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30.5.12

PIRAQUÊ


Ela tem história. Suas receitas e produtos são únicos. E suas embalagens são ícones do design. Oferece itens irresistíveis que atravessam gerações de brasileiros como Queijinho, Presuntinho, Biscoito Maltado e Goiabinha. Assim é a Piraquê, cuja receita de inovação, há mais de 70 anos, tem como foco a originalidade de delícias que são presença constante a qualquer hora do dia. 

A história 
Tudo começou em 1950 no tradicional bairro de Madureira, zona norte do Rio de Janeiro, quando Celso Colombo fundou uma modesta empresa com a intenção de ingressar no segmento de biscoitos. Apesar de ser engenheiro agrônomo, a família tinha experiência nesse ramo, já que seu pai, o italiano Romeo Colombo, havia criado a Biscoitos São Luiz em 1931 - vale ressaltar que Bono, Negresco e Passatempo (saiba mais aqui) foram algumas das marcas que começaram dento da Biscoitos São Luiz -, vendida à suíça Nestlé (conheça essa outra história aqui) em 1967. A inauguração da fábrica da Piraquê aconteceu somente em 1953, onde 200 empregados iniciaram a produção de biscoitos salgados. A nova fábrica era equipada com o que havia de mais moderno na época: a máquina Vicars, com forno contínuo, quando os equipamentos tradicionais exigiam que o biscoito fosse levado em uma bandeja até os fornos. A empresa já começou a inovar logo cedo, em 1955, com o lançamento do Piraquê Bichinhos, pequenos biscoitos maltados com mel em forma de animais como elefante, girafa, urso e leão, que vinham em uma lata decorada e divertida.
   

Pouco depois, em 1957, a empresa iniciou a diversificação de sua linha de produtos com o lançamento de massas, nos formatos espaguete e talharim. Mas a história da Piraquê começaria a mudar radicalmente no ano de 1966 quando foi criado um de seus maiores sucessos: o Roladinho Goiaba (seu nome original). O delicioso produto - pequenos biscoitos delicadamente recheados de goiabada - se tornaria popular entre gerações de brasileiros e uma presença constante nas mãos de milhares de crianças durante os lanches escolares. E foi nessa época que a empresa voltou a inovar quando foi a primeira indústria brasileira a adotar o pacote como embalagem para seus biscoitos em um tempo em que eram vendidos em latas.
   

Em 1979 a empresa dobrou sua capacidade produtiva - com a instalação dos dois maiores fornos do Brasil - para atender a demanda cada vez mais crescente, especialmente dos biscoitos salgados Presuntinho (crocante e com sabor de presunto defumado) e Queijinho (no formato oval e feito com queijo parmesão), dois ícones da marca carioca lançados anos antes. Em 1980 a empresa diversificou radicalmente sua linha de produtos com o lançamento de margarinas. Essa década também foi marcada pelo aumento de sua linha de biscoitos com a introdução das versões cream crackers, waffers, maizenas e bolachas recheadas.
   

A partir de 1997 a empresa investiu mais de US$ 40 milhões na modernização de seu parque industrial, fazendo com que a produção de biscoitos e massas passasse a ser totalmente automatizada dois anos depois. Em 1999 a empresa começou a atuar no nordeste e centro-oeste, e a partir do novo milênio focou fortemente no mercado paulista, até então com participação inexpressiva em suas vendas. Em 2000 iniciou a exportação de toda sua qualidade para os Estados Unidos e Japão.
   

Nos anos seguintes a Piraquê apostou em receitas exclusivas como a bolacha de água e sal com gergelim, uma nova linha de bolachas de ervas finas e Piraquê Sport (2006), delicioso espaguete, feito de Grandur, tradição das massas italianas, com alto teor de vitaminas, ferro e carboidrato, destinado principalmente para esportistas e frequentadores de academias. O ano de 2007 foi marcado pelo lançamento de uma linha de macarrão instantâneos (disponível nos sabores galinha caipira, picanha grelhada e legumes), ampliando assim sua participação no segmento de massas. Outro lançamento de sucesso da marca nesse ano foi a linha de rosquinhas, oferecidas nos sabores chocolate, coco e leite.
  

Em 2010 a Piraquê completou 60 anos incomodando cada vez mais os grandalhões do setor. Embora a empresa crescesse em percentual bem maior que a média do mercado, a Piraquê iniciou a implantação de uma série de mudanças e modernizações. A primeira delas foi o ingresso em novas categorias de produtos que apresentassem sinergia com o segmento de biscoitos e massas, como salgadinhos, onde a marca ingressou em 2013 com o lançamento de uma linha de batatas onduladas com a marca Piraquê Carioca. Nessa época a empresa também colecionou fracassos, como o lançamento de refrescos em pó nos sabores como laranja, uva, tangerina, limão e maracujá. Pouco depois, em 2015, a tradicional linha Piraquê Maizena, que já oferecia versões como Tradicional, Vitaminada e Light, introduziu a versão “Sem Leite”, ideal para pessoas que precisam de uma dieta restritiva ou são adeptas de uma alimentação sem lactose.
   

Em 2016 a empresa inaugurou uma nova e moderna fábrica em Queimados, no Rio de Janeiro, o que ampliou sua produção em 30% e fortaleceu seu plano de expansão para São Paulo, Bahia, Paraná e Espírito Santo. Líder no mercado do Rio de Janeiro, a Piraquê vinha sendo intensamente assediada por grandes grupos nos últimos anos - sobretudo depois da morte de seu fundador, em 2012. E finalmente no dia 29 de Janeiro de 2018, a empresa cearense M. Dias Branco, cuja origens remontam a 1951, comprou a Piraquê por R$ 1.55 bilhões, ampliando assim seu portfólio de marcas, que já inclui a Adria (conheça essa outra história aqui) e a Richester, e reforçou assim sua presença na região sudeste. Sob nova gestão, os produtos da marca passaram a ser distribuídos em maior escala em todo território brasileiro. Como parte do esforço de popularizar a marca em todo o país foram lançados novos produtos como a Piraquê Cristal (biscoito levemente doce com cristais de açúcar) e o biscoito de leite maltado coberto com chocolate. Além disso a marca anunciou sua entrada na categoria de torradas com as versões Tradicional, Light, Integral e Multigrãos.
   

Em 2020 a Piraquê lançou um novo sabor do seu clássico biscoito de leite maltado, desta vez com cobertura de chocolate. Apelidado de “Biscoito da vaquinha”, o produto já oferecia as versões Leite Maltado Light, Leite Maltado Chocolate e Leite Maltado com Coco. Além disso, sempre pensando em proporcionar uma excelente experiência de consumo com praticidade, a Piraquê lançou os biscoitos salgados com a proposta on the go. Batizados de Personal Crackers Piraquê, nas versões tradicional e integral, foram oferecidos em embalagens de 138g, contendo, cada uma, seis pacotes de 23g para consumo individual.
   

Em 2021 a marca ampliou seu portfólio de salgadinhos com a linha Comida di Buteco, inspirada nos sabores clássicos dos botecos como pão de alho, pimenta e calabresa. A criação foi resultado de uma ação de co-brand com o Comida di Buteco, concurso gastronômico que elege os melhores botecos do Brasil. O ano também contou com o lançamento dos salgadinhos de batata em três sabores: Original, Churrasco e Cebola e Salsa. Em 2022, a Piraquê continuou ampliando seu portfólio com o lançamento de uma nova linha de wafers com quatro camadas de recheio, os cookies com gotas de chocolate e a versão recheada do clássico Biscoito Leite Maltado (nos sabores doce de leite, chocolate com avelã e chocolate maltado). Já em 2023 as novidades foram o Biscoito Leite Maltado Black (derrete na boca e tem sabor intenso de cacau) e uma nova linha de salgadinhos salgadinho de trigo nos sabores Filé Aperitivo, Pepperoni e Anéis de Cebola.
  

Uma pesquisa constatou que a originalidade é, de fato, um dos principais atributos de Piraquê, ancorado nas icônicas embalagens e, principalmente, nas receitas de produtos originalmente criados pela marca carioca, que são impossíveis de imitar, como a Goiabinha (com sua casquinha crocante e o recheio de fruta bem cremoso), o Biscoito de Leite Maltado (com textura e sabores únicos, que não dá para ser copiado), além do Cracker de Gergelim e os salgadinhos, Presuntinho e Queijinho, com receitas originais que atravessam gerações com milhares de fãs espalhados pelo Brasil.
  

A qualidade 
A PIRAQUÊ sempre manteve um alto controle na qualidade de suas matérias-primas. Por exemplo, o gergelim utilizado em bolachas Cream Cracker é importado da Espanha. Já a Goiabinha (um dos produtos mais vendidos pela marca) leva goiabada de verdade, e não polpa, como muitos dos produtos similares. Quem conheceu a fábrica da Piraquê do Rio de Janeiro nos anos de 1950 não imaginaria que hoje em dia toda sua produção de biscoitos, massas e salgadinhos é controlada por computadores. Dessa forma, não há contato humano na produção, garantindo um alto nível de higiene em todo o processo. Alta tecnologia também no laboratório de controle de qualidade, desde a matéria-prima até o produto final. Tudo isso para garantir que o produto chegue fresquinho a mais de 70.000 pontos de venda espalhados por todo o país.
     

O design icônico 
Dentre os principais ícones da Piraquê está o design de suas embalagens, cuja característica é a repetição de elementos gráficos. As embalagens de biscoitos, salgadinhos, assim como as massas, as pinturas de caminhões e até mesmo o logotipo se destacaram ao longo dos anos pela originalidade. E toda essa comunicação visual da marca foi criada e desenvolvida na década de 1960 pela artista plástica brasileira Lygia Pape (imagem abaixo). As icônicas e psicodélicas embalagens se tornaram um divisor de águas no segmento. Afinal o uso do espaço e a forte geometria, além da repetição de elementos gráficos, tornaram as embalagens dos produtos Piraquê reconhecidos facilmente pelos consumidores. Vale ressaltar que Lygia aplicou no design das embalagens da marca todos os princípios de Gestalt, de geometria sensível e de “obra aberta” que nortearam as obras de arte do período.
  

Em 2009 a Piraquê resolveu reformular todas as embalagens de seus produtos (imagem abaixo), que adotaram um design mais moderno e atual. Muitos consumidores, assim como artistas e especialistas em design, criticaram a mudança no visual por considerarem o trabalho feito por Lygia Pape simplesmente impecável e imutável, tanto pela capacidade de chamar a atenção quanto pela sua relação íntima com a arte. Em 2018 a marca investiu mais uma vez na renovação do design das embalagens, porém sem deixar de lado a característica de repetição.
  

Acompanhe na imagem abaixo a evolução da embalagem ao longo dos anos do principal produto da marca, o Roladinho Goiabinha.
  

A comunicação e o marketing 
Apesar de na década de 1990 a atriz Regina Casé ter estrelado comerciais endossando produtos da marca, a Piraquê só começou a investir mais pesado em marketing e comunicação a partir de 2016. Foi quando a marca lançou “O Mundo Pira”, uma série de filmes produzidos em stop motion, que ao contrário dos modernos 3D, é uma técnica que utiliza bonecos de verdade fotografados centenas de vezes, criando assim o movimento. Produzida especialmente para a Piraquê, a campanha lançou os carismáticos personagens PIRA (um garotinho sonhador) e CAPI (uma divertida capivara), que se transformaram em um enorme sucesso entre as crianças.
  

Os filmes (assista um deles abaixo), mostravam os devaneios aventureiros de Pira - acompanhado por sua inseparável mascote Capi - que sempre terminavam com sua mãe lhe chamando com a fala “Pira!” e ele respondendo “Que”, fazendo-o voltar à realidade. A campanha, que apresentava os produtos da marca de uma forma lúdica e divertida, durou três anos e teve 5 filmes e dezenas de vinhetas para as redes sociais.

   

Em 2019 a Piraquê resolveu resgatar e transformar o icônico design de repetição das embalagens de seus produtos - como Presuntinho, Leite Maltado, Goiabinha e Gergelim - em estampas para roupas e acessórios com o lançamento da coleção Piraquê Wear, que contava com peças como bermudas, camisas, blusas, meias, lenços e até pochetes e mochilas. A ação começou com a cantora Duda Beat usando a estampa da marca em um show, na cidade do Recife. Em seguida, o influenciador John Drops reproduziu o figurino com embalagens da bolacha. O criador de conteúdo foi escolhido para estrelar o catálogo da linha de roupas da marca. Com o mote “A receita é ser original”, a ação fazia parte da plataforma que pretendia rejuvenescer a imagem de Piraquê.
  

Em 2022 a marca soube transformar em campanha um burburinho que começou nas redes sociais. Isto porque um antigo anúncio da Piraquê, de 1967, com um garotinho, foi resgatado e comparado com uma foto do cantor Zeca Pagodinho quando era criança. Vários pessoas acharam que, devido à semelhança de ambos, poderia se tratar do próprio Zeca. O movimento nas redes sociais foi tamanho, que o cantor veio a público esclarecer que não era ele. E aproveitou para pedir “recebidos” de Piraquê, revelando ser fã da marca carioca. A Piraquê não perdeu tempo e, atenta às conversas que permeiam as redes sociais, convidou Zeca Pagodinho à posição de Mestre de Originalidade da marca, que firmou a parceria de imediato. E dessa parceria resultou o Biscoito Duplo Maltado (que surpreende com um toque ainda mais intenso).
   

Ainda em 2022 a Piraquê promoveu uma ação genial. É normal que, ao entrar em um site, sejamos impactados por um aviso legal a respeito de aceitar ou rejeitar cookies, uma tecnologia para rastrear a jornada online do usuário. Na ação a marca propôs que, ao invés de aceitar ou rejeitar os cookies tecnológicos, o público aceite os novos cookies da marca. A ação “Aceita Cookies Piraquê” aconteceu em parceria com o portal UOL (conheça essa outra história aqui) e Ingressos.com, adicionando ao aviso sobre os cookies de terceiros do navegador pela oferta de cookies com gotas de chocolate de verdade da Piraquê. Ao aceitá-los, o usuário era direcionado para página promocional na qual preenchia um cadastro e ganhava um sampling do produto na sua casa através de um parceiro logístico.
  

De 2021 a 2023 a marca Piraquê também investiu no BBB, a casa mais vigiada do Brasil, com ações de divulgação de seus produtos no programa, incluindo festas, provas, experiências e degustações. Por exemplo, em 2021, a marca realizou uma prova ao vivo entre os participantes. Durante a transmissão, um QR-Code foi exibido na tela e levou milhares de espectadores instantaneamente para a Landing Page do projeto. Lá os visitantes podiam escolher combos promocionais, e então, eram direcionados para as lojas parceiras onde realizavam a compra. Em 2023 a Piraquê também lançou a primeira campanha da marca com Ludmilla, que ao ritmo de um dos seus sucessos - o hit “Socadona” - divulgava a linha de Biscoitos Leite Maltado.
  

A evolução visual 
O icônico logotipo da marca Piraquê passou por reformulações ao longo dos anos. A primeira remodelação ocorreu na década de 1960 quando a artista plástica Lygia Pape criou o logotipo que ficaria tão associado a marca. Em 2009 o tradicional logotipo foi modernizado, ganhando traços mais atuais e um melhor destaque. O atual logotipo foi adotado em 2017 e apresentou uma nova tipografia de letra.
  

O logotipo da marca também pode ser aplicado sob um fundo verde, na vertical e na versão oval (usada nas embalagens dos produtos).
  

Os slogans 
A receita é ser original. (2019) 
Isso tem um Quê de Piraquê. (2022) 
Puro gostinho de infância. (2018) 
Piraquê. Como Sempre Piraquê. (2014) 
Você compra é pelo sabor. (2006) 
Piraquê, a única 100% Piraquê. (1992) 
Piraquê é Piraquê desde que você era bebê. (anos de 1990) 
Piraquê é a deliciosa solução. (1967) 
A diferença está na qualidade. (anos de 1960) 
Biscoitos Piraquê, cada tipo… uma tentação. (1955)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1950 
● Fundador: Celso Colombo 
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: M. Dias Branco S/A Ind. e Com. de Alimentos 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior 
● Faturamento: R$ 800 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Biscoitos, massas e salgadinhos 
● Concorrentes diretos: Mabel, Marilan, Triunfo, Aymoré, Tostines, Club Social, Bauducco, Adria, Renata, Petybon e Barilla 
● Ícones: O Roladinho Goiabinha 
● Slogan: A receita é ser original. 
● Website: www.piraque.com.br 

A marca no mundo 
A Piraquê comercializa uma completa linha de produtos, que inclui mais de 90 itens entre biscoitos (doces, recheados e salgados), massas e salgadinhos, nos principais estados brasileiros com faturamento anual estimado em US$ 800 milhões. Atualmente a Piraquê, que possui duas unidades fabris, é líder de mercado no estado do Rio de Janeiro com uma fatia de 40% em biscoitos amanteigados e maizena e 25% no segmento das massas. 

Você sabia? 
● “Piraquê” é um termo de origem Tupi que significa “entrada de peixe”, através da junção dos termos pirá (peixe) e iké (entrar). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Forbes, Isto é Dinheiro, Exame, Embalagem Marca e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 10/6/2024 

O MDM também está no Instagram. www.instagram.com/mdm_branding/

10.6.11

PETYBON


Do tradicional “espaguete da mamma”, passando pela macarronada de domingo até as receitas mais incrementadas e contemporâneas, o macarrão é um dos pratos preferidos dos brasileiros e a PETYBON é uma das escolhas preferidas de milhões de consumidores que tem prazer em fazer receitas com toques especiais. 

A história 
Sua história teve início em 1937, pelas mãos da tradicional família Matarazzo, de origem ítalo-brasileira e proprietária do Grupo Matarazzo, que resolveu fabricar no Brasil biscoitos e massas compatíveis em termos de qualidade com os produzidos na Itália. Os produtos PETYBON faziam parte do extenso portfólio de marcas do maior conglomerado da época: as Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo. A PETYBON foi conquistando prestígio ao longo de sete décadas dedicadas à produção de biscoitos, que hoje não são mais produzidos, e massas com formatos diferenciados e de alta qualidade. As latas de biscoito PETYBON com decoração natalina, por exemplo, se transformaram em um presente tradicional nos finais de ano. E o espaguete, graças a uma campanha publicitária bem sucedida se tornou um enorme sucesso. Anos depois, em 1979, a Matarazzo se associou com a Hershey, gigante americana do setor de alimentos, para, juntas, criarem uma empresa fabricante de massas, biscoitos, margarinas e achocolatado líquido, que passaram a estampar a marca PETYBON.


Em 1982, a marca decidiu trabalhar de forma mais intensa a sua linha de massas. Foi quando surgiu a campanha publicitária que popularizou o slogan “Petybon, o macarrão da mamma”. Em 1986 a multinacional Bunge adquiriu a marca e criou a empresa Petybon S.A. Desde então, sua trajetória foi marcada por uma série de parcerias e joint-ventures com indústrias internacionais para troca de experiências e tecnologias, como a Mapiant (Itália), a Barilla (Itália) e a BSN (francesa), todas posteriormente desfeitas. Essas associações, no entanto, tornaram-se ingredientes essenciais para a construção da marca, bem como para a introdução de inúmeras novidades no mercado nacional de massas com a chancela PETYBON, como a lasanha pré-cozida, lançada em 1989 e que oferecia praticidade e rapidez no preparo do prato por permitir que o produto seco fosse levado direto ao forno. Em 1990, a PETYBON tomaria a decisão estratégica de concentrar seu foco em massas e biscoitos. Com isso, a linha de achocolatados foi desativada e, no ano seguinte, a linha de margarinas da fábrica de São José dos Campos chegou ao fim.


Nessa época, a PETYBON era a segunda maior fabricante brasileira no segmento de massas, com volume de vendas de US$ 41 milhões e quatro fábricas, localizadas nas cidades de São José dos Campos, Mauá, Goiânia e Joinville. Essa história ganhou ainda mais importância quando a PETYBON, que já era extremamente popular entre as donas-de-casa intensificou suas ações de divulgação com promoções, filme e anúncios publicitários. Uma receita aparentemente simples, mas muito eficaz, que resultou em um incremento de 42% de sua produção de massas. Com isso, em 1992, a PETYBON relançou sua linha de massas, resgatando o tradicional slogan da marca “macarrão da mamma”. Além disso, a marca colocou no mercado a massa caseira. Essa linha procurava atender o consumidor que apreciava uma massa mais artesanal, mais soltinha e que absorvia bem o molho.


Pouco depois, no final de 1998, a marca lançou a linha Grano Duro (embalagem verde) com quatro tipos de massa: spaguetti, fusilli, penne e gnocchetti. Essa linha é elaborada a partir da farinha de trigo durum, que é mais consistente e rica, o que a torna naturalmente al dente. A tecnologia da empresa, aliada à qualidade da matéria-prima, colocou essa nova linha nos mesmos níveis de qualidade e sabor das melhores marcas italianas de macarrão al dente. Com esse lançamento, a PETYBON ocupou a terceira colocação no ranking das maiores fabricantes de massas do país.


Em 2000 a PETYBON investiu US$ 5 milhões no desenvolvimento de novos produtos e no marketing. Isto permitiu que no ano seguinte ocorresse o lançamento de mais três variedades de macarrão para sopas da linha Grano Duro: risoni, conchigliette e capelli d’angelo. Ainda no final desse ano a marca lançou a linha Grano Duro Colori, nos formatos penne e fusilli. Esse lançamento proporcionou mais opções aos consumidores e agregou maior peso à linha Grano Duro que, em dois anos, dobrou sua participação no mercado. A partir de dezembro de 2003, após um acordo com a Bunge, a PETYBON passou a fazer parte do portfólio da empresa J. Macêdo, considerada uma das principais indústrias de alimentos do país e proprietária de marcas como Dona Benta (farinhas, fermentos, misturas para bolos e massas) e Sol (farinhas e misturas para bolos).


Esta mudança foi essencial para que a marca PETYBON passasse a atuar em categorias premium e com formatos diferenciados, atendendo os consumidores que gostam de preparar pratos com toques mais requintados nas refeições. Esse novo posicionamento premium começou a ser trabalhado em 2008 com o lançamento da linha Especialidades (massas para serem recheadas como caneloni, lasanha e conchiglione) e com as mudanças nas embalagens dos produtos. Os lançamentos mais recentes da marca aconteceram em 2013 e incluem os cortes Ninho e Fusilli da linha Integrali, bem como as opções de Lasanha Direto ao Forno, Integral e Verde com espinafre.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Por exemplo, em 2008, quando o logotipo ganhou uma tipografia de letra mais encorpada e moderna, e adotou um fundo na cor verde-escura (antes era vermelha). Mais recentemente, em 2014, esse logotipo foi remodelado reforçando a imagem moderna e sofisticada e posicionamento gourmet de sua linha de produtos.


Os slogans 
Crie um momento gourmet. (2014) 
O gourmet do dia a dia. (2009) 
Prazer em fazer. 
Petybon, o macarrão da mamma. (1982)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1937 
● Fundador: Família Matarazzo 
● Sede mundial: Fortaleza, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: J. Macêdo S/A 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Luiz Henrique Lissoni 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Massas 
● Concorrentes diretos: Adria, Renata, Piraquê, Barilla, Santa Amália, Mezzani e Isabela 
● Slogan: Crie um momento gourmet. 
● Website: www.petybon.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a PETYBON, disponível em todo território nacional, atua nos segmentos de massas com ovos, grano duro, integrais e lasanhas, além de formatos especiais, oferecendo uma linha completa para quem tem prazer em ousar e surpreender na cozinha. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

Última atualização em 29/3/2017

17.7.10

DE CECCO®


Autêntica e tradicional massa italiana de qualidade superior. Assim pode ser definida a marca De Cecco®, que há mais de um século produz massas e molhos que deixam qualquer receita com o sabor único da tradicional culinária italiana. E através de um processo cuidadoso de produção é capaz de fabricar massas que parecem feitas em casa pelas típicas mamas italianas. 


A história 
As origens desta história se encontram na época anterior à unificação da Itália, quando no ano de 1831 em Fara San Martino, uma pequena vila situada aos pés do maciço de Maiella na região de Abruzzo, Nicola Antonio De Cecco iniciou a produção da melhor farinha de trigo da região e, em pouco tempo, a melhor da Itália. Don Nicola, como era conhecido, passou seu conhecimento para o filho, Filippo Giovanni, o que possibilitaria a fundação do Pastificio De Cecco em 1886, cujo objetivo era a produção de massas de altíssima qualidade utilizando a excepcional farinha. A empresa se beneficiou de todos os recursos naturais que disponibilizava a região de Abruzzo para desenvolver um método único de produzir macarrão, através de um trabalho meticuloso - quase artesanal - cujo resultado era uma massa especial, que permitia uma maior absorção dos molhos. Nessa época o complexo fabril da De Cecco® incluía um moinho, uma fábrica de produção de massas e um “showroom” de 100 m², este último utilizado para a fase de secagem.
   

A fábrica foi rapidamente equipada com amassadeiras e prensas operadas por energia hidráulica, mas a capacidade de produção era significativamente limitada pelo clima rigoroso da região, que prolongava o tempo de secagem. Para resolver esse problema, já em 1889 Filippo Giovanni combinou antigas tradições artesanais com as brilhantes ideias de engenharia, e implantou o método de “secagem lenta a baixa temperatura”. Esse método revolucionário, sempre usando o melhor grânulo duro do trigo, utilizava água puríssima que brotava direto da fonte a uma temperatura de 8° C e secagem à baixa temperatura ambiente, superando assim o problema de que a produção dependeria das condições meteorológicas, já que até aquele momento as massas eram secadas ao sol. Graças a essa ideia brilhante, a De Cecco® começou a abrir novas oportunidades de mercado, iniciando um novo ciclo de negócios ao produzir massas excelentes e inimitáveis.
   

Nessa época, as exposições internacionais representaram uma oportunidade preciosa para permitir à empresa sair da realidade limitada de Abruzzo, estabelecendo-se gradualmente em outros mercados. E não demorou muito para que as massas que carregavam o sobrenome De Cecco estivessem presentes em milhões de pratos de famintas famílias italianas. A alta qualidade de suas massas também possibilitou que a empresa iniciasse a exportação de seus produtos. Com isso, em 1893 as massas De Cecco® já eram extremamente populares entre os milhões de imigrantes italianos nos Estados Unidos e a empresa começou à exportá-las regularmente em 1904. Além disso, em 1914 as massas começaram a ser exportadas também para a Argentina.
  

A Primeira Guerra Mundial trouxe enormes dificuldades para a empresa. Por exemplo, em 1915 quando foi forçada a recusar grandes encomendas provenientes de seus clientes estrangeiros e a interromper repetidamente a produção por longos períodos. Nesse difícil contexto, nem mesmo as encomendas que conseguiu obter do Governo Italiano em 1917 para o fornecimento de massas ao exército tiveram grande importância. Com o fim do conflito, o mercado italiano de massas começou a se recuperar a partir de 1920, quando as restrições à produção e comercialização foram abolidas, possibilitando a De Cecco® se reconectar com seus clientes no exterior. Em 1927 iniciou-se uma nova fase na história empreendedora da De Cecco® com a inauguração da fábrica de Pescara, um imponente complexo de seis andares, equipado com grandes salas de secagem e embalagem.
  

A segunda metade da década de 1930 assistiu a consolidação definitiva da empresa nos mercados nacional e internacional, com exportações para a Europa - Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Suíça - e continente americano. Após o fim da Segunda Guerra Mundial a fábrica teve que ser completamente reconstruída em virtude das destruições causadas pelos bombardeios alemães. Apesar das dificuldades, a De Cecco® retomou a produção de suas massas de qualidade. A alta demanda gerada pelo período pós-guerra levou a empresa a inaugurar em 1950 uma segunda fábrica na cidade de Pescara. Neste período a empresa deu atenção especial ao mercado exterior, exportando seus produtos para muitos outros países. Com o crescimento da empresa e de seu mercado ocorreu também a diversificação dos tipos de massas, como por exemplo, massas longas em forma de ninhos, massas para sopas e feitas com ovos.
   

No início dos anos de 1980 ocorreu a inauguração de outra moderna fábrica na cidade de Fara San Martino, fazendo com que a capacidade produtiva dobrasse de tamanho. Em 1986 a empresa italiana iniciou a criação de sua própria rede de venda e distribuição em resposta a sua enorme evolução no mercado. Além disso, lançou a linha de massas integrais, levando à mesa todo o bem-estar de uma dieta rica em fibras. Este ano também foi marcado pela diversificação de sua linha de produtos com o lançamento dos primeiros azeites extra virgem com a marca De Cecco®, seguindo pouco depois por uma linha de vinagres. E o sucesso dessas diversificações fez com que a De Cecco® introduzisse, com grande êxito, nos anos de 1990, uma linha de derivados de tomate, como polpa, purê e molhos prontos.
  

Em 2006 uma nova linha de molhos prontos a base de tomate - criada em colaboração com o chef mundialmente famoso Heinz Beck - foi lançada no mercado e hoje está disponível nas versões Siciliano, Basilico, Arrabiatta, Napolitano e Bolognesa. Nos anos seguintes a De Cecco® continuou a ampliação de seus produtos com o lançamento de uma linha de arroz arborio para risotos, uma linha de massas orgânicas (obtida apenas com métodos naturais e respeitando os padrões europeus para a agricultura orgânica) e até uma linha Gourmet, composta por massas como o Spaghetti Lunghi, Casereccia e Spagnette Abruzzesi. Em 2014 a marca italiana ingressou no mercado de produtos panificados com a introdução de bolachas crackers, grissinis e pães.
   

Outra novidade foi a estreia da linha de massas especiais, onde a apreciada sêmola de grão grosso se une ao macio espinafre em folhas e ao tomate 100% italiano para dar vida a pratos ricos de gosto e cores. Em 2019 a marca lançou a pasta 7 Cereali, um produto único, rico em sabor e naturalmente fonte de fibras, proteínas e fósforo. Sempre atenta as tendências de mercado, em 2020 a De Cecco® lançou sua linha de massas sem glúten.
  

Atualmente a De Cecco® figura entre as marcas mais conhecidas da Itália e está tão presente na cozinha tradicional do país que é percebida como ícone de qualidade e sabor atribuído a comida italiana no mundo inteiro. Afinal, através de uma rica e inovadora história centenária, a De Cecco® se esforça para levar para as mesas do mundo inteiro o prazer autêntico da cozinha italiana, com grande responsabilidade e sem compromissos. Esse é o modo de fazer as coisas certas Alla De Cecco®, que se tornou sinônimo de qualidade e do prazer italiano de comer bem em todo o mundo. 



As tradicionais massas 
Assim como no passado, tudo nasce de uma profunda paixão e uma busca incansável pela perfeição, pela qual a De Cecco® é considerada uma especialista em massas de alta qualidade. Oferecendo mais de 120 formatos e tipos de massas, que são produzidas seguindo uma tradição secular: 
1. Utiliza apenas o grão grosso, único capaz de fazer com que a massa tenha sempre consistência, não quebrando depois do cozimento. A De Cecco® escolhe o trigo italiano pelo sabor, os trigos californiano e do Arizona pela quantidade e a qualidade das proteínas que deixam a massa “al dente”, firme e elástica, tornando-a única. 

2. Utiliza água pura, em uma temperatura constante de 15° C, o que é ideal para se fazer uma boa liga com o trigo, resultando em uma ótima amassadura.

3. Os cortes são feitos com trefilas de bronze (e não de Teflon como em outras fabricantes), o que deixa certa rugosidade na massa, aumentando assim seu sabor e aumentando a aderência do molho.

4. A secagem é lenta, a uma temperatura muito semelhante ao ambiente, o que prolonga o tempo de duração da massa.
  

A evolução visual 
O principal símbolo da De Cecco®, registrado oficialmente como marca em 1952, é uma jovem camponesa da região de Abruzzo com trajes típicos e carregando fardos de trigo.
  

Ao longo dos anos o logotipo da De Cecco® passou por algumas remodelações. Com a abreviação do nome da marca apenas para De Cecco®, em 1993 foi adotado um novo logotipo, mais colorido, com novo tipografia de letra e um design mais realista e detalhista da tradicional camponesa de Abruzzo. Em 2022 o logotipo passou por uma remodelação radical, que apresentou um novo formato, tom de azul mais claro e limpo e um modernizado visual para a camponesa.
  

Pouco depois, ainda em 2022, após uma minuciosa e cuidadosa pesquisa - histórica, jurídica, científica e arquivística - certificando que desde 1831 Don Nicola De Cecco produzia “a melhor farinha da região de Abruzzo” no seu moinho de pedra, a marca resolveu corrigir essa data em seu logotipo. Devido a isso foi feita uma modificação no logotipo, substituindo a expressão “Dal 1886” por “Mugnai dal 1831” (que significa “Moleiros desde 1931”).
   

Os slogans 
De Cecco®. Rigirosamente. (2018) 
Di De Cecco® ce n’è una sola. (2011) 
De Cecco®. The one and only. (2008) 
Some pasta just tastes better! (2006) 
There’s only one De Cecco®.
  

Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1831 
● Fundador: Nicola Antonio De Cecco 
● Sede mundial: Fara San Martino, Abruzzo, Itália 
● Proprietário da marca: F.lli De Cecco di Filippo - Fara San Martino S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Filippo Antonio De Cecco 
● Faturamento: €640 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 1.000 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Massas, molhos prontos, azeites, farinhas e vinagres 
● Concorrentes diretos: Barilla, Divella, Baronia, Delverde, La Molisana, Rummo, Garofalo, Voiello, Buitoni, Bertolli, Filippo Berio, Colavita e Monini 
● Ícones: A camponesa com fardos de trigo 
● Slogan: Di De Cecco® ce n’è una sola. 
● Website: www.dececco.com/br_br/ 


A marca no mundo 
Atualmente a De Cecco®, segunda maior produtora de massas da Itália atrás somente da Barilla (conheça essa outra história aqui), e terceira do mundo, comercializa em mais de 80 países ao redor do mundo uma completa linha de produtos, que engloba desde massas, farinhas, arroz arborio, polentas, molhos prontos, vinagres, azeites, além de itens panificados. Com faturamento anual estimado em €640 milhões, os maiores mercados da marca são Itália e Estados Unidos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 8/8/2024 

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23.6.10

DONA BENTA


A Dona Benta faz parte da vida de milhões de brasileiros. Uma marca passada de geração para geração, que remete ao gostinho caseiro e ao amor de mãe. Afinal, uma receita é muito mais do que ingredientes, medidas e modos de preparo, são histórias, carinho e afeto em forma de comida, é uma prova de amor, são memórias, é alma e cultura, é Dona Benta. 

A história 
A história da marca começou a ser construída na década de 1960 quando a J. Macêdo, empresa fundada na cidade de Fortaleza no ano de 1939 por José Dias Macêdo, resolveu expandir sua área de atuação com a aquisição de quatro moinhos - Moinho Atlântico (Niterói), Moinho Nordeste (Maceió), Moinho Salvador (Salvador), Moinho Fama (Santos) - e sete marcas de farinha de trigo (Fortaleza, Flor do Atlântico, Baisa, Jangada, Famosa, Nena e Fama). Em 1979, a empresa optou por substituir todas essas marcas regionais por uma única que tivesse força nacional e lançou no mercado brasileiro a farinha de trigo Dona Benta. A nova marca trazia ainda toda uma cultura popular brasileira narrada nas obras de Monteiro Lobato e combinada com as deliciosas receitas impressas no já célebre livro “Dona Benta Comer Bem”, principal publicação de culinária na época. Era uma combinação perfeita para alavancar a nova marca e fortalecer sua identificação com as consumidoras de todo o Brasil.
  

Rapidamente a marca Dona Benta captou as necessidades de suas consumidoras e nos anos seguintes construiu uma história de inovação com o constante lançamento de produtos diferenciados. Por exemplo, foi a primeira a comercializar em 1990 a farinha de trigo em embalagem plástica, de forma que as consumidoras pudessem enxergar a pureza do produto ainda no ponto de venda; criou em 1991 o Serviço de Atendimento ao Consumidor (Disque Dona Benta), um canal onde as consumidoras poderiam dar sugestões, reclamar e tirar dúvidas; e desenvolveu, em 1993, a primeira farinha de trigo com fermento do mercado, cujo objetivo era facilitar a preparação das receitas, uma demanda das consumidoras por praticidade em função da correria da vida moderna.
  

Até o final da década de 1990, a marca Dona Benta tinha como principal item de seu portfólio a farinha de trigo. Como a farinha é um produto “comoditizado”, dificilmente conseguiria agregar algum valor pela marca. Foi justamente com esse cenário, que a Dona Benta decidiu estender a sua marca para outros produtos e categorias, mas seguindo o posicionamento “O Mundo dos Quitutes do Forno”. Com isso, em 1998, deixou de ser somente a farinha de trigo Dona Benta e passou sua identidade de marca para outros produtos correlacionados no uso das consumidoras com o lançamento de misturas para bolos (bastava acrescentar água e fermento biológico seco e levar ao forno), massas (ovos e sêmola) e fermentos (biológico e químico em pó). Com o lançamento de sua linha de misturas para bolos, a marca revolucionou o segmento ao utilizar embalagens plásticas que permaneciam em pé nas prateleiras (stand up pouch), mais econômicas e de mais fácil manuseio para as consumidoras; bem como ao desenvolver uma mistura com a clássica receita de bolinhos de chuva, resgatada dos cadernos de receitas das cozinheiras brasileiras.
  

Em 2003, a marca lançou a linha de produtos de confeitaria Dona Benta Profissional, direcionada à estabelecimentos comerciais como padarias, restaurantes, confeitarias, pizzarias e bares. Outra novidade pioneira no mercado foi o lançamento, em 2006, da Farinha de Trigo Dona Benta Reserva Especial, extraída do miolo do trigo com uma técnica diferenciada, que a deixava com apenas 0,45% de cinzas (as cinzas são resíduos da farinha, como cascas e partes não-aproveitadas do trigo), para atender aos mais exigentes padrões culinários, garantindo assim maior e melhor qualidade às produções gastronômicas como bolos, tortas, biscoitos e pães. Apesar da marca Dona Benta ser um dos melhores exemplos nacionais de extensão de marca, ainda assim, não passou incólume pelo fracasso ao lançar, em 2006, uma gelatina diet.
  

Pouco depois, em 2008, Dona Benta deu origem a uma nova linha: Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo, composta por 16 novos produtos que traziam na fórmula o exclusivo NutriMais®, uma fonte de micro-nutrientes (Ferro, vitaminas A, C e D, além das vitaminas do complexo B) que auxiliam no desenvolvimento das crianças, carregando ainda os carismáticos personagens Emília, Narizinho, Pedrinho, Saci e Visconde de Sabugosa. Com essa nova linha, Dona Benta estreou no segmento de alimentos infantis e em categorias como gelatinas e sobremesas (pudins e Maria-Mole), que combinavam perfeitamente com os demais itens de seu portfólio na elaboração de deliciosos lanches e doces. Apesar da aposta e do alto investimento, essa linha não fez sucesso e foi retirada do mercado anos mais tarde, em mais uma aposta errada da marca.
   

As novidades da marca não pararam por aí. Ainda em 2008, ocorreram os lançamentos das novas misturas para Pão Caseiro e Pão Integral, se tornando a primeira marca da categoria a utilizar trigo 100% integral na sua composição, uma excelente fonte de fibras para o dia à dia; da mistura de Bolo Salgado de Queijo, a primeira mistura para bolo salgado do Brasil; e a mistura para Pão de Queijo. Além disso, a linha de misturas para bolos também trouxe uma versão do produto à base de cereal integral, com trigo 100% integral, aveia, cravo e canela. Em 2009, a marca lançou uma linha de macarrão instantâneo nos deliciosos sabores galinha caipira, carne, galinha, quatro queijos e legumes, com 0% de gordura trans. No ano seguinte introduziu no mercado a primeira farinha de trigo do Brasil embalada à vácuo por um processo automatizado. A embalagem a vácuo trazia benefícios para os varejistas e para as consumidoras no armazenamento do produto e garantia a preservação, por mais tempo, da qualidade da farinha de trigo. A empresa levou para essas novas embalagens a Farinha de Trigo Reserva Especial e a Farinha de Trigo Integral.
   

Em 2013, a marca reingressou no segmento da panificação - voltado para estabelecimentos comerciais, como padarias, confeitarias e restaurantes - com a reestreia da linha Dona Benta Profissional, composta por 30 itens especialmente desenvolvidos para o uso profissional, como farinhas, misturas para bolo, salgados, pizza e pastel. A linha contava, ainda, com fermento e reforçador de farinha. Ainda neste ano a marca lançou a linha de misturas Dona Benta Inspirações, que oferecia receitas inéditas com bolos com textura cremosa e com flocos de morango ou chocolate na massa. Em 2016, além de conquistar o registro de marca de alto renome (concedido pelo INPI para marcas com notoriedade excepcional no Brasil), a marca lançou uma nova linha de produtos - Delícias da Dona Benta -, inicialmente composta por sabores de mistura para bolo, como brigadeiro e chocolate com morango, além de versões como brownie e petit gâteau.
  

Ainda em 2016, a marca lançou a promoção “Receita de Carinho”, cujo objetivo era levar cinco pessoas para Nova York, com direito a acompanhante, durante uma semana, para conhecer a fábrica do confeiteiro Buddy Valastro, popular confeiteiro e fundador da rede Carlo’s Bakery (conheça essa outra história aqui). Nos últimos anos, a marca vem apostando na criação e lançamento de produtos ainda mais diferenciados, como por exemplo, a linha Dona Benta Especialidades (2019), composta por farinhas diferentes para pães, pizzas e massas; novos sabores para misturas de bolo (2019), como Maçã com Canela, Banana Caramelizada e Limão Cremoso; e novos cortes para a linha de massas infantis (2024), como por exemplo, letrinhas e aviãozinho.
   

Para Dona Benta, a cozinha é tudo 
A cumplicidade existente entre a marca e suas consumidoras transcende a venda de seus produtos. Para nutrir as relações de amor e carinho da família, no ano de 1989, a marca criou a Cozinha Experimental Dona Benta, que levava o gostinho da comida caseira para as mesas dos brasileiros. Considerada referência nacional em cursos de culinária para consumidores finais, a Cozinha Dona Benta oferecia treinamentos em pontos de venda, divulgação de receitas e elaboração de livros de receitas. Era uma poderosa ferramenta de relacionamento tratada com muito carinho pela equipe de culinaristas da marca e que ostentou números bem expressivos, com a realização de aproximadamente mil cursos por ano para um público estimado em 200 mil consumidoras. Atualmente a Cozinha Dona Benta continua produzindo conteúdos digitais como dicas, aprendizado, trocas, livro de receitas online, receitas em vídeo e videocasts.
  

E como a cozinha é um ambiente importante para a marca, em 2023 foi lançada a campanha #EssaConversaVaiPraCozinha. A campanha reforçava esse espaço democrático de troca de ideias para todas e todos. Um espaço que vai muito além de um ambiente voltado só para mulheres e para o preparo de refeições. A campanha se desdobrava a partir de um minidocumentário, que valorizava a cozinha como um ambiente que aproxima pessoas, estreita relacionamentos e convida para uma reflexão sobre o compartilhamento das tarefas de cozinhar e nutrir. Além do documentário, a campanha utilizou múltiplos canais, formatos e conteúdos que se complementavam, além de ações especiais nos pontos de venda por meio da Cozinha Dona Benta, sempre com a linguagem afetuosa e calorosa da marca.
  

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por remodelações ao longo dos anos. O logotipo original, que tinha ramos de trigo, ganhou em 2008 uma nova tipografia de letra, novas cores e visual mais impactante. Em 2015 o logotipo se tornou oval com borda cuja textura remetia à renda. Em 2023 esse logotipo foi modernizado e simplificado.
  

O logotipo da Dona Benta também pode ser aplicado sob um fundo azul, cor tão associada à marca.
  

Os slogans 
Tudo que é bom leva Dona Benta. (2025) 
Sabor, carinho e tradição em cada mordida. Só pode ser Dona Benta. 
Dona do que Você Quiser Ser. (2019)
Receita com carinho e afeto. 
Receita de carinho. (2011)
  

Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1979 
● Criador: J. Macêdo 
● Sede mundial: Fortaleza, Ceará, Brasil 
● Proprietário da marca: J. Macêdo S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Irineu José Pedrollo 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Alimentos 
● Principais produtos: Farinhas, fermentos e misturas e massas 
● Concorrentes diretos: Sol, Finna, Anaconda, Renata, Famiglia Venturelli, Fleischmann, Dr. Oetker, Royal, Barilla, Piraquê e Adria 
● Ícones: O livro de receita 
● Slogan: Tudo que é bom leva Dona Benta. 

A marca no Brasil 
Hoje em dia a marca Dona Benta, comercializada em todo o território nacional através de mais de 130 mil pontos de venda, atua em diversos segmentos diferentes de mercado (farinhas de trigo, misturas para bolo, massas secas, fermentos, amido de milho e chocolate em pó solúvel) oferecendo um completo mix formado por mais de 50 produtos. A marca também atua no setor food service com produtos de panificação - farinhas, pré-misturas, reforçador e fermentos - voltados para estabelecimentos comerciais como padarias, pastelarias e pizzarias. 


Você sabia? 
● Em 2024, pelo 25º ano consecutivo, a marca Dona Benta foi líder de vendas em Farinha Tipo 1, segundo dados da ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados. 
● A personagem Dona Benta, do Sítio do Picapau Amarelo, foi imortalizada na televisão pela atriz Zilka Sallaberry. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro, Veja e Embalagem Marca), jornais (Meio Mensagem e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 22/10/2025 

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