As tradicionais botas SETE LÉGUAS apresentam características como alta resistência à abrasão, rasgamento e tração, solado antiderrapante e principalmente são confortáveis e flexíveis, ótimas para o uso diário em centenas de situações que exigem segurança. Mas o ponto forte da marca, sem dúvida, é a variedade de modelos. Elas são vistas desfilando em hospitais, cozinhas industriais, postos de gasolina, fazendas, cooperativas, na agroindústria e, mais recentemente, nos pés de crianças como acessórios de moda.
A história
Tudo começou em 1961 quando a empresa São Paulo Alpargatas, fundada em 1907, lançou no mercado a marca SETE LÉGUAS, iniciando a produção e comercialização através da bota de borracha vulcanizada (SETE LÉGUAS TRATOR), produto direcionado para o uso diário daqueles que trabalhavam na agricultura, agropecuária, construção civil e outras ocupações árduas que necessitavam uma excelente proteção para os pés. Rapidamente, era possível reconhecer em fotos estampadas, em jornais e revistas, as botas da linha Trator calçando os pés dos operários que ainda finalizavam a construção de Brasília, e dos trabalhadores do agronegócio. Alguns anos depois, em 1970, foi lançado no mercado o primeiro produto de PVC da marca SETE LÉGUAS, o modelo CAPATAZ na cor preta, seguido pela cor branca, que visava atender frigoríficos, indústrias alimentícias, laticínios, apiários, entre outros segmentos. As botas de PVC, que tinham preços mais acessíveis, ofereciam maior resistência à corrosão de alguns produtos químicos e rapidamente se tornaram presença obrigatória em vários segmentos da indústria.
Ainda nesta década, com o intuito de atender a uma faixa de mercado até então explorada somente pela concorrência (infanto/juvenil/feminina), a marca lançou a botinha TODA VIDA em 1976, inicialmente na cor preta, com uma forma e modelagem que calçavam com conforto e permitiam boa mobilidade. Com o relativo sucesso da cor preta, pouco depois, a marca lançou a botinha em outras cores como azul marinho, vermelho e amarelo, que teve excelente aceitação, inclusive por lojas sofisticadas de calçados. Esse modelo de bota foi bem aceito pelos consumidores por diversos fatores, entre os quais, a proteção para os dias chuvosos, o aspecto fashion e o fato de agradar o público infantil. Como mais uma opção de uso, em 1977, foi introduzida a bota Toda Vida com colarinho em tecido, cujas vendas foram suspensas por não terem sido bem aceitas pelo mercado. Em 1978, surgiram normas oficiais que tornaram obrigatória a adoção de equipamentos de proteção individual certificados e aprovados pelo Ministério do Trabalho. A SETE LÉGUAS obteve a certificação ao atender todas as exigências da nova regulamentação.
Em 1983 o mercado recebeu outro produto inédito e diferenciado: a SETE LÉGUAS PRO, bota bicolor com solado especial próprio para resistir a respingos de sangue, detergentes e temperaturas mais baixas, como as encontradas em frigoríficos e aviários. Nos anos de 1990 as linhas começaram a ganhar maior especialização e voltaram-se para segmentos específicos como as botas de borrachas especiais para o combate a incêndios. Já o modelo SL-Flex, botinha de PVC com cano baixo, para uso doméstico, jardinagem, laboratórios, hospitais, camping e lazer de um modo geral, foi lançado no mercado em janeiro de 2000. No ano seguinte, tendo como principal objetivo diversificar os modelos das linhas Toda Vida e SL-Flex, foi lançado, nos meses de março e abril, respectivamente, as versões em PVC Cristal e Star, onde as botas assumiam a cor do forro interno de poliéster. A linha Star levava ainda Glitter na cor prata proporcionando um visual futurista. Foi justamente a partir deste momento que a marca começou, ainda que de forma tímida, a investir no mercado de moda visando como público alvo as mulheres jovens e antenadas com o mundo fashion.
Ainda este ano a marca investiu em novas tecnologias para lançar no mercado as botas impermeáveis de PVC, com palmilhas e biqueiras de aço, batizadas de SETE LÉGUAS Tech Master, Tech Boot e Tech Term. A partir de 2006, seguindo a tendência internacional em utilizar as galochas como acessórios de moda, elas pipocaram nas passarelas brasileiras, aparecendo lindas e coloridas em desfiles importantes, como o São Paulo Fashion Week. Pouco depois, marca desenvolveu uma linha estampada baseada no que havia de mais moderno no mundo da moda. Eram 19 estampas com temas como xadrez, listras horizontais e flores, além do forro, que acrescentava ainda mais apelo estético. Confeccionadas com a mais alta tecnologia, tinham palmilha desenvolvida com matéria-prima reciclada de garrafa PET, elas não demoraram muito para ganharem as ruas de todas as cidades nos pés das mulheres e crianças mais modernas e antenadas.
Porém nos últimos anos a marca resolveu focar seus esforços somente no segmento profissional (cujas botas possuem tecnologia de ponta que garante maior durabilidade, conforto e segurança para nossas botas), mas manteve a linha infantil. Essas tecnologias são para reduzir o impacto no calcanhar, proporcionando menos fadiga no trabalho e maior conforto; proteger os pés em ambientes molhados e úmidos, garantindo impermeabilidade; resistir no trabalho ao sol ou em ambientes de alta temperatura; proporcionar maior estabilidade em terrenos com inclinação, evitando o escorregamento; eliminar micro-organismos causados pelo suor no trabalho diário; e proteger os dedos contra impactos na queda de objetos pesados ou pontiagudos. Alguns modelos ainda possuem solado com alto teor de borracha nitrílica que confere resistência para substâncias agressivas, como óleos graxos, sangue animal e produtos tóxicos.
Hoje em dia a marca SETE LÉGUAS atua em 5 diferentes segmentos de mercado: Agronegócio (calçados direcionados a cooperativas e indústrias agrícolas, pecuária, apicultura e pesca), Construção Civil (calçados direcionados a construção civil em geral), Alimentícia (calçados direcionados a abatedouros, cozinhas industriais, fazendas produtoras de alimentos e leite, frigoríficos, indústrias alimentícias e laticínios), Indústria (calçados direcionados a indústrias química e mecânica, mineradoras, laboratórios, postos de gasolina, siderúrgicas, petróleo e gás) e Infantil (galochinhas coloridas, estampadas e com personagens infantis).
O famoso jingle
No final dos anos de 1970 a marca se tornou extremamente conhecida pelo jingle:
Sete Léguas, Sete Léguas
É a bota ideal
Sete Léguas na lavoura
Sete Léguas no quintal
Quem com Sete Léguas anda
Certamente vai melhor
Dura sete vezes sete
Sete mil, setenta e sete
Sete Léguas, Sete Léguas...
Os slogans Seus pés à prova de tudo. O perigo atrai. Sete Léguas protege. (2012) Seus pés a sete léguas de qualquer perigo. (2012) Tão profissional quanto você. (2009)
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Lançamento: 1961
● Criador: São Paulo Alpargatas S.A.
● Sede mundial: São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: Alpargatas S.A.
● Capital aberto: Não
● Diretor Presidente: Márcio Luiz Simões Utsch
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: Não (presente somente no Brasil)
● Segmento: Calçados
● Principais produtos: Botas profissionais e galochas
As botas SETE LÉGUAS, presentes no mercado há mais de 50 anos e produzidas na cidade de João Pessoa na Paraíba, já venderam mais de 75 milhões de pares, sempre produzidos dentro dos melhores padrões de qualidade, procurando atender as exigências técnicas dos calçados voltados para segurança e proteção dos usuários. As variadas opções de modelos são comercializadas em todo o Brasil.
Você sabia?
● A bota Capataz foi eleita, em 2011, o produto de maior rentabilidade pelos lojistas do setor de construção civil, razão pela qual foi premiada pela revista Revenda e Construção.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
A marca OSKLEN se inspira no dinamismo da metrópole e na exuberância da natureza brasileira, dando vida a um estilo baseado na harmonização dos contrastes, unindo sofisticação e despojamento. A marca representa o estilo de vida da mulher e do homem contemporâneos, em um mundo onde convivem o urbano e a natureza, o global e o local, o orgânico e o tecnológico. E conquistou seu espaço no mercado da moda ao transformar a etiqueta “Made in Brazil” em sinônimo de sofisticação cool. Por tudo isso, a OSKLEN é apontada nos dias de hoje como a primeira marca brasileira de luxo global.
A história
A história de uma das mais modernas e badaladas marcas brasileiras de moda começou com Oskar Metsavaht (imagem abaixo), um gaúcho nascido em Caxias do Sul, em uma família de médicos que tinha por hobby a prática de esportes radicais e viagens de aventura. Seguindo o exemplo de alguns membros da família, ele também se formou em medicina. Em 1986, com 25 anos, morando no Rio de Janeiro, foi convidado a participar de uma expedição ao monte Aconcágua, o mais alto da América do Sul e localizado na Cordilheira dos Andes, para realizar pesquisas sobre o condicionamento físico de atletas naquelas condições climáticas. Eram cinco alpinistas e mais quatro repórteres e cinegrafistas do programa Globo Repórter. Oskar era o médico da equipe e, como tal, teve que se preocupar, entre outras coisas, com a roupa ideal para a viagem a uma região onde o clima era extremamente hostil. Não havendo, no Brasil, nenhum tipo de vestuário adequado ao frio extremo, ele teve que recorrer à bibliografia estrangeira para pesquisar tecidos e modelos especiais. Acabou por desenvolver um tecido (chamado de Storm Tech System), com membrana interna permeável, que permitia a evaporação do suor, mantendo o corpo seco e aquecido, ideal para prática de esportes de inverno e climas severos. Foram então feitos, artesanalmente, pouco mais de dez casacos com o tecido.
Na volta da viagem, com a repercussão televisiva, ele teve que produzir mais unidades dos casacos para atender aos insistentes pedidos dos amigos. Em 1988 foi para a França fazer um curso de especialização em Traumatologia do Esporte no Hospital Pitié-Salpetrière de Paris. Escalou o Mont Blanc (maior montanha da Europa), conheceu muitos alpinistas e também estilistas franceses. A partir daí, lançou a marca OSKLEN (mistura dos nomes Oskar, Leonardo, seu irmão, e Milene, uma antiga namorada), inicialmente para casacos de neve. Ele definitivamente decidiu trocar as agulhas de injeção pelas agulhas de costura. No dia 10 de dezembro de 1989, ele inaugurou a primeira loja OSKLEN no balneário turístico de Búzios, no litoral fluminense, investindo inicialmente US$ 7 mil em sua nova empreitada. Parecia um erro primário vender roupas para neve e esportes de inverno em uma cidade praiana. Porém, o público que frequentava os hotéis de Búzios era o mesmo que visita países com clima frio e neve. Essa foi a oportunidade percebida por ele para vender seus casacos de neve. Além dos casacos, para incrementar o mix de produtos da loja, passou a vender também mochilas, camisetas e bermudas.
O sucesso da loja em Búzios levou à abertura de uma segunda unidade, no São Conrado Fashion Mall, no Rio de Janeiro em 1991. Ainda neste ano, Oskar trouxe para o Brasil a vanguarda do estilo do snowboard e desenvolveu uma nova linha de casacos, que utilizavam tecidos de alta tecnologia. No ano seguinte, a marca realizou uma ação de marketing bastante ousada: o primeiro desfile da marca, no Golden Room do hotel Copacabana Palace, que reuniu embaixatrizes, surfistas, socialites e artistas. Seu estilo, aliado a uma coleção e edição de moda de vanguarda, fez com que os jornalistas escolhessem a grife como a melhor de moda esportiva no prêmio Rio Sul. Era o início de sucesso da OSKLEN no mundo fashion. Ao longo da década de 1990 foram vários os eventos esportivos e expedições em que Oskar participou ou promoveu, como por exemplo, no Alto Xingu, Indonésia, Amazonas, Andes, Pantanal, Alasca, Fernando de Noronha, Himalaia, Bonito, Nepal, Floresta da Tijuca e África, sempre tirando proveito desses eventos para divulgar a marca OSKLEN. Em uma delas, ao Taiti, inspirou a primeira coleção de bermudas de surfe lançada em 1996, com tecido especial (batizado de Aqualight) e estampas de hibiscos da região.
Em 1997, Oskar foi convidado pela montadora Chrysler para estilizar o interior do modelo Jeep Cherokee em uma série limitada OSKLEN em duas versões: Adventure, para esportes de montanha, e Boarding, para os de praia. Era o estilo OSKLEN migrando para outras categorias de produtos. Quando pouco ainda se falava de sustentabilidade na moda brasileira, a OSKLEN foi pioneira ao lançar, em 1998, a primeira t-shirt feita em algodão orgânico. Desde então, a empresa aumentou cada vez mais o uso de matérias-primas e processos sustentáveis na produção de suas coleções. Foi nesta época que surgiu a linha feminina da marca. Além do snowboard, a marca ampliou as coleções com produtos para surfe, trekking, skate, entre outros esportes de aventura, além da linha fashion - tudo sempre amparado por muita pesquisa em design e tecnologia têxtil. Em 2001, a Andy Warhol Foundation e a The Coca-Cola Company convidaram Oskar para reinterpretar desenhos do mestre da Pop Art americana dentro de um dos conceitos da OSKLEN: o Brazilian Soul. Para isso, ele teve a liberdade de interferir na obra do artista e nela inserir ícones do cotidiano carioca, como o coqueiro, a onda e a flor. A coleção limitada foi um sucesso internacional e hoje as peças fazem parte do acervo da Andy Warhol Foundation, em Nova York.
Se no início a marca foi reconhecida por sua qualidade internacional e pelos novos conceitos de esportes de ação e aventura somados a estilos urbanos, rapidamente a OSKLEN seguiria um caminho natural na busca pelo design inovador. Nascia assim, em 2003, a OSKLEN COLLECTION, com peças conceituais confeccionadas em seu ateliê de estilo com materiais sofisticados, acabamentos especiais e em séries limitadas. Foi neste momento que a marca passou a desfilar no São Paulo Fashion Week, maior evento de moda da América Latina, com a apresentação da coleção Surfing The Mountains. Era a marca definitivamente se estabelecendo no mundo fashion.
Há mais de dez anos a OSKLEN foi reposicionada no mercado como uma marca global. A primeira loja no exterior foi inaugurada em Portugal no mês de março de 2003. O país foi escolhido para iniciar a plataforma internacional da OSKLEN por sua proximidade cultural e linguística. Apesar da necessidade de adaptar alguns produtos por conta da cultura local dos mercados estrangeiros em que ingressava, como por exemplo, fabricar calças com pernas menores para os japoneses, a entrada da marca em outros países não precisou passar por nenhuma grande mudança. Nos últimos anos a OSKLEN vem investindo no mercado internacional, com lojas e, principalmente, representações na Europa, Estados Unidos e Ásia. Diferentemente do Brasil, onde a OSKLEN é mais conhecida por vender uma moda de surfe, “lifestyle”, no exterior tem se posicionado como uma grife de luxo, com clientes do jet set internacional.
A linha do tempo
1999
● Lançamento da primeira coleção feminina da marca.
● Lançamento da primeira t-shirt feita com cânhamo – uma fibra resistente que não utiliza produtos químicos em sua produção.
2000
● Lançamento das primeiras t-shirts de algodão orgânico com assinatura e-brigade.
2002
● Desenvolvimento da Coleção e-brigade, composta por peças confeccionadas em tecidos reciclados, trazendo estampas que difundiam pontos importantes da luta mundial pela defesa do meio-ambiente, como a Carta da Terra, a Agenda 21 e o Protocolo de Kioto. Idealizado por Oskar Metsavaht, o e-brigade é um movimento que surgiu sob o slogan “Save your Lifestyle. Act Now”. Seu objetivo era reunir ecologistas, professores, sociólogos e organizações de preservação ambiental, organizações de ação comunitária, empresas e instituições de pesquisa e ensino para combater a desinformação quanto ao desenvolvimento sustentável ambiental e social.
2004
● Lançamento da coleção de verão Golden Spirit, que celebrava toda a nobreza dos esportes aquáticos como o surfe, a natação, o nado sincronizado e o salto olímpico.
2005
● Desenvolvimento da Coleção Vento, que continha inclusive um perfume, utilizado como aromatizante nas lojas da rede.
● Lançamento da coleção de inverno Austral, onde o tema era a Patagônia.
2006
● Desenvolvimento da Coleção Neo Tropical, com peças que destacavam o exuberante clima de nosso país, através de estampas de palmeiras, aves como o tucano ou imitando as calçadas da orla da praia de Ipanema. Os acessórios foram outro destaque da coleção, com bolsas grandes em lona estampada, couro e materiais de desenvolvimento sustentável como couro de peixe e látex natural da Amazônia.
2008
● Lançamento da Coleção United Kingdom of Ipanema, que tinha como fonte de inspiração a beleza, nobreza e sensualidade natural da praia mais famosa do mundo.
2009
● Lançamento da coleção de inverno Rising. O moletom era o carro-chefe da linha, mas cedeu espaço à lã, ao náilon, ao couro vegetal (produzido a partir o látex da seringueira) e ao couro de peixe, oriundo da pele de salmão e da tilápia.
● Lançamento da mochila Skate, cheia de estilo e moderna, confeccionada em couro e desenvolvida especialmente para carregar skates.
2010
● Lançamento da coleção de verão Oceans, com peças e acessórios baseados no azul dos mares.
2012
● Lançamento da coleção de verão Royal Black, que homenageava a estética e a influência da cultura negra fazendo referência às baianas, aos pescadores e aos capoeiristas. O resultado foi uma coleção cheia de simplicidade, conforto e movimento, que são características da marca.
2015
● Lançamento da Coleção Ashaninka, um tributo criativo ao povo nativo da Amazônia, na região do Acre e Peru. Oskar e equipe estiveram na aldeia Apiwtxa por duas vezes, no processo de pesquisa e inspiração. Os royalties destinados à aldeia implementaram melhorias na escola da comunidade e compraram um terreno em Cruzeiro do Sul, no Acre, para construir uma sede da associação dos Ashaninka.
2017
● Lançamento da linha e-basics, que reúne peças básicas e atemporais que reafirmam o compromisso da marca com a responsabilidade ecológica. A linha é composta por suéteres, casacos, tênis, as clássicas T-shirts e mais outras peças, que apresentam materiais como o algodão reciclado de resíduos têxteis, o PET e os tecidos do programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que garante o cumprimento das leis trabalhistas e ambientais.
2018
● Lançamento do conceito ASAP (um acrônimo para “as sustainable as possible”), que traz para o dia a dia a urgência de agir de forma mais sustentável possível. A coleção foi desenvolvida com o maior número de processos e materiais que minimizam os impactos socioambientais, reforçando o compromisso da marca em fazer uma moda pautada pelo desenvolvimento sustentável.
O estilo das lojas
A OSKLEN prima pela decoração de suas lojas, que aproveitam energia solar e madeira reciclada, criando um ambiente que causa nos consumidores um verdadeiro turbilhão cultural. Nas lojas, a prancha de snowboard está ao lado do taco de golfe. Livros de arte ficam juntos a objetos trazidos de expedições feitas por Oskar ao redor do mundo, como cocares indígenas, e referências à Andy Warhol misturam-se a outras de capoeira. Tudo faz parte do estilo de vida (lifestyle) da marca. Moda, arte, cultura, design e meio ambiente que compõe a decoração, são projetadas por uma equipe do departamento voltado para o design e ambientação, formada por arquitetos, designers, decoradores e vitrinistas da própria OSKLEN. Essa equipe está sempre garimpando novos objetos que exemplificam o estilo da grife, criando o mobiliário, elaborando a iluminação e ambientando vitrines. Pequenos detalhes, como objetos trazidos de expedições, os móveis de madeira de demolição, o aroma exclusivo e até as revistas nacionais e internacionais são minuciosamente selecionados para garantir o encantamento de quem entra em uma de suas lojas.
A sustentabilidade
Desde 1998 a Osklen avançou na pesquisa e desenvolvimento de materiais e processos sustentáveis e, assim, formalizou o projeto e-fabrics, em parceria com o Instituto-E. Essas peças chamadas e-fabrics utilizam materiais de origens recicladas, orgânicas, naturais e artesanais, desenvolvidos por comunidades, cooperativas, ou por grupos industriais. Dentre os quais: couros de salmão e pirarucu (usados na confecção de acessórios, tênis, bolsas e carteiras), algodão orgânico (cultivado sem uso de substâncias tóxicas ao meio ambiente), couro ecológico dublado com sarja, tricot reciclado (feito de fios de algodão desfibrado, proveniente do reuso de sobras da indústria têxtil), seda orgânica (fabricada a partir de casulos rejeitados pela indústria tradicional por estarem fora do padrão) e malha PET (composta por algodão e fibra de poliéster proveniente da reciclagem de embalagens PET). Ao longo dos últimos 10 anos, a empresa atingiu a marca recorde de mais de 1 milhão e meio de garrafas PET recicladas para criação de peças e-fabrics. Além disto, estes e-fabrics ainda são tingidos naturalmente, sem poluir o meio ambiente.
O gênio por trás da marca
Artista. Documentarista. Formação acadêmica em medicina. Fundador e diretor de criação e estilo da OSKLEN. Madonna, Naomi Campbell e Sting são alguns dos famosos que curtem suas criações. Esse é Oskar Metsavaht, um gaúcho com alma carioca que faz ioga na praia, defende o meio-ambiente, surfa no Taiti, esquia nos Alpes e se locomove a maior parte do tempo de lambreta ou skate. É um criador multidisciplinar que transita entre áreas como a moda, o audiovisual, o design de mobiliário, ações sociais e ambientais e expedições. É reconhecido internacionalmente como um dos precursores do Novo Luxo, conceito que defende a moda consciente, o luxo sustentável. Seu estilo de vida conectado ao urbano, a natureza, as artes e aos esportes, unidos à sua constante necessidade de experimentação, o levaram a desenvolver também projetos como a trilogia de expedições de snowboard “Surfing the Mountains” (Alasca - Andes – Himalaia). Como suas ideias e projetos estão sempre interligados e acabam se influenciando mutuamente, a trilogia serviu de inspiração para coleções e documentários com direção assinada pelo próprio Oskar. Novos desdobramentos de suas ideias vieram também a partir de convites para desenvolver criações para diversos projetos brasileiros e internacionais, como da Andy Warhol Foundation of Art, a edição especial do Jeep Cherokee para a Chrysler Brasil e a coleção de relógios para a sofisticada joalheria HStern, intitulada Sfera Arpoador, comercializada no Brasil e no mundo.
Oskar é, por exemplo, fundador do Instituto E, uma instituição sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro, dedicada à promover o desenvolvimento humano sustentável. Através dela, desenvolve o projeto e-fabrics que, em parceria com empresas, instituições e centros de pesquisa, identificam tecidos e materiais desenvolvidos a partir de critérios sociais e ambientais. Frequentemente é convidado para participar como orador sobre o Novo Luxo em conferências mundiais, como o Milano Fashion Summit e o Ethical Fashion Paris. Em 2011, a OSKLEN recebeu, em Londres, o título de “Emerging Luxury Brand of the Year” e Oskar foi apontado pela revista Fast Company como a quarta pessoa mais inovadora do Brasil, além de uma das 100 pessoas de negócios mais criativas no mundo.
A evolução visual
O logotipo da marca OSKLEN passou por uma mudança radical há alguns anos atrás. A nova identidade visual está alinhada com o posicionamento da OSKLEN como uma marca de luxo.
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 10 de dezembro de 1989
● Fundador: Oskar Metsavath
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Apargatas S.A.
● Capital aberto: Não
● CEO: Rogério Bastos Shimizu
● Diretor de criação: Oskar Metsavath
● Faturamento: R$ 500 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 81
● Presença global: 15 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 650
● Segmento: Moda casual de luxo
● Principais produtos: Calças, camisetas, bermudas, blusas, vestidos e casacos
Atualmente a OSKLEN tem 75 lojas no Brasil (por onde circulam 200 mil pessoas por mês), duas lojas em Tóquio, uma em Nova York, Miami, Mykonos e Punta Del Este, além de representações na França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Portugal, Chile e Oriente Médio. Apesar de ainda representarem pouco mais de 10% do faturamento da marca, as vendas no exterior têm crescido constantemente. A marca também vende seus produtos através de 500 lojas multimarcas.
Você sabia?
● Em outubro de 2012, a Alpargatas S.A., proprietária da marca Havaianas, anunciou um acordo para comprar 30% da OSKLEN, e no final de 2014 assumiu o controle da marca.
● Hoje a marca apresenta suas coleções no SPFW (São Paulo Fashion Week) e na Semana de Moda de Nova York.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame, Veja e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, O Globo, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
Elas estão nas prateleiras de lojas de departamentos chiques como Saks Fifth Avenue e Bergdorf Goodman, em Nova York, e Galeries Lafayette, em Paris. Ocupam espaço em vitrines da badalada Via Spiga, em Milão, dividindo a cena com marcas famosas como Dior e Prada. Adornam pés de socialites, artistas, modelos e até mesmo de presidentes da república. Ao mesmo tempo são vistas em uma marcha do Movimento Sem-Terra em Brasília, nos pés de milhares de homens, mulheres e crianças. Sem dúvida é a sandália mais democrática que se tem notícia. Assim é Havaianas. Calça “do mais pobre ao mais rico” - como disse o escritor Jorge Amado. O que começou como um produto popular, que já foi considerado “coisa de pobre” no Brasil, virou produto fashion em menos de quatro décadas, e hoje enfeita pezinhos milionários, como das atrizes Julia Roberts e Sandra Bullock, e das modelos Naomi Campbell e Kate Mossvisto. Bonita e confortável, a sandália se transformou em um objeto cult. No exterior, os modelos mais incrementados, feitos sob encomenda, chegam a custar US$ 100. Nada mal para a brasileiríssima Havaianas.
A história
A sandália mais famosa do Brasil foi criada pela empresa Alpargatas São Paulo, fundada em 1907 pelo escocês Robert Fraser para produzir alpargatas, calçado também conhecido como “sapato espanhol”, feito de lona e solado de corda. E tudo leva a crer que foi a Zori, típica sandália de dedo com tiras de tecido e sola de palha de arroz e usada pelos agricultores japoneses, a real fonte de inspiração para a criação das sandálias Havaianas, lançadas no dia 14 de junho de 1962. Por essa razão, a palmilha das Havaianas possui uma textura que reproduz pequenos grãos de arroz, um dos muitos detalhes que a torna inconfundível. Mas a versão nacional trazia um grande diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, totalmente nacional e que, acima de tudo, garantia um calçado durável e confortável. Devido a sua comodidade, durabilidade e ótimo preço, os brasileiros das classes trabalhadoras se apaixonaram pelos primeiros modelos do tal chinelo, ainda com sola bicolor azul e branca combinando com as tiras azuis. Nascia aí o calçado do povo.
Embora o design das sandálias fosse de origem oriental, seu nome foi inspirado no Havaí, o paraíso do sol e do mar, onde ricos e famosos americanos passavam suas férias na década de 1960. Esse nome era considerado ideal, já que a sandália era adequada para o uso em países de clima quente e tropical, pois deixava os pés descobertos, evitando o excesso de transpiração. A ideia da nova sandália se espalhou feito rastilho de pólvora e, em menos de um ano, a empresa fabricava mais de mil pares por dia.
Exatamente dois anos depois de seu lançamento, já fazendo sucesso, a direção da empresa resolveu entrar com pedido de patente de modelo industrial n.5891, sob o título “palmilha com forquilha ornamentada por duas gregas, de direções paralelas, cada uma formada por pequenos frisos em linha quebrada, entrelaçados”. O pedido chegou ao Departamento Nacional da Propriedade Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio exatamente no dia 13 de agosto de 1964 e foi concedido dois anos mais tarde. Nesta época, vendedores-viajantes levavam Havaianas para cidades de todo o país dirigindo suas VW Kombi. A chegada deles era um acontecimento. Estacionavam em frente às lojas, e todos da cidade corriam para ouvir notícias da cidade grande e comprar seu par de Havaianas, que eram distribuídas em sacos plásticos. De tão icônico, há anos atrás, a Havaianas até recriou esse “foot truck”, uma Kombi itinerante que rodava o Brasil em eventos da marca.
Por mero acaso, em 1969 as Havaianas evoluíram, devido a um lote que deveria ser na tradicional cor azul e que em virtude de um problema técnico saiu com as tiras verdes. O que era para ser um desastre se tornou um imenso sucesso e marcou uma nova era para a marca. A nova cor foi tão bem recebida pelo público que a marca começou a produzir os mesmos chinelos com tiras em outras cores, como amarelo, rosa, vermelho e preto.
O sucesso das sandálias levou ao aparecimento das imitações e com elas “Proteja-se das fajutas. Legítimas, só Havaianas” (como dizia o slogan criado em 1970 pela agência de publicidade JW Thompson), as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”. As cópias, de qualidade inferior, eram citadas pelos comerciais da marca como “fajutas”, e o novo termo acabou sendo incluído no Dicionário Aurélio como sinônimo de produto de má qualidade.
Em 1980, já eram vendidos mais de 80 milhões de pares da sandália por ano. Nesta década, ainda com quatro cores do modelo original, as Havaianas tornavam-se cada vez mais populares entre as classes humildes, e estavam, de tal forma, enraizadas que chegaram a ser consideradas pelo governo como um “produto de primeira necessidade”, passando inclusive a fazer parte dos itens integrantes da cesta básica, assim como o arroz e o feijão. Foi assim que o governo brasileiro começou a fiscalizar seu preço como fazia com os outros produtos considerados essenciais, mantendo assim, a inflação sob controle.
Durante quase trinta anos o consumidor das tradicionais sandálias, vendidas com mais frequência em mercados de bairros, se restringia a uma classe menos favorecida e costumava-se dizer que “Havaianas era chinelo de pobre”. Depois da forte concorrência dos chinelos de PVC, liderados pelo modelo Rider (conheça essa outra história aqui), da Grendene (saiba mais aqui), era preciso adotar um novo posicionamento para alavancar as vendas que estavam em queda e mudar sua imagem na mente dos consumidores brasileiros. Com isso, a partir dos anos de 1990, Havaianas não parou mais de inventar moda. Foram criadas novas estampas, cores e modelos - até mesmo para os que mal tinham aprendido a andar, como as Havaianas Baby e as Havaianas Surf, com modelos simples de tiras pretas com cores e estampas renovadas e desenhos de manobras, paisagens, tribais e grafismos que refletiam o espírito do surfe.
Mas o grande toque de Midas foi o lançamento, em 1994, de uma nova versão: Havaianas TOP, com cores fortes, ligeiramente mais altas no calcanhar do que o modelo original, borracha mais macia e o nome gravado em relevo. O novo modelo, com tiras e solados monocromáticos, foi inspirado na moda inventada pelos surfistas brasileiros que viravam as palmilhas de suas (antigas) Havaianas a fim de deixar a face colorida voltada para cima. O modelo, inicialmente disponível em mais de 15 cores, foi posicionado no mercado como um produto mais caro do que as tradicionais. Impulsionada por maciços investimentos em campanhas publicitárias protagonizadas por artistas e celebridades, transformou-se em objeto de desejo. No primeiro ano foram comercializadas 300 mil unidades das novas sandálias. Nas revistas, a explosão de cores e as imagens divertidas dos anúncios traduziam o alto-astral da marca. Em seguida, a distribuição também passou a ser focada em nichos de mercado. Cada ponto de venda recebia um modelo diferente, de acordo com seu público alvo.
Outra mudança foi na exposição do produto nos pontos de venda. Ao invés das grandes cestas com os pares misturados, criou-se um display para valorizar o produto, facilitar a escolha e, claro, impulsionar as vendas. Em 1999, a marca continuou se espalhando pelo mundo. Suas sandálias começaram a ser distribuídas oficialmente na Espanha, Portugal, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos, República Dominicana e Japão. Antes, a marca já era exportada para países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, mas como um produto para uso funcional - propósito totalmente oposto à nova estratégia da marca, que buscava apropriar sofisticação às sandálias.
A partir do ano 2000, as sandálias da marca se tornam mania internacional. Estrangeiros compravam no Brasil e levavam para seus países como objetos de desejo ou presentes para parentes e amigos queridos. Rapidamente as Havaianas viraram assunto nas páginas das grandes revistas e jornais do mundo, e conquistaram algumas das vitrines mais concorridas do planeta. O novo posicionamento também permitiu o desenvolvimento de estratégias mais ousadas, como por exemplo, a parceria feita com a joalheria HStern (conheça essa outra história aqui) para lançar seis pares de Havaianas com acabamento em ouro 18K e diamantes. Um deles chegou a ser vendido por R$ 52 mil. Isso gerou uma enorme exposição de mídia espontânea para a marca. O mesmo ocorreu quando a empresa colocou o logotipo de Miró nas sandálias que foram distribuídas em uma festa no consulado espanhol, em 2004.
Continuando a segmentação de mercado, novas versões e muitas cores foram lançadas, além da introdução, em 2005, das Havaianas SOCKS, uma meia que se adaptava ao contorno do dedão do pé, permitindo que ele se encaixasse perfeitamente na sandália (primeiro passo para a extensão da marca para outra categoria de mercado). O produto foi introduzido no mercado com o slogan “Havaianas Socks, para quem é louco por Havaianas”. As novas opções e o posicionamento diferenciado caíram no gosto do povo. E de repente, andar de Havaianas por aí não parecia mais coisa de pobre, mas algo da moda. E assim as sandálias se tornaram objeto de desejo dos brasileiros mais abastados. Em 2006, as sandálias Havaianas foram consideradas o produto brasileiro mais popular fora do país.
Sucessivos ciclos de inovação em estilos e cores, que passaram a ser pesquisados com a ajuda de birôs internacionais, romperam com o velho estigma e valorizaram ainda mais o produto. A partir de 2008 a empresa iniciou a inauguração de lojas franqueadas das Havaianas, onde era possível encontrar todos os produtos da marca em um só lugar, em um ambiente colorido e moderno com todo o astral que a marca representa. Ao final deste ano a marca já possuía 26 lojas franqueadas, incluindo o conceito de quiosques em grandes centros comerciais de algumas cidades brasileiras.
A expansão da linha de produtos (sandálias, meias e toalhas) teve continuidade nesse mesmo ano, quando no mês de novembro a marca lançou oficialmente no mercado uma linha de bolsas. Foram, inicialmente, oito modelos em cores, tamanhos e formatos diferentes. Tinha a Mega, ideal para quem ama levar todo o armário na bolsa; a Side, inspirada no modelo carteiro; a Tote, espaçosa e com base reforçada; a Zip com vários zíperes e um compartimento coringa para guardar toalhas ou jaquetas; e a Saco com alças iguais as das tiras da sandália - ideal para quem gosta de carregar somente o necessário. Produzidas 100% em algodão possuíam detalhes emborrachados e em metal e a versão estampada trazia um floral composto por pequenas sandálias Havaianas. O charme ficava claro, por conta do chaveirinho em formato da tradicional sandália colorida. As novas bolsas foram comercializadas inicialmente em apenas 60 pontos de venda em todo o país e em um único local no exterior: a sofisticada Galeries Lafayette (conheça essa outra história aqui), em Paris.
Para manter a posição de destaque no mercado, a Alpargatas, detentora da marca, apostou em ampliação constante nas suas linhas e no conceito de brasilidade. A principal extensão no portfólio de Havaianas para além das tradicionais sandálias de borracha ocorreu em 2010 com o lançamento da Havaianas Soul Collection, coleção de calçados fechados (feitos de lona e os tradicionais solados de borracha em seu interior), incluindo as alpargatas, popularmente conhecidas como “as Havaianas cobertas”. A princípio, os produtos foram desenhados para atender o mercado europeu que, por conta do inverno rigoroso, não dava espaço para a venda dos modelos originais durante todo o ano. A internet, no entanto, acabou fazendo com que os itens acabassem ficando conhecidos e caíssem no gosto dos consumidores brasileiros. Além dos calçados fechados, a marca trabalha atualmente com produtos de outras categorias como bolsas, toalhas, chaveiros, capas para celular e até uma linha de galochas mais que descoladas.
Ainda em 2010, como parte do plano de consolidação da marca no mercado internacional, a cidade espanhola de Barcelona foi a primeira a receber um espaço exclusivo da Havaianas. Pouco depois, a segunda franquia internacional foi inaugurada na ensolarada Huntington Beach na Califórnia. Além disso, como forma de agradecer a todos os consumidores e a todos os que apoiam a marca ao longo da sua história foi lançada a iniciativa MYOH (abreviação de “Make Your Own Havaianas”). Era uma coleção completa de solas e tiras de diferentes cores em separado que, junto com vários alfinetes e pequenos cristais Swarovski (conheça essa outra história aqui), ofereciam a possibilidade ao consumidor de criar o seu par único e exclusivo de Havaianas, com infinitas possibilidades.
Em 2012, um desafio inusitado proposto pela marca resultaria no aparecimento de um novo produto. A marca pretendia alcançar o recorde mundial do maior número de sandálias flutuantes no mar das praias do litoral australiano. Para isso foram criadas boias infláveis gigantes no formato da tradicional sandália. A campanha foi um estrondoso sucesso e a praia vencedora foi na região Cottesloe, no oeste da Austrália, reunindo mais de 2 mil pessoas deitadas em suas boias. No ano seguinte as boias foram lançadas no mercado brasileiro, disponível em cinco cores (verde limão, azul carbono, salmão, fúcsia e lilás). Em 2014, a Havaianas lançou sua primeira coleção de roupas, composta por biquínis, saídas de praia, vestidos, bermudas, entre outros itens com a cara do verão, apresentando uma rica paleta de cores e feitas de 100% algodão, linho e viscose.
Em 2015, ocorreu um fato de extrema importância para o desenvolvimento internacional da marca: a inauguração de uma loja dentro do Disney Springs, centro de compras e entretenimento do complexo Disney (conheça essa outra história aqui) na cidade de Orlando, onde é possível encontrar sandálias com temas da Disney ou sem desenhos, de várias cores, para adultos e crianças. Nos anos seguintes, a marca lançou novos produtos e ingressou em novas categorias, como por exemplo, a primeira coleção de óculos (2016), produzidos com materiais mais flexíveis - borracha, acetato e poliamida transparente - para seguir o padrão de maleabilidade da marca.
O sucesso da marca e de suas sandálias era tamanho que em 2018, um par da sandália de borracha entrou na exposição “Items: Is Fashion Modern?” no badalado MoMa (Museu de Arte Moderna), em Nova York ao lado de 99 ícones fashions que tiveram grande impacto na história da sociedade nos séculos 20 e 21, como com um jeans Levi’s (conheça essa outra história aqui), a camiseta branca, o Pretinho básico e até um hijab.
Em 2020, preocupada com a diversidade a marca lançou a coleção Havaianas Pride (hoje incluída no portfólio permanente da Havaianas), composta por mais de 30 itens entre calçados, roupas e acessórios que celebram as cores das bandeiras LGBTQIA+. Com essa linha a marca afirmou comprometimento com a comunidade LGBTQIA+, ao destinar 7% do lucro líquido das vendas para a ONG All Out, movimento global que luta pelos direitos da comunidade. A marca já arrecadou mais de R$ 2.7 milhões para a ONG All Out. Já em 2022, a Havaianas celebrou 60 anos como exemplo de inovação. Sucesso dentro e fora do Brasil, a marca se reinventa por meio de collabs, novas parcerias, lançamentos e até uma plataforma de customização por aplicativo (que oferece tamanhos 33 a 48 e possibilita aos usuários montarem modelos e decidirem cores, estampas e pins, e ao final é possível encomendar a versão criada pelo próprio aplicativo).
Pouquíssimas marcas no mundo conseguiram se reinventar e conquistar status internacional sem precisar mudar a essência de seu produto por décadas, como fez a Havaianas. E hoje em dia, símbolo do alto-astral brasileiro em qualquer parte do mundo, a Havaianas oferece produtos que vão muito além das clássicas sandálias. Apesar disso, somente a linha das sandálias Havaianas cresceu de apenas um modelo até meados da década de 1990 para mais de 400 modelos nos dias atuais, comercializadas em mais de 65 cores e 600 combinações de estampas diferentes.
A marca Havaianas existe para libertar a vida das pessoas, deixar o dia a dia de cada um mais leve, colorido e, claro, confortável. E isso vai muito além do conforto físico. Isto porque a marca acredita que seus produtos também proporcionam uma das sensações mais incríveis de todas: a liberdade. Afinal, quando você veste uma sandália, um look ou um acessório da marca, se sente + livre. Por isso Havaianas espalha o espírito brasileiro desde 1962.
A linha do tempo
1995
● Lançamento das Havaianas Baby, sandálias direcionadas para um público infantil, em tamanhos que variam do 17/18 ao 23/24, com feixe para prender ao calcanhar. Possuem as variações Baby Pets (com bichinhos nas tirinhas), Baby Brasil (com estilo idêntico ao modelo adulto) e Baby Estampadas (com estampas coloridas na base).
● Lançamento das Havaianas Floral, com flores de hibiscus - uma flor característica do Havaí - a primeira de muitas sandálias estampadas da marca. O sucesso foi tanto que a marca nunca mais parou de inovar e trazer novas estampas para as coleções.
● Lançamento das Havaianas FIT, sandálias com solado super macio que acompanham as curvas dos pés e tiras que se ajustam aos calcanhares.
1998
● Lançamento, para a Copa do Mundo de Futebol de 1998, da Havaianas Copa, sandálias com uma pequena bandeira do Brasil na tira e duas faixas com as cores da bandeira na lateral do solado. Essa sandália rapidamente se tornou objeto de desejo no exterior e motivo de orgulho para os brasileiros. O sucesso mundial das bandeirinhas fez com que a linha fosse rebatizada de Havaianas Brasil, hoje uma das mais vendidas no mundo.
● Lançamento das Havaianas Fashion, sandálias com o solado mais alto na parte de trás, conferindo um leve salto ao modelo, direcionadas ao público feminino.
2000
● Lançamento da primeira sandália que brilhava no escuro, tudo para que os brasileiros comemorassem o Réveillon do milênio com uma Havaianas nos pés.
2001
● Lançamento das Havaianas Special Collection, sandálias super especiais com detalhes exclusivos como cristais e malhas de metal costuradas à mão por artesãs no Nordeste.
2002
● Lançamento das Havaianas Style, sandálias com a parte frontal ainda mais larga, em um formato mais próximo do quadrado.
2003
● Lançamento das Havaianas Flash, que possuíam diferentes formas de tiras e estampas.
● Lançamento das Havaianas High, modelos com saltos de até 6 centímetros disponíveis em diferentes cores e estampas.
2005
● Lançamento das Havaianas Cartunista, sandálias infantis que traziam estampas de cartunistas famosos.
● Lançamento das Havaianas Joy, modelo feminino com salto pequeno de 3 centímetros. Não possuíam estampas nem variação de modelos, apenas de cores. Todas traziam flores delicadas presas às tiras.
2006
● Lançamento das Havaianas Menina, uma linha feminina com modelos perfumados, muito cor-de-rosa e estampas de corações, flores e frutas.
● Lançamento das Havaianas Menino, sandálias com temas de esportes radicais e aventura.
2007
● Lançamento das Havaianas Slim, sandálias simples com tiras cinco milímetros mais finas e delicadas e solado baixo e mais estreito. Rapidamente esse modelo caiu no gosto do público feminino e se tornou um ícone da marca.
● Lançamento das Havaianas Trial, sandália com tiras fixas e mais largas que contornam o calcanhar garantindo estabilidade aos pés.
● Lançamento das Havaianas Wave, sandálias masculinas com formato anatômico com a espuma de borracha do solado mais macia e maleável e com tiras bicolores mais largas.
● Lançamento das Havaianas Logo, sandálias com tiras translúcidas que traziam o logotipo da marca em borracha injetada, em cor contrastante.
● Lançamento das Havaianas 4 Nite, modelo com tiras e estampas fosforescentes.
2009
● Lançamento de uma edição especial das sandálias com toque retrô e visual sofisticado, uma releitura do modelo tradicional com sola branca e tiras coloridas. As femininas foram criadas na cor nude metalizado, e para os homens a cor eleita foi cinza também metalizado. As sandálias eram entregues dentro de uma caixa, cuja parte interna apresentava a patente da marca e um texto cronológico que contava a sua história.
● Lançamento das Havaianas Slim África, com estampas tribais e combinações de cores vibrantes.
● Lançamento das Havaianas Slim Wind, que esbanjava conforto com sua tira tubular.
● Lançamento das Havaianas Fun, criadas para o público adolescente com estampas modernas e divertidas, em opções de tira flúor ou jelly.
● Lançamento das Havaianas Slim Illusion, sandálias femininas super delicadas, psicodélicas e coloridas, que chegaram ao mercado com tiras nas cores neon, flúor e candy combinando com os traços de cores vibrantes pincelados nas solas.
2010
● Lançamento das Havaianas Teams, sandálias que traziam as cores e estampas das 32 seleções que participaram da Copa do Mundo de Futebol da África do Sul.
● Lançamento das Havaianas Dia Dos Namorados, sandálias delicadas e românticas. O novo modelo foi desenvolvido no formato Slim, com tiras douradas e solado estampado com corações vermelhos e dourados.
2012
● Lançamento de capas de borracha para celulares e tablets em vários formatos e cores que utilizam a textura de arroz presente nas palmilhas das sandálias. Tudo para deixar o aparelho celular com um visual alegre e ao mesmo tempo mais protegido.
2013
● Lançamento da Havaianas Flat, nova linha de sandálias feminina com modelos rasteirinhos. As sandálias eram mais delicadas, tinham o solado mais fino e tiras mais curtas, com uma versão de duas tiras na horizontal (FLAT GUM).
2014
● Lançamento de uma coleção de roupas femininas e masculinas, com peças que possam ser combinadas com as sandálias e, por isso, a prioridade foi para a moda praia e casual (camisetas, bermudas, vestidos e até biquínis).
● Lançamento da Havaianas Power, modelo ideal para relaxar os pés antes e depois de praticar esportes. Com design exclusivo e formulação de borracha extra macia, sua sola massageia e relaxa os pés, garantindo um conforto superior. Também possui tiras vazadas, que proporcionam maior respirabilidade para os pés.
2016
● Lançamento da Alpargatas Slim, modelo exclusivamente feminino que chegou para completar a linha de alpargatas da marca.
● Lançamento da Origine Soft, modelo estilo alpargatas agora na versão em moletom, tecido de malha super macio e confortável, que conquistou status fashion nas passarelas do mundo inteiro de uns anos para cá.
2019
● Lançamento da Havaianas Slim Rocky, sandália cheia de spikes ao redor do solado e na tira finas, nas cores rosa, preto e cinza.
● Lançamento da Havaianas Slim Fringes, sandálias que carregam franjas em suas tiras; e da Havaianas Freedom Chains, com detalhes charmosos que imitam correntes.
● Lançamento da Havaianas Glitter, sandálias com glitter aplicado nas tiras.
● Lançamento da Havaianas Luna Mystical Rocks, uma rasteirinha que possui uma pedra inspirada na energia mística; da Havaianas Top Cosmic, sandália com uma tira velvet adornada de estrelas, planetas, o Sol e a Lua; e da Havaianas SlimLuna Minerals, sandálias que trazem tiras costuradas à mão com cristais especiais, nas opções branca e preto.
2021
● Lançamento da Havaianas TNS, primeira coleção de sneakers da marca que chegou ao mercado embalada pelo conceito “Andar Leve”. Os calçados estão disponíveis em 13 variações de cores, em quatro modelos: “Roots”, com design mais voltado para a natureza; “Mix Print”, com estampas militares e de onça; “Colors”, disponível nas versões azul, branco, rosa, preto e neon; e “Mix”, com cores mais vibrantes distribuídas pelo solado e lateral do calçado. Outro detalhe dessa nova linha ganhou uma visibilidade importante: a produção com materiais sustentáveis como casca de arroz e óleos vegetais.
● Lançamento da sua primeira linha de malas.
2022
● Lançamento da Havaianas Zip Top Market, modelo com um zíper ao longo da borda da palmilha, algo que permite o usuário colocar ou remover a parte superior do puffer ajustável, transformando-o em uma sandália ou tênis. Assim, ao fechar ou abrir o cabedal, o calçado se transforma instantaneamente. A novidade faz parte da collab da Havaianas com a marca norte-americana Market.
● Lançamento da Havaianas Clogs, uma nova categoria de calçados com foco na primeira infância, muito similar a Crocs (conheça essa outra história aqui). A linha é composta por dois modelos: Havaianas Baby Clog, um sapato fechado para crianças pequenas, com tiras na parte superior e o tradicional elástico no calcanhar; e Havaianas Kids Clog, voltado para crianças maiores, fechado na frente e atrás, com tiras horizontais reguláveis.
● Lançamento da Havaianas Square, uma releitura da tradicional Slim com as pontas quadradas.
Levando o lúdico aos pés
Nos últimos anos, a marca Havaianas tem adotado a bem-sucedida estratégia de licenciamento para estampar em suas sandálias personagens e ícones da cultura pop. Isto começou no ano de 2011 quando iniciou uma parceria de sucesso com a Disney que culminou com o lançamento de modelos exclusivos com os personagens desse mundo mágico. Nos anos seguintes, inúmeros ícones animados desse mundo mágico desfilaram por suas sandálias, como por exemplo, Mickey Mouse, Minnie, Pato Donald, Ursinho Pooh, Pateta, Pluto, Tico & Teco, Os Muppets (2011), A Dama e o Vagabundo (2012), Star Wars (2015), Alice no País das Maravilhas (2016), Princesas (2016), O Rei Leão (2019), Marvel (2021), Cruella (2021) e Zé Carioca (2022). Essa parceria já resultou no lançamento de sandálias com mais de 400 estampas diferentes de personagens.
O sucesso com a Disney levou a Havaianas a licenciar e lançar coleções exclusivas, algumas em edições limitadas, com a DC Comics (conheça essa história aqui), incluindo os super-heróis Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha, além do vilão Coringa; Minions (2014), com os personagens de Meu Malvado Favorito; Peanuts (2014), com uma linha inspirada no personagem Snoopy e no passarinho Woodstock; Popeye e sua turma (2016), incluindo Olívia Palito e Brutus; e Os Simpsons (2016), com a turma completa, Homer, Bart, Marge e Lisa adornando suas sandálias.
Mais recentemente novas parcerias resultaram em coleções temáticas com Harry Potter (2018), que apresentou três estampas como o símbolo das “Relíquias da Morte”, o emblema da “Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts” e uma representação do próprio Harry Potter, com os óculos e a cicatriz em um pé e a “varinha das varinhas” no outro; Mario Bros (2018), com uma coleção que apresenta Mario, Luigi, a princesa Peach, Yoshi, entre outros; Bob Esponja (2021), com seus amigos Patrick Estrela e Lula Molusco; Fortnite (2021); Netflix (2021), com uma coleção inspirada em protagonistas mulheres de séries emblemáticas da plataforma; Smiley (2022) e League of Legends (2022). Além disso, a Havaianas também é parceira oficial da World Surf League desde 2019.
A Havaianas também estende essas parcerias e colaborações para o segmento de alimentos. Como por exemplo, em 2017, quando a marca se uniu a Kibon (conheça essa outra história aqui) para lançar a linha Fruttare Havaianas, sandálias inspiradas nos populares picolés nos sabores preferidos do público para enfrentar o verão: limão, uva ou morango. Já em 2021 lançou o modelo Havaianas + Oreo Top, um par de chinelos com estampa divertida que possuía um solado imitando as camadas do icônico biscoito recheado Oreo (conheça essa outra história aqui). A coleção também contava com outros itens como meias estampadas e porta-fone. Mais recentemente, em 2022, a Havaianas lançou uma collab com as marcas Leão (conheça essa outra história aqui) e Biscoito Globo, dois ícones do verão carioca, que resultaram em peças inéditas em edição limitada. São dois modelos de sandálias TOP, além de um modelo de camiseta de manga curta, canga, toalha de banho, uma ecobag super estilosa e uma garrafa térmica para manter o chá Leão sempre geladinho. A identidade visual de Leão, com referências às características das folhas da erva-mate, assim como suas flores e frutos, deixa os produtos inconfundíveis.
Colaborações poderosas
Desde sua criação, a Havaianas conquistou um lugar indiscutível na vida de milhões de brasileiros, trazendo seus modelos para o cotidiano e se tornando uma queridinha e aliada dos momentos mais espontâneos e leves da vida. Ainda assim, a Havaianas se mostra em constante evolução, fazendo colaborações que aliaram seu design clássico - que já se tornou sinônimo de liberdade e brasilidade - à estética de marcas poderosas. Com isso revoluciona seus designs através de collabs com estilistas, designs e marcas do universo da moda. O resultado? Muito sucesso e fator importante para consolidação da marca no mundo, com grifes de renome internacional oferecendo a sua própria visão de Havaianas através de edições limitadas como a francesa Celine (2004), a brasileira HStern (2010), a francesa Paul & Joe (2010), a italiana Missoni (2011 e 2012) e mais recentemente, em 2020, a Saint Laurent (conheça essa outra história aqui).
Em collabs mais recentes com marcas nacionais e internacionais, como Isaac Silva, FARM, Reality to Idea, BAPE® e mastermind JAPAN, a Havaianas assistiu seus designs se transformarem e ganharem novas visões criativas. Seja um toque de streetwear, um mergulho na cultura afroindígena ou até mesmo um retorno às suas raízes. Por exemplo, em colaboração com a mastermind JAPAN, a Havaianas voltou às suas origens e lançou em 2020 uma versão moderna e com design inovador com o modelo Tradi Zori, que mistura a tradicional sandália da marca e a Zori, milenar sandália japonesa feita de palha de arroz. O novo design, assim como o nome, prometia a “construção de um novo ícone” e chegaram ao mercado com o slogan “Tradição redefinindo o futuro”.
O mundo aos seus pés
A revolução da marca começou com a criação do departamento de comércio exterior em 1999. Até então, as vendas para o exterior eram esparsas, ou seja, não havia um movimento articulado em direção a esse mercado. A decisão de explorar a marca no exterior deu-se pelo fato de ser um produto tipicamente brasileiro, colorido e sem concorrência interna ou externa. E uma das primeiras medidas para chegar a esses destinos foi reorganizar a rede de distribuidores no mundo todo. Alguns eventos contribuíram para o sucesso da marca no exterior, como quando as brasileiríssimas sandálias chegaram ao mercado francês em 2001 através de uma amostra sobre a América Latina na chique Galeries Lafayette, onde foram vendidos três mil pares de Havaianas. Em 2003, os tradicionais chinelos de borracha desfilaram nos pés de todas as modelos na passarela do estilista Jean-Paul Gaultier (conheça essa outra história aqui). Nada melhor para criar uma boa imagem da sandália e aumentar as vendas. Hoje, é possível esbarrar nas ruas com milhões de franceses usando Havaianas. Esse aumento só foi possível porque a distribuidora francesa trabalhou o conceito da marca. Além do desfile de Gaultier a empresa fez parceria com grandes lojas de departamento, como a Galeries Lafayette, Printemps e o Le Bon Marché (conheça essa história aqui), que passaram a comercializar as sandálias.
Outro evento importante para divulgação da marca no exterior ocorreu em 2003 quando foram distribuídas sandálias Havaianas aos indicados ao Oscar. Dois meses antes da cerimônia a empresa desenvolveu um modelo sofisticado, decorado com cristais austríacos Swarovski e guardado em caixas especiais com o nome dos atores imitando os símbolos estampados na calçada da fama de Hollywood. Paralelamente, a fábrica entrou em contato com os agentes das 61 celebridades indicadas ao prêmio - entre elas, Jack Nicholson, Nicole Kidman e Renée Zellweger - para saber que número elas calçavam. No dia seguinte à premiação, todos receberam sua sandália. Afinal, depois de horas sobre saltos e sapatos apertados no tapete vermelho, nada melhor do que pisar em uma Havaianas. Iniciativas como essa ajudaram a empresas a vender 1 milhão de pares de Havaianas aos varejistas americanos neste ano. Em acelerado ritmo de expansão internacional a marca inaugurou um escritório em Nova York no ano de 2007, passou a atuar diretamente na Europa em 2008 e em 2012 na China. Nos últimos anos, a receita gerada pela exportação do produto praticamente quadruplicou. Estados Unidos, França e Austrália são os maiores mercados da marca no exterior.
Além disso, considerada como “a sandália de quem tem muito dinheiro e nada para provar”, a comunicação criada para veiculação da marca no exterior utiliza linguagem que sustenta tal fato, como por exemplo, “Somente o Titanic tinha tantos milionários em cima”. Em pouco mais de duas década, devido a todas essas ações, as tradicionais sandálias Havaianas saíram das praias brasileiras e foram parar em mais de 130 países e nos pés de celebridades como Angelina Jolie, Brad Pitt, Britney Spears, Kate Hudson e até da princesa Stéphanie de Mônaco.
As divertidas lojas
A Havaianas inaugurou suas primeiras lojas franqueadas em 2008, oferecendo aos consumidores todos os produtos da marca em um só lugar e ganhando musculatura no varejo. A marca rapidamente começou a adotar novos formatos de varejo, como por exemplo, no dia 23 de janeiro de 2009 quando inaugurou sua primeira loja-conceito, batizada inicialmente de ESPAÇO HAVAIANAS, na badalada Rua Oscar Freire, no bairro dos Jardins em São Paulo. A loja reunia em 300 m² tudo o que os apaixonados por Havaianas sempre sonharam: linha completa de sandálias, produtos exclusivos para o mercado internacional, customização e novos produtos. No final de 2021, essa loja foi reinaugurada com o novo Guia de Varejo Global, que inclui recursos de acessibilidade, experiências sensoriais, espaço de personalização de produtos e mais tecnologia nos atendimentos.
Para incentivar o público a se conectar com sua liberdade e auto-expressão, a marca criou um balcão de customização de produtos, para que os usuários possam ativar sua criatividade, além de ser um espaço para receber artistas que também customizarão produtos da Havaianas, como roupas, calçados e acessórios. Além disso, os provadores têm um mini lounge e os usuários podem escolher a playlist que ouvem enquanto experimentam produtos. Super instagramável, o espaço também pode se transformar em um estúdio de shopstreaming. Outro pilar para o novo conceito de lojas é o da sustentabilidade. Cada shopping bag é feita com 75 garrafas plásticas, os manequins e portais que decoram o local são reciclados e recicláveis. O ponto alto são as mantas de borracha que revestem prateleiras e espaços para sentar e experimentar produtos, todas feitas a partir dos chinelos recolhidos através do programa Havaianas ReCiclo.
Já em 2019, a loja do Shopping Iguatemi Faria Lima foi reinaugurada com um conceito inédito: o Shopper Mission Lab. É uma loja super conectada, cujo foco é melhorar a experiência do usuário em todos os pontos de contato durante sua jornada de compra. O novo conceito é uma espécie de laboratório para testar tecnologias e novidades da marca. A unidade - batizada de Havaianas Lab - é equipada com telas interativas, provadores inteligentes, check-out móvel, lockers para retirada de compras online e vitrine infinita para compra de produtos disponíveis online. Além desta unidade, outras foram inauguradas em São Paulo, Rio de Janeiro e no início de 2020 em Carnaby Street, na cidade de Londres.
Em 2021, como parte da estratégia da Havaianas para ganhar tração em outras categorias além de sandálias, foi inaugurado um novo conceito de loja - +Havaianas - no Shopping Morumbi, em São Paulo, que conta com 80% da área dedicada às categorias de vestuário, acessórios, rasteirinhas, calçados fechados (alpargatas) e óculos. O novo espaço apresenta design que une tecnologia, inovação e descontração, com ambientação e cenografia que se renovam trimestralmente. A loja também conta com objetos de decoração produzidos por artesãos brasileiros dos quatro cantos do país. Mais recentemente, em 2022, como forma de renovar seu varejo físico, a Havaianas inaugurou na cidade de Aracaju a primeira loja compacta da marca. Pensado para que os usuários vivam o lifestyle da marca, o espaço traz mais tecnologia, sustentabilidade e inovação, incluindo customizar produtos em um ambiente instagramável, podendo criar selfies divertidas. Além de toda a linha das sandálias de dedo, de calçados fechados e modelos do tênis, o espaço também possui opções para bebês e crianças, e acessórios como bolsas, mochilas e porta-fone.
Sustentabilidade aos seus pés
A Havaianas quer contribuir para que as pessoas possam fazer escolhas cada vez mais conscientes no seu dia a dia e para que vivam da maneira mais leve e harmoniosa possível, pensando sempre no amanhã. Para isso, a marca está sempre buscando por soluções inovadoras e repensando lógicas tradicionais, desde a matéria-prima, produção, transporte, até as possibilidades de descarte final e novos ciclos de vida para seus produtos, que cada vez mais são feitos a partir de materiais reciclados e/ou de fontes renováveis. Hoje, 97% de suas sandálias já são produzidas com aproximadamente 40% de borracha reutilizada. A marca também quer proteger e manter limpo um local que considera sua casa: a praia. Por isso, lançou o programa Havaianas Praia+Limpa, cujo objetivo é fazer a limpeza de diversas praias pelo Brasil e pelo mundo. Tudo para manter a sua beleza como merece ser: livre do lixo.
Além do cuidado na produção dos produtos, a marca tem como foco agregar valor ao final do seu ciclo de vida. Por isso, a marca lançou em 2021 o Havaianas reCICLO, um programa global de logística reversa e reciclagem de suas sandálias. Com o isso a marca recolhe sandálias usadas através de uma rota logística que foi estruturada para ser carbono zero, com coletas de bicicleta em algumas lojas e com compensação do carbono emitido pelos modais, por meio do plantio e da preservação de árvores na Amazônia. O programa funciona de forma simples: as sandálias que não estão sendo mais usadas podem ser descartadas nas lojas participantes do programa e depositadas na urna coletora. Depois são encaminhadas às cooperativas de reciclagem parceiras, que fazem a separação e a destinação das sandálias para reciclagem ou doação. O material reciclado ganha um novo ciclo de vida se transformando em outros objetos úteis, como por exemplo, tapetes, pneus e até mesmo obras de arte.
Desde o início do programa, o Havaianas reCICLO já beneficiou cerca de 513 famílias através das cooperativas e garantiu o descarte adequado e a reciclagem de um volume equivalente a 64% da lotação do estádio do Maracanã com torcedores calçando Havaianas. Atualmente o programa conta com aproximadamente 170 pontos de coleta ao redor do mundo (como Brasil, Estados Unidos, África do Sul, Austrália, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Grécia) e coletou 10.372 kg de pares sandálias (somente em 2021).
Já em relação à preservação do meio-ambiente, desde 2004, Havaianas e o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) mantém uma parceria que encanta os brasileiros e o mundo por meio da linha Havaianas IPÊ, cujo objetivo é ajudar a conservar a fauna e flora brasileira através de coleções de sandálias com informações e estampas de animais da fauna brasileira e seus habitats. A primeira coleção trouxe o peixe-boi, o mico-leão de cara-preta e o papagaio da cara-roxa, animais ameaçados de extinção e que eram temas de pesquisa do Instituto, na época. Pela primeira vez, a marca Havaianas colocava o logotipo de uma organização da sociedade civil ao lado do seu, no solado do produto. Com o passar dos anos, os desenhos passaram a retratar outros animais brasileiros e seus habitats, sempre trazendo nomes científicos e informações sobre as espécies. Houve também o lançamento da coleção filhotes para as crianças, devido aos inúmeros pedidos dos consumidores.
Comercializada em mais de 100 países, essa linha colabora para a conservação da biodiversidade do Brasil, com repasse de 7% das vendas líquidas para o Instituto, que desenvolve projetos voltados à conservação da Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal. Desde 2004, já foram mais de 15 coleções retratando a biodiversidade do país, mais de 14.5 milhões de pares de sandálias com artes inspiradas em espécies brasileiras vendidas e R$ 8.2 milhões destinados para a manutenção do Instituto para manutenção de ações de conservação da biodiversidade como pesquisas científicas, educação, negócios sustentáveis, reflorestamento e apoio às políticas públicas.
A cinquentona
Em 2012, para celebrar o seu 50º aniversário, a Havaianas lançou uma edição limitada de sandálias, inspiradas na virada da marca, ocorrida nos anos de 1990, quando as pessoas tiveram a ideia de virar a sola das Havaianas para cima, criando a sandália de uma cor só. Uma edição de 50 mil pares da nova sandália foi vendida no Brasil, Estados Unidos, Europa e em outros países. O modelo comemorativo na verdade era dois: um que lembrava aquele originalmente lançado em 1962, de solado branco e tira colorida; e o de uma cor só, simulando aqueles de solado virado. E para celebrar este momento tão importante para a marca, 100% da receita líquida da venda dos produtos foi revertida ao projeto Selo Unicef, iniciativa do fundo voltada aos municípios brasileiros para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes.
Comunicação estrelada
A qualidade do produto, a estratégia de marketing e as campanhas publicitárias baseadas em depoimentos de gente famosa usando as tradicionais sandálias, trouxeram vida para a marca, ainda que ela dispensasse maiores apresentações. Em suas primeiras campanhas a marca destacava o conforto das sandálias através do slogan “Havaianas, o andar mais confortável do mundo”. E em seus primeiros anos de comunicação, a marca introduziu - em 1967 - ainda uma ferramenta de marketing no mercado brasileiro: o merchandising. Desta vez, quem deu voz à iniciativa foi Jô Soares com o personagem mordomo Gordon, no programa humorístico Família Trapo, da qual a marca era patrocinadora. Um dos primeiros garotos-propaganda a apresentar o produto, em 1973, foi o saudoso humorista Chico Anysio, sempre acompanhado do slogan “Havaianas. As Legítimas.” e da tradicional frase “Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras”. Ele prosseguiu sendo o garoto-propaganda da marca na década de 1980, ora no papel de seus personagens ora como ele mesmo. Na década de 1990, Chico Anysio voltaria em um dos anúncios do lançamento das Havaianas TOP proclamando “Isso é amor antigo”. A simbiose entre o produto e o artista foi tão grande que houve tempo em que se acreditava ser ele o dono da marca.
O personagem Didi dos Trapalhões também foi utilizado como garoto-propaganda da marca, lançando a famosa expressão “Ô psiti, não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras”. Em 1992, foi a vez de Tony Ramos e Elba Ramalho protagonizarem uma das campanhas das sandálias, reforçando o slogan “As Legítimas”, e mostrando que usavam as sandálias no dia a dia. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha em 1994 que foi ao ar com o ator Luis Fernando Guimarães interpretando um repórter que invadia a casa de celebridades como Vera Fisher, Malu Mader, Maurício Mattar e o jogador Bebeto para flagrá-los usando Havaianas com naturalidade.
Na televisão, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas Havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança quebrada não acusava. Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani, sua namorada na época; outro pedia as Havaianas da Deborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira, Hortência, Reinaldo Gianechini, Luiza Brunet, Fernanda Vasconcellos e Cauã Raymond também apareceram nas telinhas em divertidas situações relacionadas à marca. Nos últimos anos, celebridades como a cantora Sandy, o ex-jogador Biro-Biro, o piloto Rubens Barrichello, os atores Bruno Gagliasso, Chay Suede e Vladimir Brichta, a modelo Giovanna Ewbank e as atrizes Isis Valverde, Cléo Pires, Débora Nascimento e Suzana Vieira estrearam campanhas da marca com cenas irreverentes e situações inusitadas.
Atrizes, atletas, apresentadores de programas, modelos, entre outras figuras conhecidas do grande público já representaram a Havaianas, de forma a catalisar a mensagem de que “todo mundo usa”, elevando a fama do chinelo a nível internacional e conquistando renomadas publicações de moda. Uma coisa é certa: objeto de desejo, as Havaianas têm glamour, personalidade e estilo. Básicas, irresistíveis, imprescindíveis, elas serão eternas enquanto durarem. Suas famosas campanhas publicitárias impressas também são cheias de humor, cores e uma linha alegre criativa.
Em 2016, a marca que se transformou em uma espécie de símbolo de produto Made in Brazil, lançou a sua primeira campanha publicitária global com o slogan “Original do Brasil desde 1962”, reforçando a história da Havaianas e sua forte relação com os brasileiros e seu jeito alegre de levar a vida. A campanha contava com um filme e uma coleção de pôsteres com ícones do Brasil. O filme mostrava um casal que ia calçando sandálias com modelos e cores diferenciadas ao som do samba e da MPB (Música Popular Brasileira). As sandálias no chão lembravam passos de danças e aqueles tutoriais de dança, onde pés desenhados no solo indicavam como se deve movimentar-se.
Já os pôsteres apresentavam layout, fonte e design baseados na década de 1960, quando as sandálias foram criadas. As ilustrações coloridas traziam o que há de melhor no Brasil - praia, carnaval, samba, futebol, capoeira, fauna, flora - além de enaltecer pontos turísticos cariocas, como o Pão de Açúcar, as praias e a Lapa.
A evolução visual
A identidade visual da marca passou por apenas uma sutil remodelação ao longo dos anos. Isto aconteceu em 2001, quando o logotipo apresentou uma tipografia de letra ligeiramente alterada.
A marca utiliza logotipos secundários, incluindo a popular versão oval, como mostra a imagem abaixo.
Para ambientes digitais, a marca Havaianas ainda utiliza em sua comunicação logotipos cujos símbolos são as próprias sandálias.
Os slogans
Original do Brasil desde 1962. (2016)
Havaianas, todo mundo usa. (1994)
Diga-me com quem andas. (1973)
Legítimas, só as Havaianas. (1970)
Havaianas. As Legítimas. (1970)
As legítimas, recuse imitação. (1970)
A grande sandália. (década de 1970)
Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras. (1965)
Havaianas, o andar mais confortável do mundo. (década de 1960)
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Lançamento: 14 de junho de 1962
● Criador: São Paulo Alpargatas S.A.
● Sede mundial: São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: Alpargatas S.A.
● Capital aberto: Não
● CEO: Roberto Funari
● Faturamento: R$ 3.9 bilhões (2021)
● Lucro: Não divulgado
● Valor da marca: R$ 860 milhões (2021)
● Lojas: 965
● Presença global: 130 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Brasil, Europa, Estados Unidos e China
● Segmento: Calçados
● Principais produtos: Sandálias, calçados, meias e bolsas
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca Havaianas está avaliada em R$ 860 milhões, ocupando a posição de número 18 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil em 2021.
A marca no mundo
Líder de mercado no segmento de sandálias de borracha no mercado brasileiro, a marca Havaianas comercializa mais de 260 milhões de pares das famosas sandálias (dados de 2021), exportados também para mais de 130 países dos cinco continentes (da França ao Japão, de Honduras ao Congo), podendo ser encontrada em mais de 350 mil pontos de venda somente no Brasil. A marca mantém mais de 965 lojas próprias e franqueadas pelo mundo (522 unidades no Brasil e 443 unidades no exterior), localizadas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Orlando, Madri, Barcelona, Valência, Roma, Paris e Londres. Com mais de 10 mil pontos de venda no exterior, as exportações chegaram a 31.1 milhões de pares em 2021. Sua linha de produtos inclui, além dos chinelos de borracha, bolsas de lona, toalhas de algodão, chaveiros, pingentes e capas para celulares, meias, óculos, roupas, calçados casuais, tênis, alpargatas e até galochas.
Você sabia?
● A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de Havaianas por ano. Desde seu lançamento as sandálias já venderam 4.2 bilhões de pares.
● Somente na fábrica de Campina Grande (Paraíba) são produzidos mais de seis pares de sandálias Havaianas por segundo. A fábrica tem capacidade para fabricar mais de 200 milhões de pares todos os anos.
● No exterior a sandália é chamada de FLIP FLOP HAVAIANAS.
● As Havaianas foram comparadas pelo jornal americano The Wall Street Journal e pela revista inglesa The Independent Review ao Boeing (conheça essa outra história aqui) e ao VW Fusca, produtos que reinventaram suas categorias de mercado.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Vogue, Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame, Embalagem Marca e Veja), jornais (Valor Econômico, O Globo, Meio Mensagem, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).