira perfeito para expedições de vários dias quando se carrega muito equipamento ou para um simples fim de semana de acampamento.
  

Em meados da década de 1980, a THE NORTH FACE elevou a exploração do mundo gelado para outro nível, adicionando em sua linha de produtos roupas para esqui e posteriormente equipamentos para a prática do camping, como avançados sacos de dormir e tendas. No final da década, se tornou o único fornecedor nos Estados Unidos a oferecer uma coleção abrangente de agasalhos, roupas de esqui, sacos de dormir, mochilas e barracas de alto desempenho.
  

A década seguinte foi marcada pelo fortalecimento da marca THE NORTH FACE entre atletas e exploradores, especialmente com o lançamento da revolucionária linha de vestuário Tekware™, uma coleção especificamente desenhada para proporcionar conforto e funcionalidade aos escaladores, montanhistas, corredores de aventura e amantes de esportes ao ar livre. Além disso, o logotipo da marca, inspirado no Half Dome (um granito monolítico localizado no parque nacional de Yosemite na Califórnia) começou a ser usado com frequência por atletas de todas as modalidades. Outra razão para o sucesso da marca foi a qualidade e estilo de suas roupas esportivas, o chamado “wilderness chic”, algo como “aventureiro chique”, que caíram no gosto de jovens universitários, o que fez as vendas dispararem e a THE NORTH FACE passar a desfilar suas roupas e acessórios também em ambientes urbanos.
   

A marca também lançou sua própria linha de calçados no final da década de 1990, composta por tênis para caminhada e corrida em trilhas, ampliando assim ainda mais seu portfólio de produtos. Em 2000, a marca THE NORTH FACE foi adquirida pela VF Corporation, um dos maiores grupos têxteis do mundo, proprietária de grifes como Vans (conheça essa outra história aqui), Timberland (saiba mais aqui) e Kipling (conheça essa história aqui). Desde então, a marca se espalhou por todos os cantos do planeta, inaugurando inúmeras lojas próprias e incrementando sua linha de produtos com muitas novidades e novas tecnologias, atingindo um público mais amplo, que ia muito além dos amantes e praticantes de atividades ao ar livre.
  

O resultado dessa expansão internacional da marca culminou no mês de maio de 2009 com a inauguração de sua primeira loja no Brasil, localizada no Shopping Morumbi, na capital paulista. A unidade possuía 140 m² e uma câmara climatizada em baixas temperaturas para que os clientes pudessem testar os produtos antes da compra, conferindo assim a máxima proteção que eles ofereciam em escaladas e esportes ao ar livre em locais de baixas temperaturas. Entre a lista de mil itens vendidos, apenas 10% eram de equipamentos de esportes no gelo, como hóquei, snowboard e patins. O restante era de roupas para ginástica, mochilas, tênis, além das famosas jaquetas e camisas pólo da grife. Além disso, o detalhado planejamento ajudou na escolha de equipamentos e artigos ligados aos esportes de aventura ao ar livre praticados sob o calor do verão, como montanhismo e canoagem. O sucesso da loja foi tamanho, que mais de uma dúzia de unidades (três delas no conceito outlet) foram inauguradas no país nos anos seguintes.
  

Além do Brasil, a empresa expandiu a marca, nos anos seguintes, para outros países latinos, como Guatemala, Venezuela, Costa Rica, Peru, Chile, Colômbia e Equador. A THE NORTH FACE constantemente procura novas maneiras de reduzir o impacto e trazer mudanças positivas para o meio-ambiente. Através da sustentabilidade, a marca desenvolveu a Denali Jacket. Feita com materiais recicláveis e renováveis, utilizando 90% de resíduo pós-industrial e 10% de resíduo pós-consumo, essa durável jaqueta ajuda a diminuir o fluxo de materiais que vão para os aterros. Em 2016, a THE NORTH FACE completou meio século dedicado à criação de equipamentos que fazem parte da rotina e da vida de qualquer apaixonado por neve, montanha e vida outdoor.
  

Nos últimos anos a marca passou a investir em collabs, e em janeiro de 2021 foi anunciada a colaboração entre a Gucci (conheça essa outra história aqui) e a THE NORTH FACE, que celebrava o espírito de exploração. A coleção era composta por roupas - femininas e masculinas -, acessórios, calçados, malas e também barracas e sacos de dormir - uma referência à marca americana de artigos para atividades ao ar livre. Todas as peças (incluindo equipamentos) tinham inspiração e referência aos designs originais da THE NORTH FACE nos anos de 1970. Além das peças combinarem o estilo de ambas as marcas, outro ponto importante da coleção foi a sustentabilidade, já que as malas foram confeccionadas com o tecido Econyl, um náilon proveniente de materiais regenerados (como redes de pesca). A collab com a marca italiana fez tanto sucesso que uma segunda colaboração foi lançada em 2022.
  

Atualmente, os 25 mil produtos de seu portfólio são fabricados em 37 lugares diferentes (incluindo Vietnã, China, Bangladesh, Estados Unidos, Turquia, Camboja, El Salvador e Jordânia). Todos eles, desde uma simples camiseta até as jaquetas com sistema de rastreamento para avalanche, são testados na sala de simulação na sede da empresa, localizada no Colorado, onde uma competente equipe de designers e técnicos em tecido transforma matérias-primas revolucionárias em materiais que aumentam a habilidade dos atletas para sobreviver e ter sucesso nas condições climáticas mais extremas e severas.
   

A THE NORTH FACE continua ultrapassando os limites da inovação para que milhões de pessoas possam ultrapassar os limites da exploração. A marca continua profundamente orgulhosa de ser a primeira escolha dos alpinistas, montanhistas, esquiadores extremos, praticantes de snowboard, corredores de resistência e exploradores mais talentosos do mundo.
  

A linha do tempo 
1969 
Lançamento do THE SIERRA, um casaco curto com capuz que se tornou um clássico da marca na estação de inverno. 
1974 
Lançamento da barraca MORNING GLORY, que pelo seu tamanho, resistência e estabilidade se tornou indispensável e fundamental em expedições com acampamentos montados na base da montanha. 
1975 
Lançamento da barraca em forma de cúpula GEODESIC, que substituiu o tradicional formato de “A”, adotado por outras marcas. Foi a primeira barraca a utilizar hastes flexíveis de alumínio na estrutura. 
1978 
Lançamento da tenda VE-24, que incorporava a máxima eficiência com o mínimo de materiais. Este design continua na linha da marca com pequenas mudanças depois de quase 50 anos. 
1985 
Lançamento da jaqueta MOUNTAIN com tecido de Gore-Tex® para proteção contra chuva. Essa jaqueta estimulou toda uma linha de equipamentos à prova de intempéries feita para expedições. Por isso, dos picos das montanhas às ruas da cidade, a Mountain Jacket mantém os exploradores secos há quase quatro décadas. 
1987 
Lançamento da tenda TADPOLE com novo formato. 
1991 
A roupa técnica de esqui STEEP TECH desenhada por Scot Schmidt é testada montanha abaixo. 
1992 
Lançamento da NUPTSE, uma jaqueta que foi a primeira a usar uma nova construção inovadora de defletor que minimizava o deslocamento para baixo e aumentava o calor. Atualmente essas jaquetas são isoladas com penas de ganso para um poderoso aquecimento sem peso. De um acampamento base no Himalaia ao centro de Manhattan, a jaqueta Nuptse tornou-se instantaneamente icônica por prosperar em condições climáticas extremas. 
Início da formação do time de atletas THE NORTH FACE constituído por alpinistas e exploradores de renome, como por exemplo, Greg Child, Conrad Anker, Alex Lowe e Lynn Hill. 
1994 
Lançamento do traje HIMALAIA, que se tornou padrão e um item básico para atletas e exploradores enfrentarem o ar rarefeito e ambientes polares. É o melhor traje para escalar picos de 8.000 metros - parte da coleção Summit Series™ e feito com penas de ganso certificadas pelo Responsible Down Standard (RDS). 
2009 
Lançamento de uma linha de mochilas que possuem compartimentos para acomodar, além do reservatório para bebidas, pequenas peças de roupas e equipamentos. Um dos pontos altos era o ajuste: em vez da fita tradicional, as alças se cruzam em um “X” na frente do corpo. Com isso, a mochila fica firme na hora de caminhar, pedalar, escalar ou correr. 
2015 
Lançamento de uma linha de jaquetas que possuem a tecnologia FuseForm, elaborada com a fusão de dois tecidos que juntos, propiciam leveza, conforto e proteção ao atleta. Composto de poliéster e náilon, as jaquetas tem design diferenciado e garantem 100% de impermeabilidade na parede superior dos modelos, além de ser leve, confortável e respirável, permitindo que a temperatura corporal não se altere durante o treino (evitando a transpiração excessiva). Eliminam assim um dilema que todo amante dos esportes ao ar livre enfrenta: manter-se protegido da chuva sem sentir muito calor durante a prática do exercício.


Investindo em tecnologia 
A marca THE NORTH FACE investe constantemente na melhoria de seus produtos através de tecnologias revolucionárias, desenvolvendo tecidos próprios e inovadores para controle de suor e regulação de temperatura durante as atividades outdoor, como por exemplo, a Thermoball™ (construída através de um aglomerado de partículas PrimaLoft®, oferece aquecimento e ultra leveza em todas as condições climáticas), GORE-TEX® (a melhor e mais inovadora tecnologia à prova d’água e vento, com alta respirabilidade e proteção. A membrana GORE-TEX® é completamente impermeável e resistente à chuva, chuva com neve e neve. Os poros minúsculos que compõem a membrana permitem que a transpiração ocorra e também evitam a entrada de água), FlashDry™ (permite que o atleta se mantenha seco, mais confortável e possa melhorar sua performance em qualquer ambiente e em diversas condições climáticas, por ter alta respirabilidade e melhorar o tempo de secagem do suor), WINDSTOPPER® (oferece máxima proteção ao vento e máxima respirabilidade, combinando o conforto de uma leve camada a uma capa resistente à água, em uma única peça) e Polartec® (conhecidos por ser a primeira camada de isolamento entre entusiastas de atividades externas durante duas décadas, esses tecidos térmicos estão disponíveis em uma variedade única de texturas e volumes, pensados especialmente para melhorar a performance em uma grande variedade de lugares e ambientes).
  

Uma de suas mais recentes inovações, apresentada em 2019, é a Futurelight, uma nova tecnologia têxtil que prometia ser o material de vestuário impermeável e respirável mais avançado do momento. A inovação utiliza um processo de “nanospinning”, que cria buracos nano-nivelados no tecido, permitindo que o ar se mova através do material, enquanto ainda mantém a impermeabilidade total. A tecnologia também permitiu à marca criar roupas de três camadas com tecidos reciclados, menos produtos químicos, em uma fábrica mais limpa e movida à energia solar. O resultado: peças mais sustentáveis.
  

A marca confia tanto nos produtos que fabrica que oferece garantia vitalícia a alguns deles. A qualidade é testada pelos próprios funcionários da empresa. Uma curiosidade: mais da metade dos 700 colaboradores pratica esportes radicais, seja na montanha ou na neve.
  

A sustentabilidade 
Como boa amante da natureza, a sustentabilidade está no DNA da marca americana. Mesmo sendo uma das maiores marcas esportivas do mundo, a THE NORTH FACE está sempre em busca de soluções responsáveis para que seus produtos sejam feitos com o menor impacto ambiental possível, agregando valor às comunidades e oferecendo roupas, calçados, acessórios e equipamentos feitos para durar por muito tempo. Por isso, a maior parte de seus produtos tem em sua composição materiais reciclados. Como grande parte deles possui poliéster em sua composição, a marca decidiu utilizar esse material proveniente de garrafas plásticas recicladas. Esta solução reduz o impacto ambiental, já que diminui a quantidade de combustíveis fósseis e água no processo de fabricação. Apesar do algodão ser um material presente em uma pequena parte de seus produtos, a THE NORTH FACE utiliza, sempre que possível, algodão orgânico.
  

Patrocinando aventuras 
Nos países em que atua a marca patrocina competições esportivas, atletas e realiza palestras e demonstrações de seus produtos. Um exemplo disso é o The North Face Explore Fund, uma plataforma de responsabilidade social criada em 2010 que visa promover atividades outdoor e de exploração através do apoio a programas e organizações sem fins lucrativos. O programa foi expandido para o Canadá em 2012, Europa em 2018 e região da Ásia-Pacífico em 2021. O fundo também é utilizado em ações para a preservação da natureza. A THE NORTH FACE também patrocina e dá total suporte para expedições de aventura em lugares inóspitos do planeta, como Himalaia, Patagônia e Antártida.
   

A marca também patrocinou, de 2007 a 2019, a The North Face Endurance Challenge, uma corrida de aventura que era promovida anualmente nos Estados Unidos e que depois ganhou uma versão latino-americana no Brasil e em outros países como China, Austrália, Peru, Itália, Japão, Canadá, Argentina e Chile. Além disso, a marca mantém em alguns países o THE NORTH FACE RUNNING CLUB, onde é possível testar os limites do próprio corpo em meio à natureza ao encarar desafios fantásticos de trail running (corrida de montanha) com a supervisão e treinamento de profissionais extremamente qualificados. O objetivo principal desse clube é proporcionar assessoria e uma experiência sensacional para quem deseja ingressar no mundo das corridas de aventura, incluindo corrida de montanha, em trilhas e corrida, de modo geral.
  

A evolução visual 
Apesar de ter sido fundada em 1966, a identidade visual original da marca foi criada somente em 1971, pelo designer David Alcorn, e cujo símbolo era uma representação do Half Dome (um granito monolítico com 1.440 metros de altura localizado no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia). Esse tradicional logotipo passou por uma pequena remodelação em 2010, quando ganhou a tradicional caixa vermelha quadrada como fundo (com o nome da marca em branco). Porém, recentemente, a marca também voltou a utilizar seu logotipo original na cor preta.
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 26 de outubro de 1966 
● Fundador: Doug Tompkins e Susie Tompkins Buell 
● Sede mundial: Denver, Colorado, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The North Face Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da VF Corporation) 
● CEO: Nicole Otto 
● Faturamento: US$ 3 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 520 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 700 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios para esportes ao ar livre 
● Concorrentes diretos: Columbia Sporstwear, Patagonia, Moncler, Canada Goose, Millet, Marmot, Mont-Bell, Eddie Bauer, Arc’teryx e Mountain Hardware 
● Ícones: As jaquetas para alpinismo 
● Slogan: Never Stop Exploring™. 

A marca no mundo 
Atualmente a THE NORTH FACE, marca líder do mercado mundial de roupas para esportes ao ar livre e esqui com faturamento anual estimado em mais de US$ 3 bilhões, comercializa sua completa linha de produto em mais de 80 países ao redor do mundo. Seus produtos são vendidos em grandes varejistas especializados e lojas esportivas. Além disso, a empresa possui uma rede própria de lojas com mais de 520 unidades espalhadas pelo mundo (mais de 170 lojas somente nos Estados Unidos e 14 no Brasil) e comércio eletrônico mais de 40 países. 

Você sabia? 
Juntas, as marcas Jansport (conheça essa história aqui), Eastpak (saiba mais aqui), Timberland e THE NORTH FACE, todas pertencentes à VF Corporation, são responsáveis por 55% das vendas de todas as mochilas comercializadas no mercado americano. 
Douglas Tompkins, um milionário ecologista e um dos fundadores da marca, faleceu no dia 8 de dezembro de 2015 em virtude de uma severa hipotermia após um trágico acidente de caiaque enquanto navegava pelo lago General Carrera, na Patagônia chilena. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Vogue, Elle, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/12/2022 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/